Domingo, 18 de Agosto de 2019
Bastidores

‘Tem muito de Manaus no filme’, diz Afonso Poyart, diretor da cinebiografia de José Aldo

Em entrevista a coluna “Esporte Fino”, diretor revelou detalhes sobre a cinebiografia do lutador amazonense e também da escolha do elenco



06/06/2016 às 22:15

Agora falta muito pouco, gente! A estreia de “Mais Forte que o Mundo” acontece na próxima semana, dia 16. Uhuuu... Sim, estou muito ansiosa! Tão ansiosa que até liguei pro diretor Afonso Poyart pra tentar descobrir mais alguma novidade sobre a cinebiografia do José Aldo. E ele, mesmo na correria por conta dos últimos ajustes do filme, me atendeu com a maior simpatia possível (muito obrigada, Poyart). E revelou, entre outras coisas, que o longa tem, sim, muito de Manaus. Porque eu sei que muitos de vocês, que assistiram ao trailer, ficaram com essa dúvida. Ah, Poyart também comentou sobre a escolha e a entrega dos atores e, claro, sobre a relação que passou a ter com o mundo do MMA após essa produção. Nãããooo!! Não parem de nadar, digo, ler... Sei que sou suspeita, mas o bate-papo ficou muito legal, então, por favor, continuem a leitura e se for possível, assim, só se não for atrapalhar a vida de vocês, compartilhem com os amigos, família e também em (TODAS) as redes sociais de vocês :D Obrigada! De nada! Ps: Eu ia dizer que nunca pedi nada a vocês, mas a verdade é que eu peço isso toda semana (rs). Enfim, vocês já podem pular essa parte e ir direto para a entrevista.

Como surgiu a ideia de fazer um filme sobre a história de um lutador de MMA?
Eu tinha acabado de fazer “Dois Coelhos”, o trailer tava nos cinemas ainda, aí a Paris Filmes disse que queria fazer algo comigo, como por exemplo a história de um lutador. E eu não conhecia esse mundo das lutas, tinha o Anderson Silva e tal. Mas eu fui pesquisar sobre o assunto e me deparei com o José Aldo, que na época era conhecido, mas ainda não era tão famoso quanto é hoje. E descobri a história de luta dele e pensei: ‘esse cara pode ser um personagem’. Fui atrás e, quando o conheci, me encantei ainda mais pela história dele. Nós conversamos e ele topou, e nós então compramos os direitos. Isso em 2012.

Você disse que não conhecia muito esse universo da luta, a sua relação com o MMA mudou depois de “Mais que o Mundo”?
Sim, mudou! Agora não perco mais nenhuma luta. Passei a admirar o jogo da luta, os lutadores... O MMA não é violência, é um esporte mesmo! Um esporte que exige um preparo psicológico muito forte. Para subir no octógono tem que estar muito preparado, é uma força interna.

Pelo trailer é possível perceber que se trata de um drama, mas tem muita ação, romance, sentimento, isso é uma marca dos seus filmes?
Ação e sentimento, testosterona com delicadeza, agressividade masculina com sentimento feminino. Essas coisas são bem interessantes e estão presentes nesse filme, que mostra amor, violência e força. A história do José Aldo mostra esse esporte de violência, de contato. Tem um drama que envolve pai e filho, tem romance e mostra a luta interna de uma pessoa para afastar alguns fantasmas.

Agora vamos falar sobre alguns atores que ajudam a contar essa história. A Cléo disse que pediu pra participar do filme depois que leu o roteiro, como foi essa história?
Ela disse isso? (risos). Imagina, Cleo já estava no meu radar. Eu achava que ela poderia ser uma dessas pessoas, achei que tinha tudo a ver. Mas tínhamos a questão das datas. Aí descobri que existia esse interesse por parte dela e isso fez diferença. Ela é uma atriz incrível, e inconscientemente trouxe o traço da Vivi pro filme. Os atores têm essa habilidade de uma maneira sutil. Cleo trouxe o espírito da Vivi mesmo sem conhecê-la. Ficção é isso, é juntar uma dramatização, é uma versão que captura esse espírito da realidade e passa uma mensagem.

E como você chegou ao nome do José Loreto para o papel principal?
Então, Malvino teve que deixar o projeto por uma questão de datas mesmo. E o Loreto também já estava no meu radar. Entrei em contato e ele me disse o seguinte: ‘sempre quis fazer (o filme), eu quero fazer, quero fazer’. Aí eu expliquei que era preciso uma dedicação completa de mais ou menos seis meses de treino e preparação e ele topou. Passou meses em São Paulo fazendo treino físico e a preparação com atores. Ele se dedicou totalmente a esse projeto e o resultado não poderia ser melhor.

O que podemos esperar de “Mais Forte que o Mundo”?
É um filme diferente, que tem elemento que a gente nunca viu. As sequências de ação são bem legais, passa uma mensagem de superação. Ele (José Aldo) tem que vencer ele mesmo, as coisas que o atormentam. É uma história de redenção de pai e filho, com muitas camadas, com romance.

No trailer tem muito do Rio de Janeiro, veremos alguma imagem de Manaus no filme?
A primeira parte passa em Manaus, uma história que ele deixou trás. E ele sempre está com a cabeça dele em Manaus. Porque nós até podemos sair da nossa cidade natal, mas sempre levamos um pedaço dela com a gente. Então, no filme tem muito de Manaus, sim. Os atores não gravaram em Manaus, até cheguei a visitar a cidade, pesquisei locações, mas por uma questão financeira optamos apenas por fazer imagens e não gravamos com o elenco aí.

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