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Esportes
MONARQUIA

Técnico Igor Cearense dá início a reinado no futebol amazonense

Na função desde 2015, Igor Cearense vem acumulando títulos, experiência e é um dos mais promissores da nova geração. Ele conquistou três troféus só no ano de 2018. 27/10/2018 às 15:33
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Técnico conquistou três títulos em 2018: Campeão Amazonense da Série A e Série B pelo futebol masculino e Campeão Amazonense de futebol Feminino. (Foto: Junio Matos/Freelancer)
Valter Cardoso Manaus

São 129 anos desde o fim da monarquia no Brasil. A proclamação da república brasileira, ocorrido em 15 de novembro de 1889,   instaurou o presidencialismo no País e resultou na destituição e deportação do então chefe de estado, o imperador D. Pedro II.  No entanto, no futebol amazonense, uma nova monarquia parece estar surgindo, e o postulante a rei atende pelo nome de Igor Carlos da Silva Freire, mais conhecido como Igor Cearense.

 O treinador de 39 anos está no auge da carreira de comandante e como um grande monarca, já começa a acumular seus tesouros. No último dia 19, os dois últimos troféus foram conquistados: um título de campeão amazonense da Série B e Campeão Amazonense Feminino, ambos com o Iranduba, na mesma noite. “Foi um trabalho árduo, muito difícil. Ao mesmo tempo que você tem que escalar um time masculino tem que escalar um feminino, pensar em substituições, pensar em adversários, pensar no que fazer para surpreendê-los. Mas, graças a Deus, eu estava muito focado, abri mão de muitas coisas, abri mão de alguns estágios para que pudesse dar tudo certo dentro do Iranduba. A diretoria acreditou muito neste trabalho e valeu a pena”, explicou Igor Cearense. Vale lembrar que após o desligamento do Manaus, chegou a ser cogitado um estágio no Fortaleza, atual líder da Série B. Mas a vida de um monarca é feita de escolhas, de decisões que podem mudar o rumo da história. No futebol amazonense, pelo menos, mudou. O título masculino trouxe o Iranduba de volta à elite do Barezão, já no feminino manteve uma impressionante hegemonia do Hulk de oito título seguidos. 

Carreira

Mas se a cerimônia de coroação de Igor, realizada em plena Arena da Amazônia, foi o ponto alto de sua carreira fora dos gramados, a conquista também marca o sucesso de quem veio ao estado quase despretenciosamente há sete anos.  “Primeiro  eu não imaginava ser técnico. Eu não tinha essa vontade, essa ambição. Em 2011, em vim para Manaus para jogar no Nacional, fiz um grande campeonato em uma equipe muito bem estruturada e em 2012 acabei indo para o Penarol, onde eu encerrei a carreira e onde me incentivaram a seguir como técnico e acabou dando tudo certo”, relembrou Igor.

 Após iniciar a carreira como treinador nas categorias de base do Leão da Velha  Serpa, o   cearense de Limoeiro do Norte, demorou a engrenar nas categorias principais, mas o principal apoio na busca pelas conquistas veio de dentro de seu castelo, com o apoio da família real. “Tínhamos grandes trabalhos mas o título não vinha mas, graças a Deus, com o incentivo de muitos amigos, da minha esposa, da minha filha, nós sempre batalhamos e continuamos nessa pegada para que viessem os resultados e esse ano já são três títulos”, destacou Igor, citando também a conquista do Barezão da Série A, em abril deste ano.

Em toda monarquia, a coroa é passada de forma hereditária. No futebol amazonense, não tem como negar que o rei seria Aderbal Lana, e Igor faz questão de destacar que tem orgulho de ser um herdeiro do experiente treinador. “Eu fui atleta do Lana no Penarol e já comecei a gostar da forma de trabalho dele, da hierarquia, da disciplina de um cara vencedor. Ele trabalha muito o lado do respeito, disciplina e obediência tática, que foi o que me fez crescer muito como treinador. Aprendi muito e o tenho como mestre no futebol, respeito muito, tanto que fui auxiliar dele em duas passagens no Manaus e pouco não conseguimos o acesso, mas é um cara que tem meu respeito, sempre nos falamos e tudo que ele me ensinou eu procurei guardar. Mesmo demorando um pouco a chegar nas finais dos campeonatos, sempre que chegava ligava para ele antes dos jogos, pedia algumas opiniões, trocava ideias e valeu a pena toda essa parceria. O Lana sempre vai ter o meu respeito”, revelou.

 Agora, Igor garante: está pronto para escrever a história do seu próprio reinado. “A marca do meu reinado seria ter o grupo nas mãos, a obediência tática. Isso me fez ter 99,9% de certeza que íamos chegar até a final e poderia ter o título. As duas equipes me respeitaram muito, foram muito obedientes, me abraçaram de uma forma especial. O que fica é isso: obediência tática e acreditar”, concluiu. 

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