Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
Medalhistas

Medalhistas paralímpicos do AM voltam para casa como ídolos

Laiana Batista e Guilherme Costa fizeram história ao conquistar medalhas nas Paralimpíadas Rio 2016



zCR022001_p01.jpg Laiana Batista é a primeira a chegar em Manaus, nesta terça-feira (20). (Foto: Divulgação)
20/09/2016 às 05:00

Nesta terça-feira (20), Laiana Batista desembarca em Manaus após a disputa das Paralimpíadas, no Rio de Janeiro. Na bagagem, a paratleta amazonense do vôlei sentado traz uma das 2.642 medalhas paralímpicas produzidas pela Casa da Moeda. O objeto é pequeno, pesa apenas 475g, mas é capaz de carregar muita história e muito aprendizado.

Ainda sem horário definido para o retorno, Laiana já se sabe que vai carregar a responsabilidade de ser um ícone para o paradesporto amazonense. “A minha expectativa é que façamos muita festa, porque é uma medalha inédita, paralímpica, para Manaus e para o Amazonas, e justamente no voleibol sentado que parecia algo muito impossível. Até porque nossa terra não tem essa tradição do voleibol paralímpico. Que várias pessoas possam se sensibilizar através dessa conquista e que possam trabalhar em cima do esporte paralimpico, não só o volei”, explicou Laiana em entrevista ao CRAQUE.



Ansiosa para chegar em casa, a medalista admite a ansiedade de reencontrar a família e os alunos. Os alunos, inclusive, foram muito importante na preparação de Laiana para a disputa da competição paralímpica. No contraturno, os estudantes iam para a quadra para serem os parceiros de treino da professora de educação física e, mesmo sem qualquer tipo de deficiência, jogavam vôlei sentado com a professora.


Guilherme Costa com o mascote Tom. Foto: Fernando Maia/ MPIX/CPB

Guilherme
Medalhista de bronze  no tênis de mesa, Guilherme Costa vai demorar um pouco mais para chegar até a capital amazonense. O paratleta, que nasceu em Manaus, mas mora em Brasília, já tem um espaço reservado na agenda para visitar a terra natal. Na semana que vem, Guilherme desembarca em Manaus com a também histórica medalha de bronze. 

O amazonense superou um acidente quase que fatal ainda na infância, atingido por um carro a mais de 100 km/h para subir no pódio, de cadeira de rodas e carregado de orgulho.

Apesar de morar fora de Manaus, o atleta conseguiu se habilitar para receber bolsa. Mas o maior apoio mesmo foi do povo tanto amazonense quanto brasiliense, que abraçou o mesatenista a cada saque até a tão sonhada medalha paralímpica.


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