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Top 5 do Delmo: Série vai contar cinco momentos mais marcantes da carreira do goleador baré

A cada dia uma emoção diferente direto do “túnel do tempo”, escolhidas pelo próprio jogador amazonense 24/02/2015 às 12:57
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Delmo entrou durante o jogo contra o Sampaio Correa em 99, no lugar de Alberto
Paulo André Nunes Manaus

Artilheiro que se preze tem gols para marcar e histórias para contar. Na nova série , que inicia nesta terça-feira, dia 24, vamos relembrar os cinco momentos inesquecíveis do atacante parintinense Delmo em toda a sua história de glórias e conquistas no futebol amazonense. A cada dia uma emoção diferente direto do “túnel do tempo”, escolhidas pelo próprio goleador. No próximo sábado, às 17h, Delmo se despede dos gramados barés com o jogo “Amigos do Delmo x Amigos do José Aldo”, na Arena da Amazônia. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.

Iniciamos o “Top Five” com um título que ele guarda com muito carinho: o da primeira das três Copas Norte que faturou pelo Tufão, em 1999.

No jogo de ida, em São Luiz, o São Raimundo havia vencido o Sampaio Correa por 1 a 0, dando ao clube no jogo de volta, que aconteceu no dia 4 de abril de 1999, em Manaus, a vantagem do empate.

Para desespero de 47.211 torcedores presentes no Vivaldão, Jairo Lenzi fez 1 a 0 para o Sampaio aos 20 minutos do primeiro tempo. Finalmente, aos 15 da etapa final. Neto deixou tudo igual com um golaço de fora da área. Mas o pânico veio novamente 13 minutos depois quando Valbson fez 2 a 1 para o clube maranhense, levando a decisão para os pênaltis.


E aí começava um drama particular de Delmo, que não gostava de cobrar penalidades. Ele conta como se fosse hoje. “Em toda a minha carreira eu nunca gostei de bater pênaltis, eu sempre falava isso para todos os meus treinadores. Não que eu não soubesse bater, porque eu bati várias vezes pelo São Raimundo e fiz gols. É que eu não gostava mesmo! Mas uma das minhas vitórias mais marcantes foi nesse ano que o São Raimundo ganhou a primeira Copa Norte. Neste ano eu fui escolhido para bater um pênalti na decisão contra o Sampaio Corrêa dentro do Vivaldo Lima com casa cheia. Não é que eu tremi: foi que o goleiro (Gabriel) pulou no canto (direito) e defendeu a penalidade. Se eu faço o gol nós seríamos campeões naquele momento. Mas, mesmo assim nós conquistamos esse título inesquecível (placar final de 3 a 1) porque o Nailton defendeu o pênalti seguinte. E ainda tínhamos mais uma cobrança do Zedivan”, relembra o ex-atacante, com brilho nos olhos.

“Perder esse pênalti foi marcante porque, quando eu perdi, eu vi o Vivaldão cheio de gente e pensei: ‘Vai tudo cair sobre a minha cabeça’. Mas eu tinha um respaldo muito grande porque, na partida ‘corrida’, em quase todos os jogos eu marcava gols. Era muito difícil eu não marcar”, destaca Delmo.

Um time para a história do Tufão
O 1º título de Copa Norte do Tufão teve arbitragem do brasiliense Jamir Garcez (DF). Comandado por Aderbal Lana, o São Raimundo atuou com Naílton; Marquinhos, Frei, Donizete, Luís Cláudio e Murica (Luíca); Zedivan, Marcos Luiz, Alberto (Delmo) e Neto; Niltinho (Genival).

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