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Peladão Brahma

Outubro Rosa: Itos Raparigueiros/Real Matismo homenageia mulheres

Quem foi que disse que rosa não é cor de boleiro? O time do Itos Raparigueiros/Real Matismo deu um belo chute no preconceito ao assumir a cor e garante que, por conta da opção, o time passou a fazer um baita sucesso com a torcida feminina 14/10/2016 às 05:00
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Os Itos Raparigueiros/Real Matismo reúne parceiros de balada e de pelada (Foto: Antônio Lima)
Camila Leonel Manaus (AM)

O outubro é rosa, mas para a equipe dos Itos Raparigueiros/Real Matismo os dias são cor-de-rosa desde 2006. A equipe, que passou por cima do preconceito com uma cor que por muito tempo era reservada apenas às meninas, chama a atenção pelo uniforme preto e rosa, e pela irreverência de seus jogadores. Mas segundo os organizadores do time do São Jorge, tudo não é nada mais do que uma homenagem às mulheres.

O Raparigueiros foi formado por um grupo de amigos que gostavam de frequentar festas e jogar pelada. Do costume de frequentar festas, veio o nome raparigueiros (termo que se referia a homens que ficavam com muitas mulheres), termo muito presente em músicas de forró na época.

“A gente gostava de ir pra ‘onda’. Forró, Boi Manaus... e as músicas de forró tinham muito a palavra ‘raparigueiro’ então  os caras que montaram o time eram os raparigueiros, que iam para a noite, dançavam, pegavam a mulherada”, relembra Alexandre Oliveira, um dos fundadores do time.

O outro nome “Itos” é uma abreviação de bonito. Como o time era formado por vários bonitos, o Itos foi acrescentado ao nome. para completar, em 2016, houve a junção dos itos raparigueiros com o Real Matismo, time do São Jorge, Zona Oeste de Manaus.  E como o nome da equipe foi escolhido por causa do amor às mulheres, a cor também foi pensando nelas. “A gente pensou: já que o time é diferente, vamos colocar uma cor diferente. A gente gosta de mulher, vamos colocar uma cor que homenageia as mulheres”, relembra Paulo Santana, que também é um dos fundadores do time.

Em 10 anos de Peladão Brahma, o uniforme rosa já despertou as mais diversas reações que vão desde apelidos como Patricinhas de Bervely Hills, Panteras Cor de Rosa e Barbies a pedidos de camisa por parte da ala feminina. Mas também já aconteceu episódios de preconceitos.

“Uma vez a gente foi jogar no Bairro da União e as pessoas falavam: que é isso de Pantera Cor de Rosa? Acho que é time de ‘veado’. Nós não demos muita confiança. Entramos em campo, ganhamos de 3 a 1 e saímos de lá aplaudidos”, relembra Santana.

Mas os integrantes do time dizem que desde a fundação do time esse preconceito diminuiu. “O rosa virou uma cor universal. Um preto, um branco que você veste com qualquer coisa”.

Apesar da sensação do rosa  no Peladão Brahma, o time não vai bem na competição. Sofreu duas derrotas em dois jogos.

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