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Finalíssima

Times 'operários', Fast e Princesa do Solimões decidem o Barezão Centenário

Com boa parte dos elencos do ano passado, Tricolor de Aço, de João Carlos Cavalo, e Tubarão do Norte, de Zé Marco, decidem quem fica com o Estadual 2016 22/10/2016 às 07:00
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Zé Marco e João Carlos Cavalo fazem de seus times verdadeiros operários da bola na luta pelo título do Barezão 2016. (Foto: arte/Acritica.com)
Denir Simplício Manaus (AM)

Passou voando! Nem parece que há pouco mais de dois meses o Campeonato Amazonense 2016 tinha seu início. Hoje, às 18h, na Arena da Amazônia, conheceremos o campeão do histórico Barezão Centenário. 

E cabe aos operários times de Fast Clube e Princesa do Solimões a dura, mas edificante tarela de consolidar a obra de dois dos melhores “construtores” desse campeonato: João Carlos Cavalo e Zé Marco.

Chegam à decisão as melhores bases, as equipes com os alicerces mais fortes da competição. Os números não mentem, são nove vitórias do Tricolor de Aço contra oito do Tubarão do Norte. Com a melhor campanha, o Rolo Compressor tem o melhor ataque (26 gols) e a defesa menos vazada (6 tentos). O Tubarão vem logo depois com números parecidos: 21 gols marcados e apenas nove sofridos. O que faz do jogo  deste sábado um verdadeiro “Duelo de Gigantes”.

Engenheiros da bola

Tanto Fast quanto Princesa tem a seu favor o fato de terem mantido seus treinadores, após um ano sem conquistas. Mas que isso, os finalistas de 2016 trazem a mesma base sólida de seus últimos esquadrões. 

Mais experiente que Zé Marco, João Carlos Cavalo é um construtor hábil de equipes que primam pela estratégia em campo.

“Acho que toda formação de uma equipe parte de contratações pontuais por parte do treinador. Acho que tanto eu como o Zé Marco pensamos da mesma maneira, é importante que você tenha na sua equipe jogadores que tenham comprometimento com o esquema, com sistema de jogo, com o clube”, pontuou o técnico do Tricolor de Aço, comentando o que espera da final de logo mais.

“Acho que vai ser um jogo parelho, não vai ter aquela superioridade de nenhuma das equipes e vai ser um jogo decidido nos detalhes. Mas aposto muito na questão daquilo que nós fizemos até agora que é de manter o padrão de jogo da nossa equipe”, disse Cavalo.

Com mais remanescentes de 2015 no elenco, o Princesa chega a sua quarta final de barezão seguida. O treinador Zé Marco defende a manutenção de parte do time do ano passado.

“Acredito não só na manutenção da espinha dorsal como a manutenção dos treinadores. A gente tem exemplos aí que quanto mais tempo um treinador fica num clube, a probabilidade de colher frutos é sempre maior”, explicou o treinador, que vê na união e experiência de seu grupo os pontos fortes na luta pelo título.

“Penso que o fator primordial é a união. Nós tivemos momentos difíceis após o Brasileiro (Série D) e o grupo chegou em um determinado momento que fechou e eu destacaria a união e a experiência”, afirmou Zé Marco apontado o que o preocupa no Fast.

“Me preocupo com elenco todo e principalmente com o treinador que ele é. Ele é um estrategista e a gente tem de estar atento do início ao fim porque ele muda o sistema de jogo ao decorrer dos 90 minutos sem mudar as peças e a gente tem de estar atento pra não ser surpreendido”, concluiu Zé Marco. 

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