Terça-feira, 21 de Maio de 2019
O COMANDANTE

Técnico ‘Cabeça’ tenta o tri do Peladão Master com o Central do Coroado

Quatro vezes campeão do Peladão Master, Vilmar de Queiroz comanda feras como João Carlos Cavalo e Sidney Bento, treinadores de equipes profissionais



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Estratégico, Cabeça tenta levar o Central ao inédito tricampeonato (Foto: Antônio Lima)
20/01/2017 às 14:23

O “cérebro” de uma equipe de futebol geralmente é o camisa 10. Aquele que recebe a incumbência de liderar os companheiros dentro de campo, comumente chamado de o “cabeça” do time.

No Central do Coroado, atual bicampeão da categoria Master do Peladão Brahma, quem comanda é o Vilmar de Queiroz Farias, ou simplesmente Cabeça, 51, que nada mais é do que o cérebro do time, que tenta de forma inédita conquistar o tri no Master do maior campeonato de peladas do mundo.

Carreira interrompida

Como atleta, Cabeça teve carreira curta. Aos 13 anos, quando atuava nas categorias de base, ele quebrou a perna e carrega as sequelas até hoje. “Rompi o tendão de Aquilies e a perna atrofiou. Na época não tinha a estrutura que tem hoje. Fiz a cirurgia na marra e fiquei deficiente da perna”, conta. O apelido vem desde a infância. Quando criança era muito magro e a cabeça se destacava do restante do corpo.

Hoje, Cabeça é funcionário público e desde 2008 e se tornou treinador de futebol amador. Com números impressionantes, o técnico já chegou em seis finais do Peladão em oito edições da categoria Master, que foi criada em 2008.


Cabeça pode chegar à sétima final do Peladão, decisão por pênaltis contra o Canibais acontece semana que vêm (Foto: Antônio Lima)

“Fui vice com o Santos Master em 2008 e 2009. Depois fui bicampeão com o Feira (da Banana) em 2011 e 2012. E no Central já sou bicampeão, em 2013 e 2015”, relembra o técnico que só não esteve na decisão do torneio em duas oportunidades.

Técnico dos técnicos

No comando do Central do Coroado desde 2013, Cabeça tem a responsabilidade de comandar dois treinadores do futebol profissional do Amazonas: João Carlos Cavalo e Sidney Bento. O primeiro joga com a camisa 10 no Central e é o atual campeão amazonense com o Fast. O segundo joga com camisa 8 e dirigirá o Holanda na Série B do Estadual nesta temporada.

Questionado se é mais complicado passar instruções para os atletas/treinadores, Cabeça confessou que aprende e muito com os irmãos Bento.


Técnico do Fast, João Carlos Cavalo é um dos comandados de Cabeça no Central (Foto: Antônio Lima) 

“Converso muito com o João Carlos, com o próprio Sidney e com o Guara, que já foram profissionais. Acabo aprendendo com eles e eu tento passar o que sei também. Eles passaram a vida toda jogando no profissional e acaba ficando mais fácil”, comenta Cabeça, lembrando que já teve de “barrar” jogador.

“Nunca aconteceu aqui no Central de eu ter problemas com jogador. Já aconteceu quando estive no meu primeiro ano no Feira da Banana, onde tive de afastar alguns jogadores por indisciplina e que não queriam obedecer o meu comando. Cheguei com o presidente e mandei afastar vários jogadores”, disse o técnico comentando ainda sobre Tite e Guardiola.

Referência

“O Tite é um cara fora de série, inclusive já tive a oportunidade de conversar com ele. É um cara educado e que transmite o que aprendeu dentro de campo. Quanto aos treinadores de fora como Guardiola, Mourinho... um treinador desses que pega um time como o Barcelona... até eu vou longe (risos)”, concluiu.


Cabeça tem grande comissão técnica e apoio irrestrito da presidência do Central (Foto: Antônio Lima)

Convite para o profissional

Com tanto sucesso no comando de equipes do futebol amador, vieram os convites para dirigir equipes do profissional. Cabeça revela que recebeu convite para dirigir uma equipe da Série B do Campeonato Amazonense, mas declinou da ideia por falta de estrutura do clube que o chamou.

“Recebi convite em 2009, mas na época o time não tinha estrutura, não tinha como gastar. Eu também não tinha condições na época. Era um time da segunda divisão, me convidaram, mas não tinha como. Eu iria gastar e não ia ter retorno”, confessou Cabeça afirmando que tem depositado no filho a esperança de atuar um dia no futebol profissional.

“Tenho uma meta: acompanho meu filho no Rio Negro e daqui a quatro anos ele estará completando 18 anos. Tenho a meta de levá-lo pra Copa São Paulo (Futebol Júnior). Mas lá (Rio Negro) vou como uma espécie de supervisor de futebol”, revelou o treinador, que é pai de Alessandro Souza Farias, atleta da base rionegrina.

Enquanto novos convites dos “profissas” não aparecem, Cabeça vai colecionando títulos no maior campeonato de peladas do mundo.


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