Sábado, 20 de Abril de 2019
publicidade
1.jpg
publicidade
publicidade

Craque

Tharcísio Anchieta fala sobre expansão do futsal no interior do Amazonas e muito mais

Federação Amazonense de Futebol de Salão (FAFs) se esforça para levar o futsal para o interior do AM, mesmo com a crise econômica e até mesmo política dentro da Confederação Brasileira que afetou a entidade e a fez abrir mão da sede


23/01/2016 às 21:37

2015 foi um ano de aperto no bolso do brasileiro e todos os setores sofreram com o impacto da desaceleração da economia. O futsal Baré, assim como outros esportes, também  sentiu os efeitos da crise. E ainda tem  aquele velho ditado que diz que “o que está ruim, pode piorar”. Neste caso, o que piorou foi  a saúde financeira da  Federação Amazonense de Futebol de Salão (FAFs). A entidade está tendo que se virar sem os recursos que recebia, outrora, da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS), já que a entidade máxima da modalidade brasileira teve seus convênios suspensos por problemas de prestações de contas. Com isso, todos os repasses para as federações locais também foram suspensos, e o prejuízo foi grande.

Em Manaus, por exemplo, a FAFs teve que abrir mão de sua sede, que antes era alugada. Apesar dos pesares, a modalidade seguiu a diante, estreou novas divisões e até comemorou boas colocações em nível nacional.

E para falar sobre este cenário, o CRAQUE entrevistou o presidente da FAFs, Tharcísio Anchieta, que falou sobre o que se deve esperar do futsal amazonense em 2016.

O que marcou o ano de 2015 para o futsal?

O ano de 2015 marcou a estreia da série ouro e série prata no futsal amazonense. Foi algo inédito a criação dessas divisões de acesso da categoria adulta. A federação quer que seus afiliados participem de muitos jogos e foi o que conseguimos. Tivemos 26 competições, tanto no masculino quanto no feminino, e isso foi muito legal. Foi muito movimentando de fevereiro a dezembro.

E como funcionaram as séries?

A série ouro teve oito equipes em 2015 e agora em 2016 serão 10 com as que subiram da série prata. A (série) prata teve times de Manaus e do interior... Iranduba, Tefé, Careiro, Manaquiri e foi bem interessante. Temos que pensar o Campeonato Amazonense como amazonense mesmo, não um campeonato só com times de Manaus.

E como está o futsal no interior do Estado?

Hoje temos um departamento na federação só para competições do interior. A federação foi para o interior e está realizando as competições com polos. Se um time lá de Uarini quiser se inscrever, vai ser inscrever. Não é fechado. É aberto! E hoje temos uma série prata criada para os times do interior. Nós sonhamos estar no interior inteiro.

Quanto ao futuro do futsal, como é feito a garimpagem dos novos talentos?

Criamos os festivais pela primeira vez. Foram quatro festivais em 2015 para as crianças sub-9 e sub-11, para que elas joguem sem aquela necessidade do ganhar. Trabalhamos com o sistema de convites. Convidamos os projetos de bairros do São José, Novo Israel mesmo sem estarem formalizados como equipes. A dificuldade dos projetos é que eles não têm um estatuto regularizado. Aí eles participam como convidados. Também doamos bolas oficiais para os times de bairros. É o retorno social que a federação pode dar.


Em 2015, o que o futsal amazonense conquistou?

O melhor resultado do ano em nível nacional foi o do time da Tuna Luso, que foi vice-campeão da Taça Brasil sub-17 da primeira divisão. Perdeu para o João Pessoa, time da casa na final, na prorrogação. Foi uma campanha boa com acesso à divisão especial. Temos isso como um resultado muito importante. Também tivemos na Liga Norte, no Pará, o Manaus Esporte Clube que ficou em terceiro lugar. Perdeu para os donos da casa. Tivemos o azar de pegar os donos da casa nas competições. Mas não deixou de ser um bom resultado. Também conseguimos nos manter na divisão de acesso nas outras categorias.

Como será o calendário para esta temporada?

Estamos com um calendário bem extenso. Teremos todas as categorias, feminino e masculino, também sub-9, sub-11 até o final do ano. Serão 26 competições novamente. Precisamos fazer jogos para que as equipes nos representem bem nas competições nacionais.

Teremos competições nacionais disputadas em Manaus?

A única coisa que a gente tem programado, já combinando com as equipes da região Norte, é a Copa de Seleções sub-18. Mas vamos discutir a copa que poderá levar um nome de um homenageado que não posso revelar ainda.

A seleção que vai disputar a copa já esta montada?

Vamos aproveitar que a competição é sub-18 para trabalhar e termos uma equipe sub-20 forte. O Marcelo (Galvão) vai comandar esses meninos. São os mesmos meninos que no ano passado eram sub-17 e este ano são sub-18. A expectativa é que esse grupo fique trabalhando junto por três anos para defender o Amazonas. Queremos ter uma categoria adulta disputando com igualdade a divisão especial.

E quanto ao feminino em competições nacionais?

Em junho temos a Taça Brasil Feminino e o Estrela do Norte é bicampeão. Ano passado por conta de problemas da confederação não teve a Taça Brasil feminino e como nenhum estado se prontificou a fazer a taça o Estrela do Norte não foi. E esse ano ainda bem que eles ganharam e tem novamente a possibilidade de ir para a competição nacional.

Qual o problema que ocorre com a Confederação?

O problema com a CBFs é longo. Em 2013 a prestação de contas do ex-presidente, Aécio de Borba, que estava desde 1979 na confederação foi reprovada na assembléia. A partir do momento que essa prestação de contas foi reprovada, os contratos públicos que eram os grandes contratos de patrocínios da confederação foram cancelados. Eram contratos com o Banco do Brasil, correios e isso gerou uma dívida de milhões que ela não consegue pagar. O presidente teve que renunciar o cargo e assumiu o Renan (Tavares, vice-presidente), aí algumas federações num movimento que diria até estranho organizaram uma retirada, então ele acabou renunciado. Foi feito uma nova eleição e assumiu agora o presidente da Federação de Minas Gerais, que pegou uma confederação cheia de dívidas e problemas. Problemas políticos com os próprios atletas que não queriam mais servir a seleção, enfim... Ele está tendo que resolver um problema bem grave e com isso ele não está conseguindo mais passar o apoio que dava para as federações. Até 2014 as federações recebiam R$ 4 mil por mês e desde lá as federação não recebem nada e agora temos que pagar várias taxas. A situação está difícil para a confederação e também para as federações. Não é só a do Amazonas, mas em todas.


Essa ausência do repasse está prejudicando a FAFs?

Tivemos que fechar a sede no Parque 10. Até fevereiro deve sair à sala prometida pelo governo do Estado no Ginásio Renê Monteiro. Nós alugávamos a sede no Parque 10, e estamos sem nada, e estamos contando com a sala. Precisamos de um local para a parte administrativa se não fica numa situação bem complicada. Como não tem mais dinheiro fica uma situação difícil de pagar um aluguel de R$ 900.  Antes na Praça 14 pagávamos um aluguel de R$ 1.300  e procuramos um lugar mais barato. Mesmo assim agora não conseguimos pagar nem os R$ 900. Não tem outra receita e não posso repassar os custos para os clubes.

A entidade conta com algum patrocinador?

Eu tenho patrocínio do Sushi Ponte Negra e da Comepi. Corremos atrás de todos os patrocínios possíveis, mas com essa situação que vive o Brasil está difícil. Aí acabamos vivendo atrás da ajuda do presidente, das contribuições dos clubes. Também temos o apoio da Kagiva, que nos doaram as bolas e doamos elas para os clubes.

Falando dos profissionais. O que o FAFs tem feito para melhorar o nível dos profissionais?

Para os árbitros, estamos fazendo o curso de arbitragem e   desde 2014 eles fazem uma atualização no começo do ano. No curso de arbitragem eles têm palestras com psicólogos, profissionais de educação física e o mais importante de tudo é a discussão de regras. Normalmente trazemos alguém da confederação para passar uma atualização. Esse ano também os treinadores vão participar, que é para tentar diminuir essa diferença de interpretação que ocorre muitas vezes entre o treinador e o árbitro. Vão sentar e discutir juntos para tentar diminuir a reclamação. A ideia nossa é que antes de começar as competições diminua esse problema. Fevereiro temos o curso para treinadores. Faremos um grande fórum para discussão, com especialista, mestres para ter uma troca de experiências.

publicidade
publicidade
Diretoria do Fast Clube inaugura escolinha de futsal na próxima segunda-feira (15)
Jovem atleta supera paralisia cerebral através do futsal em Manaus
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.