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Testemunhas do adeus: turistas, fanáticos e ‘esquentadinhos’ se despendem do Nacional

Entre os 260 pagantes no jogo de despedida do Nacional no Brasileirão da Série D teve gente que foi somente pra matar saudade da Copa. Também teve quem fosse dar o último “empurrão” no time, mas a maioria foi mesmo pra xingar a equipe 14/09/2015 às 12:22
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Arena da Amazônia praticamente vazia na despedida do Nacional.
Denir Simplício Manaus (AM)

A melancólica despedida do Nacional contra o Náutico-RR, neste domingo (13), pode ter sido a última partida oficial na Arena da Amazônia em 2015. Sem previsão de novas partidas no local, a torcida amazonense não tem ideia de quando verá futebol na praça esportiva novamente. Com direito a turismo e faixas de protesto, as 260 pessoas tinham motivos variados, que não o jogo, para pagar o ingresso.

Eliminado precocemente do Brasileirão da Série D, a diretoria do Nacional bem que tentou mudar o local da partida contra o Náutico-RR para o acanhado estádio da Colina. Porém, por determinação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), teve de manter o jogo na gigantesca Arena da Amazônia.


Entre as “testemunhas” havia torcedor que foi rever o estádio depois do Mundial da Fifa. “Sou amazonense, mas moro em Fortaleza. Estou de passagem por Manaus e aproveitei que tinha esse jogo aqui pra ver como está o estádio. Tinha vindo a última vez durante a Copa”, comenta o advogado, Thiago Sousa, 31, que trouxe esposa e filho para fazer turismo no estádio.


Torcedores fanáticos também pagaram para incentivar o Nacional, mesmo sabendo que o time não tinha mais nenhuma chance de classificação. Foi o caso de dez representantes da torcida organizada “Guerreiros da Vila”. Aliás, organizada não, “Barra”, como gostam de ser chamados o grupo de jovens que acompanha o Naça em qualquer situação.


“Nós sempre apoiamos o Nacional seja onde for e em qualquer situação. Mostramos nosso amor pelo clube, sem nos meter em confusão ou brigas. Cantamos o jogo inteiro, essa é nossa maneira de apoiar o time”, explica Deusimar da Cunha, 29, um dos líderes da Barra Guerreiros da Vila.

Turma do Amendoim

Todo clube tem aquele grupo de torcedores que ama e odeia com a mesma rapidez que um piscar de olhos. E no Nacional não é diferente. A chamada “turma do amendoim” fica ali perto do banco de reservas dando “pitaco” no time e perturbando a vida o treinador. E na partida de despedida do Naça na Série D eles estavam lá. Além das faixas de protesto, a língua “afiada e suja” ecoou na Arena.


Foram os 90 minutos de jogo, os 50 minutos de paralisação – por falta de ambulância a partida sofreu atraso no intervalo – mais os acréscimos do árbitro e até o último jogador do Leão deixar o gramado. Xingamentos de todos o tipos e provocações o tempo todo (tem gente que paga para ter esse tipo de “prazer”) sem dar a mínima para o jogo em campo.  


Fazendo um balanço geral, pouca gente foi para a Arena assistir a partida do Nacional, mas por outros motivos. Prova de o futebol baré anda cada vez mais em baixa entre os torcedores.



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