Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019
RUMO AOS EUA

Tenista do AM ganha bolsa integral para jogar tênis universitário nos EUA

Aos 17 anos, Thassane Abrahim vai estudar e jogar pela Universidade do Texas, em El Paso. A jovem atleta também vai cursar 4 anos de Psicologia



Thassane_Abrahim_t_nis_EUA_B6812652-EFA4-4265-98B0-C724EF2AEF42.jpg Foto: Junio Matos
29/04/2019 às 21:39

De malas prontas, a tenista amazonense Thassane Abrahim, 17, se prepara para embarcar, no mês de maio, em uma jornada de quatro anos. Além da faculdade de Psicologia, ela terá os desafios no tênis universitário na cidade de El Paso, Texas, nos Estados Unidos. 

Aprovada pelo programa internacional de seleção de novos atletas de tênis, da parceria entre o Instituto Tênis (SP), e o Daqui pra fora Tênis (Consultoria Esportiva de Tênis Universitário), a tenista foi contemplada com uma bolsa de estudo integral na University of Texas at El Paso (Universidade do Texas em El Paso). 



“Pelo tênis essa universidade me chamou porque precisavam de alguém pra completar o time, e me chamaram porque eu me encaixava no perfil. Eu conversei com eles, gostei de como eles trabalhavam na universidade, então eu aceitei a proposta e agora vou pra lá”, comentou a estudante-atleta. 

Dedicando-se ao esporte desde os nove anos,a atleta colhe frutos após muito esforço nos treinamentos e competições do tênis de quadra, e às vésperas da mudança para outro país, Thassane Abrahim, citou alguns fatores positivos de sua nova vida longe de casa.

“Vai ser difícil porque eu vou morar em outro país. Vai ser outro idioma, uma experiência diferente e nova. Então tem muita coisa boa porque eu vou poder fazer minha faculdade, vou fazer uma nova vida lá, então eu espero coisas muito boas”, declarou. 

Com novos rumos batendo na porta da vida da amazonense, os sonhos da atleta também mudaram e o desejo de ser uma jogadora de tênis profissional esbarrou de forma promissora na carreira universitária norte-americana.

“Primeiramente, meu objetivo era apenas me tornar profissional no tênis, mas a universidade apareceu no meio do caminho, então eu decidi fazer faculdade, buscar uma profissão sem ser apenas o tênis”, disse.

Melhor Escolha

No âmbito do esporte, Thassane Abrahim passou por um momento de escolha decisiva entre o tênis profissional e o universitário. Com os dois pesos colocados na balança, a atleta resolveu olhar à longo prazo e, por isso, escolheu o estudo somado à paixão de estar em quadra jogando tênis. 

“No profissional, eu teria menos tempo pra estudar e provavelmente não teria uma profissão como eu vou ter agora. Eu ia treinar e talvez eu não conseguisse chegar num alto nível, porque aqui eu não ia ter muita estrutura se eu não me mudasse pra outro país, com profissionais que possam trabalhar de uma melhor forma. E no universitário, eu não estaria jogando só por mim, mas pela universidade, que a meu ver não é algo ruim, mas muito vantajoso na minha carreira”, explicou Thassane.

Nova Vida

A mudança de Thassane não será apenas da cidade de Manaus para El Paso (distante a 6.246km da capital amazonense), mas toda rotina da atleta também passará por novos processos, morando no campus universitário da UTEP.

“Eu vou estudar de manhã, treinar durante a tarde, e quando tiver campeonato pela universidade eu vou jogar, vou viajar com o time pra participar dos campeonatos entre as universidades”, contou. 

À espera da tenista amazonense, o treinador assistente da equipe de tênis da instituição americana, Rodrigo Almeida, foi um dos responsáveis pela seleção de Thassane para fazer parte do programa universitário esportivo e está confiante no desenvolvimento do potencial da tenista para agregar talento ao time feminino da Universidade do Texas em El Paso.

“O trabalho aqui na Universidade com o time será acompanhado por treinadores de tênis, preparação física, nutricionista, psicólogo e toda estrutura necessária pra que uma atleta tenha sucesso como sucesso”, concluiu o treinador Rodrigo Almeida. 

Vivendo grande expectativa para deixar o Brasil, a atleta revelou que a família e a comida regional é o que fará mais falta e assegurou que a experiência ao longo dos anos competindo teceu maturidade suficiente para encarar o novo desafio.

“Ir pra São Paulo quando eu tinha 12 anos acho que ajudou muito na parte da maturidade porque eu aprendi a me virar sozinha, eu vou sentir muita falta dos meus pais, de toda minha família, da comida, das coisas regionais que não terá lá, mas eu vou ter que construir minha vida”, concluiu a tenista amazonense.

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Repórter do Craque
Jornalista formado na Ufam, campus de Parintins. Estudante de pós-graduação em jornalismo esportivo na Universidade Estácio de Sá. Repórter do Caderno de Esporte ‘Craque’ de A Crítica desde novembro de 2018.

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