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Tasso Alves, judoca amazonense, agora faz história no wrestling brasileiro

Oriundo do judô, o wrestling entrou na vida de Tasso para ajudar a melhorar seu desempenho no tatame, porém o que era apenas um complemento... 26/12/2015 às 17:08
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Tasso Alves derrotou o atleta de Alagoas, que era favorito
Camila Leonel Manaus (AM)

Tudo começou com uma admiração, ou como “um namoro”, é assim que o atleta Tasso Alves define o início da sua história com o wrestling. E esse relacionamento que começou em 2013, tem rendido felicidades ao lutador. Em dezembro, Tasso foi  campeão do Brasileiro de Beach Wrestling, isso semanas antes de ser bronze na Copa Brasil de Wrestling.

Oriundo do judô, o wrestling entrou na vida de Tasso para ajudar a melhorar seu desempenho na arte suave. Porém, o que era apenas um complemento, virou a principal luta. Entre o período de admiração até ele abandonar o kimono levou um tempo.

“Eu venho do judô. Pratico desde quatro anos, sou faixa preta de judô. Fiz história com o Amazonas, fui Campeão Brasileiro em 2000. Conheci o wrestling em 2009, 2010 porque eu poderia usar os golpes no judô. Foi um intercâmbio, um namoro. Eu admirava na TV, já conhecia o Waldeci, mas em 2013 foi quando eu larguei o quimono e agradeço muito o judô, mas chegou uma hora que tinha que focar num esporte só”, relembra.

Além dos títulos no tapete e na areia, Tasso também vem ganhando reconhecimento fora das competições. No final de novembro, ele recebeu prêmio de destaque na Luta Olímpica no ano de 2015, pela Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU). O título foi um reconhecimento pelo campeonato conquistado no mês de maio no Campeonato Brasileiro da Liga de Desporto Universitário.

“Fui eleito o melhor porque entre os campeões, a CBDU achou que eu ganhei com superioridade técnica (com 10 pontos de diferença) e entre os campeões eu era o melhor ranqueado”, comemorou.

Dividindo a rotina de treinos com a profissão de policial militar, o amazonense conta que treina seis vezes por semana, durante quatro horas. “Quando não estou trabalhando estou treinando”, disse.

Mesmo com todo o reconhecimento, ele busca chegar mais longe. O sonho olímpico é uma das metas do atleta.
“Sonho com 2020 e 2024. Sou um atleta disciplinado, não tenho vícios, não tive grandes lesões, então dá para sonhar já que tenho como exemplos lutadores como o Vítor Belfort, que tem mais de 30 anos, mas ainda luta em alto nível”, comentou.

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