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#TamoJunto agora no caderno de Esportes de A CRÍTICA

Vereador Fabrício Lima estreia coluna na próxima quinta-feira (4) no caderno CRAQUE 29/06/2015 às 00:41
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Fabrício Lima agora no CRAQUE
Camila Leonel ---

Ele já  jogou futebol, é faixa marrom de jiu-jitsu e de judô, corda laranja e azul de capoeira,  é faixa-roxa de luta livre e pratica boxe. Atualmente o seu foco é o triatlo, modalidade que une natação, corrida e ciclismo.  Com 40 anos de idade, e a maior parte deles dedicados à prática de esportes, o vereador Fabrício Lima  já conheceu países como Estados Unidos, México, Japão e Grécia, Inglaterra, tudo isso pela paixão de superar desafios. E toda essa bagagem rendeu boas histórias que serão contadas todas as quintas-feiras no CRAQUE na coluna “#TamoJunto”.

Apesar de praticar tantas modalidades, Fabrício se descreve  com uma pessoa comum e que tenta mostrar que qualquer pessoa pode praticar esportes também. “Eu não sou nenhum exemplo do que a gente vê na televisão, nem é o Super Homem, o He-Man loiro dos olhos azuis de dois metros de altura. Eu sou uma pessoa muito comum, muito parecida com todos os amazonenses, sou baixinho, meio truncado. Nada de mais, mas com uma energia que veio de uma disciplina muito grande”, disse.

Fabrício pratica esportes desde criança. Já jogou futebol pelo time do América e chegou até o time profissional; além disso, ele se dedicava às artes marciais. Porém, a rotina foi interrompida aos 18 anos quando a sua mãe foi diagnosticada com câncer, com isso, ele precisou ajudar o pai na empresa de material de construção que a família montou.

“Eu tive que abrir mão de tudo para trabalhar com o meu pai. Então eu saí do meu organismo do 100 para o 0 numa hora eu era atleta que treinava quatro, seis horas por dia e parei de fazer tudo para poder, de alguma forma, manter a empresa funcionando e naquele momento eu saí de 70 para 110 quilos”, relembra.

A decisão de mudar de vida veio em uma manhã, quando ele foi abaixar para amarrar o tênis e o esforço de se abaixar causou tonturas. “Eu pensei: onde eu estou? Um dia desses eu dava aula de capoeira e hoje eu nem consigo amarrar meus sapatos direito”. Foi aí que ele retomou a prática de esportes e a sua vida deu uma guinada. “Eu tenho 40 anos, mas me sinto um garoto. Claro que eu não tenho a mesma disposição de quando era mais novo, mas eu me sinto um
garoto”.

Mas para quem pensa que para essa guiada acontecer foi fácil, se engana. A rotina começa cedo. Fabrício acorda às 4h da manhã para treinar, segue uma alimentação regrada e, nas horas livres, relaxa praticando mais esportes. “É  o momento que eu descarrego as minhas energias. Eu não tenho vício de beber... algumas pessoas descontam suas ansiedades  na comida. Eu quando fico ansioso, por exemplo, desconto tudo no esporte as vezes é até difícil de me controlar porque eu não paro tô todo tempo girando no 220”, comentou.

Histórias

Entre as várias histórias vivenciadas, Fabrício relembra em tom de animação momentos de superação e de emoção que já vivenciou. Ele relata que já correu com uma hérnia ignal (na virilha), uma semana depois, mesmo com dor aceitou o desafio de correr na Grécia e até chegou a disputar um Iron Man, quarenta dias depois de fazer uma cirurgia.

Já entre os seus momentos emocionantes, ele relata dois, em especial. O primeiro foi em 2013, quando foi convocado pela seleção brasileira de triatlo para disputar o mundial da modalidade na Inglaterra

“Eu fui convocado para a seleção brasileira de triatho em 2013, com 36 anos e cheguei lá fiquei alojado junto com os paratletas e tu passa o dia ouvindo histórias do cara que não têm braço,  o outro não tem perna, não enxerga e eu ouvindo aquelas histórias que você fica com vergonha de falar que tá cansado, que tá doendo que não vai dar certo”, relembrou

Outro momento que ele relembra foi em 2011 no Haiti, quando integrou uma das missões de paz brasileiras que foram ao país após o terremoto em 2010. “Passei 10 dias no Haiti. Lá nos organizamos a primeira corrida do país. Nós tentamos reerguer um país através do esporte. Eu chorava todo dia quando ia dormir lembrando do que tinha vivido ali. Um país destruído, mas você olhava e as pessoas estavam com um sorriso no rosto”, relembra.

Vida
Tantos anos de prática esportiva e hoje, Fabrício resume o sentimento pelo esporte com uma única palavra “vida”. “ É minha vida. Minha filosofia de vida é o meu sentido de viver tudo. Esporte é igual a vida .Eu fiz amigos verdadeiros no esporte. Hoje eu não me vejo sem praticar esportes”. E é através do seu exemplo, que ele pretende incentivar que mais pessoas se entreguem à pratica de esportes. “Eu quero passar para as pessoas, através da coluna, que elas possam entender que o esporte pode mudar a vida delas”, contou.

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