Publicidade
Esportes
FUTEBOL

Tiago Amazonense, o meia que ajudou a 'afundar' e resgatar o São Raimundo

O jogador de 25 anos conta sobre a passagem dele no Tufão quando era garoto e recorda da angústia do pai, torcedor do Mundico, com a queda 20/12/2017 às 12:19 - Atualizado em 20/12/2017 às 12:26
Show poi
Tiago ajudou a rebaixar e a ascender o São Raimundo de volta à Série A do Barezão (Foto: Fabrício Carvalho/São Raimundo)
Denir Simplício Manaus (AM)

“Um homem só tem o direito de olhar outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se”. A frase muitas vezes proferida pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez cabe perfeitamente ao feito do jogador Tiago Amazonense, do São Raimundo. Isso porque o meia de 25 anos esteve em campo no jogo da queda do Tufão para a Série B do Estadual, em abril deste ano, e na campanha que ajudou a trazer o Mundico de volta à elite do futebol baré.

Cerebral em campo, Tiago Amazonense, que é chamado pela torcida do Tufão de “Pirlo da Amazônia”, veste pela primeira vez a camisa do clube, mas o vínculo do meia com o Mundico vem de longe. Aos 10 anos, Tiago esteve na base do São Raimundo, mas só esta temporada conseguiu atuar pelo time colinense. O jogador, que ajudou o Tufão a conquistar um título após 11 anos, relembra do episódio. “Como já havia treinado no São Raimundo quando era mais novo e meu pai gosta muito do clube, eu já tinha uma identificação”, revela o camisa 8 do Tufão recordando o jogo da queda.

“Depois do jogo que vencemos o São Raimundo (3 a 0), no jogo da queda, até comentei com meu pai que o time que ele gostava havia caído. O mesmo time que eu havia treinado quando era pequeno. Mas agora era totalmente diferente porque pude jogar e ajudar o time a subir de novo pra elite”, comentou.

Quando garoto, Tiago chegou a treinar nas categorias de base do Tufão, mas não foi aproveitado (Foto: Arquivo pessoal)

Campeão também na B

Bicampeão do Barezão da Série A (2012 com o Nacional e 2017 com o Manaus FC), Tiago Amazonense, que ainda não havia conquistado a taça na Série B (vice com Iranduba, em 2012, e com o Rio Negro, em 2014), recorda o jogo do acesso e da pressão em ter de trazer o Mundico de volta à elite o ano de seu centenário.

“Foi um alívio pra gente (vitória sobre o Cliper), até mesmo porque mesmo jogando bem o primeiro jogo, a gente foi muito cobrado. Fiquei muito feliz porque é um time que me formou, junto com o Nacional. O São Raimundo não poderia estar passando por essa situação e poder trazer de volta pra elite é muito gratificante”, festejou.

Mesmo de volta ao Manaus FC, Tiago revela o que mais vai sentir falta no Mundico. “Vou sentir falta da torcida. Foi o que mais me identifiquei. Eles me deram bastante moral, me receberam muito bem. Após o jogo com o Cliper, que tivemos o acesso confirmado, teve torcedor que veio falar comigo chorando e alguns pediram pra eu ficar”, pontuou o meia completando. “É gratificante ver isso aqui em Manaus, de ter uma torcida tão apaixonada pelo clube, pelas circunstâncias que o futebol amazonense vive”, concluiu.

Publicidade
Publicidade