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ADERBAL LANA

Técnico do Manaus fala sobre chegar novamente à semifinal do Barezão

Polêmico, língua afiada e vencedor! Lana está mais uma vez nas finais do Barezão e manda um recado: "Quando eu traço objetivo, eu consigo" 21/05/2017 às 15:17 - Atualizado em 21/05/2017 às 15:24
Show lana
O treinador de 70 anos diz que quer ser campeão com o Manaus (Foto: Antônio Lima)
Camila Leonel Manaus (AM)

Mais um ano de Barezão e um time treinado por Aderbal Lana está entre os quatro semifinalistas. Em 2017 o time da vez é o Manaus FC, que chega pela primeira vez à segunda fase do Estadual. Porém, passar de fase não é novidade para o veterano treinador de 70 anos.

Só nos últimos cinco anos, Lana chegou à fase final do Estadual cinco vezes, classificou para a final em três oportunidades e sagrou-se campeão em duas. Resultados que se somam a um vasto currículo de vitórias. E tudo isso começou por acaso. Após uma curta carreira como jogador, Lana foi convencido por um amigo a treinar o Itumbiara, de Goiás, por uma semana e o então jovem treinador de 29 anos acabou ficando.

Na quarta-feira, às 20h no Carlos Zamith, vem a tentativa de mais uma final e pela frente terá o Fast Clube e mesmo enfrentando o atual campeão amazonense, não vê favoritos. “As chances são 50% para os dois lados. O Fast tem mais jogadores em determinadas posições, mas não é mais time que o nosso”, disse o treinador que sonha em vencer o campeonato juntamente com o Gavião do Norte. “Eu queria ser campeão com esse Manaus e fechar com chave de ouro [...] talvez seja o último trabalho meu em Manaus. Eu não vejo mais futuro aqui. Eu já sou um cara de idade. As pessoas dizem que sou ultrapassado então vou abrir espaço para os novos treinadores porque todos os que vierem vão perder para mim mesmo e vai ficar essa ladainha sempre”, completou.

“Tô ultrapassado há muito tempo, mas em 2013 levei esse time (Nacional) numa Copa do Brasil e se eles não fazem besteira, chegava entre os quatro. Tive 15 partidas invictas no campeonato de 2015, nesse ano não perdi nenhuma. Pessoal traz os caras de fora e eles vêm batalha, batalha e eu fico só olhando so analisando. Já ganhei de Palmeiras, Inter, São Paulo... eu não acho importante para mim, mas isso é o que eu falo para as pessoas que falam que eu tô ultrapassado. Eu não tô morto. Sou inteligente, sei ler. Internet tá aí pra aprender o que você não sabe. Então deixa falar”.

Aderbal Lana veio a Manaus pela primeira vez em 1986, quando ainda treinava o Mixto-MT e foi convidado para treinar o Nacional. Entre idas e vindas no futebol local, ele só fixou residência na capital amazonense em 2006. Em abril, após ser demitido pelo Rio Negro, chegou a anunciar que iria embora, mas voltou atrás ao receber o convite para treinar o Manaus. Ele aceitou o desafio, mas fala que independente do resultado do campeonato, pretende arrumar as malas. O destino ele ainda não definiu, está entre Minas e Goiás, lugares onde tem família. “Eu fiquei chateado com o futebol daqui. Já lutei muito, sabe? As pessoas falam que eu sou polêmico que as pessoas não gostam de mim e não vejo mais aonde ir com esse futebol”, disparou.

Se a vontade de ser campeão é a mesma, o clube é diferente. No início do Barezão, ele treinava o Rio Negro, mas foi demitido após quatro jogos, na semana do Rio-Nal.

“É evidente que você não quer sair de uma equipe onde começou. Eu fui muito feliz com o Thales (Verçosa, presidente do Rio Negro) porque acho ele um bom presidente. Ano passado, o time ficou entre os quatro. Nesse ano, quando eu pensei que a gente fosse ter uma situação financeira melhor, abriu espaço para outras pessoas investirem no clube e tomar conta. Só que não concordava com a forma que estava sendo feita as coisas. No começo foi tudo bem, a equipe começou a seguir um caminho, mas tem  muita gente que se empolga com o resultado, com imprensa... A gente que está acostumado não liga muito, mas passa discordar de determinadas atitudes e a situação fica difícil. Foi o que ocasionou a minha saída do Rio Negro. No Nacional também. Lá tinha uma forma de ser e eu senti que não ia dar certo então é melhor eu sair deixar os caras trabalharem”, relembrou Lana, que comandou o Leão em apenas um jogo no ano.

Com metas traçadas para o Barezão, Lana confessa que tem vivido um dia de cada vez. “Eu estou vivendo. Meu pai morreu com 91 anos, meu avô morreu com 100 e um pouquinho e eu ainda vou conseguir muita coisa. Ainda vou fumar muito cigarro. Queria ser campeão esse ano e quando eu traço objetivo eu consigo”.

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