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Top 2 do Delmo: Matador por muito pouco não vestiu a camisa do Náutico-PE na série A

Em nível de projeção nacional, seu último grande ano foi 2005, que ele guarda na lembrança por um golaço marcado pelo Brasileiro da Série B sobre o Náutico e por sua “quase saída” do São Raimundo para o mesmo adversário 27/02/2015 às 11:26
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Delmo marcou dois gols sobre o Náutico nesta partida
Paulo André Nunes Manaus

O artilheiro Delmo era um exímio finalizador, atacante velocista (era difícil um zagueiro alcançá-lo na corrida) e não deixava nada a desejar nos dribles. Em nível de projeção nacional, seu último grande ano foi 2005, que ele guarda na lembrança por um golaço marcado pelo Brasileiro da Série B sobre o Náutico e por sua “quase saída” do São Raimundo para o mesmo adversário.

O jogo contra o “Timbu” ocorreu no estádio Vivaldo Lima no dia 6 de agosto de 2005 pela primeira fase da Segundona daquele ano, com um “massacre” do Tufão da Colina por 4 a 0 e, pra variar, com dois gols de Delmo. Um deles memorável, no ângulo do goleiro Marcelo Pitol. Ele representou a plena recuperação do goleador, que estava há 15 dias sem jogar devido a uma contusão.

Interesse do NáuticoDelmo recebeu muitos convites para sair do São Raimundo durante a sua vitoriosa trajetória pelo clube. No entanto, a que esteve mais perto de ser sacramentada, segundo o ex-atleta, ocorreu entre 2005/2006 para o próprio Náutico, por indicação do também ex-atacante Kuki, ídolo do clube pernambucano e que era amigo do amazonense. Delmo se arrepende até hoje de não ter fechado com o adversário.

“O Kuki fez uma cirurgia no ombro e queria alguém que o substituísse no Náutico e me indicou. Naquela época o clube havia subido para a Série A. Mas o (diretor de futebol do São Raimundo na época) Ivan Guimarães, cobrou muito caro: minha multa rescisória era de 100 vezes o que eu ganhava anualmente, com bicho e prêmio juntos”, relata.

“Eu já estava decidido a sair pois bati o recorde de gols pelo Amazonense, conquistei títulos... Passei janeiro e fevereiro sem contrato. Só treinando. E já estava chegando o mês de março e próximo do início do Estadual. E nesse mês eu assinei o contrato de renovação com o São Raimundo senão ficaria de fora do Amazonense. E pareceu uma coisa: no dia seguinte à assinatura o pessoal do Náutico veio a Manaus. Me bateu um arrependimento grande pois não era para mim ter assinado... Mas eu queria jogar. O Náutico ainda quis negociar oferecendo R$ 100.000 por mim, mas o Ivan não concordou. Eu me meti no meio. Foi o tempo em que o meu salário aumentou, ganhei uma boa luva. Acho que fui o primeiro jogador do Amazonas a receber luvas. Deu para construir minha casa e dar estabilidade para a família”, recorda ele.

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