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Praticamente eliminado

Time do grupo do Princesa na Série D é punido pelo STJD e perde 4 pontos

Kayo, do Baré-RR, ainda precisaria cumprir pena do antigo clube antes de disputar a Série D. O time roraimense alega não ter sido informado da punição. 04/07/2016 às 21:19
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No mesmo julgamento, Jefferson, do Princesa do Solimões, foi julgado pela expulsão no primeiro jogo da equipe na Série D. Foto: (Daniela Lameira / Site STJD)
ACRITICA.COM* Manaus-AM

O Baré Esporte Clube foi punido com multa de R$ 100 e perda de quatro pontos na Série D por escalar um atleta em situação irregular na partida contra o Princesa de Solimões. Julgado nesta segunda, dia 4 de julho, o clube foi penalizado pelos Auditores da Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol. No mesmo processo, o atleta Jefferson, do Princesa de Solimões foi absolvido de denúncia por atitude contrária à disciplina. Proferida por unanimidade dos votos, a decisão cabe recurso.

A denúncia teve origem após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva ser oficiado pela Diretoria de Competições da CBF com uma comunicação de irregularidade de jogador. No documento a DCO destaca que o atleta Kayo tinha ainda três partidas de suspensão a cumprir, em decisão aplicada em março de 2015 quando defendia o São Raimundo/RR, e não poderia ser relacionado para a partida contra o Princesa de Solimões.

No mesmo jogo, o Princesa de Solimões ainda teve o atleta Jefferson expulso de campo e denunciado por conduta contrária à disciplina por retornar para o campo de jogo com o número errado na camisa e sem a autorização da arbitragem.

Em julgamento, a defesa do Baré, representada pelo advogado Amilar Fernandes apresentou como prova documental uma notificação extra judicial encaminhada para a Federação Roraimense de Futebol e, em seguida, sustentou. “Não há dúvidas que o atleta foi utilizado na partida, mas o clube não tinha conhecimento da punição do jogador. A Federação de Roraima não tem a menor capacidade de gerenciar o futebol na região. A Federação sempre recebeu intimações, citações para seus filiados, mas não repassou”, disse Amilar, que ainda acrescentou.

“A entidade estadual desrespeita o CBJD. Como um clube vai fazer sua defesa se não tiver conhecimento do julgamento? A prova está no documento juntado. Não pretendo que passemos a mão na cabeça do clube, mas tem que ser verificada a responsabilidade da federação e o próprio código prevê no artigo 55-A. Era obrigação da federação citar e intimar”. A defesa encerrou pedindo a absolvição do Baré.

Relator do processo, o Auditor Felipe Bevilacqua justificou e proferiu seu voto. “Tecnicamente temos todas as intimações realizadas pela Federação , inclusive na época que ele jogava no São Raimundo. As condições de jogo dos atletas devem ser verificadas pelos clubes. É competência do clube saber se o jogador está em situação regular. Não tenho como afastar a punição no artigo 214. Para alcançar o caráter pedagógico, aplico a pena mínima de multa de R$ 100 e perda de 4 pontos (3 válidos na partida e 1 pelo empate)”. Bevilacqua votou ainda para absolver o atleta do Princesa de Solimões. Pelo time amazonense, o advogado Felipe de Macedo pediu a absolvição do atleta Jefferson e afirmou que o jogador se confundiu e retornou para o campo achando que o árbitro estava liberando sua entrada, quando na verdade era a substituição da equipe do Baré.

Os Auditores Washington Rodrigues, Vinìcius Sá, Douglas Blaichman e o presidente Paulo Valed Perry acompanharam na íntegra o voto do relator.

*Com informações da assessoria de imprensa

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