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Leão da Vila

Torcedor das 'antigas' se apega a fé pelo acesso do Nacional à Série C

Seu Damasceno mantém ritual de fé antes de comparecer aos treinos do Leão da Vila; Neste domingo (6), o veterano torcedor estará apoiando o Naça contra o São Raimundo-PA, na Arena 06/05/2018 às 08:41
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Aos 77 anos, seu Damasceno reza na capelinha do CT antes de cada treino (Foto: Evandro Seixas)
Denir Simplício Manaus (AM)

Já dizia Gilberto Gil: “‘Andá’ com fé eu vou. Que a fé não costuma ‘faiá’”. E é com muta fé que o nacionalino Ronaldo Alberto Damasceno, 77, segue acreditando no tão sonhado acesso do Leão da Vila - que neste domingo (6), às 16h, recebe o São Raimundo-PA, na Arena da Amazônia, pela terceira rodada da Série D do Brasileirão -  à Terceira Divisão do futebol nacional.

Torcedor das 'antigas' do Naça, seu Damasceno - como é mais conhecido - jamais perdeu sua fé no clube do coração. Figurinha carimbada nos jogos e treinos do Nacional, o aposentado faz questão de se deslocar de ônibus da Zona Centro-Oeste até o CT do Naça, na Zona Leste,  para ver de perto como anda a equipe. 

Católico fervoroso, seu Damasceno segue todo um ritual antes de acompanhar os comandados de Lecheva: rezar na capela de Nossa Senhora da Conceição, que fica dentro do CT. “Sou católico apostólico romano! Chego no CT e vou lá na minha igrejinha pedir proteção à nossa padroeira e à nossa Mãe”, enfatiza o torcedor “raiz” afirmando que não costuma orar pelo Naça, mas que às vezes é preciso.

“Peço proteção à todo mundo, à minha família, à mim. Pro clube a gente nem pede porque acho que o Superior não se mete nesse negócio de futebol. Mas não custa nada a gente falar: ‘Dê uma mãozinha aí pra gente, por favor’, (risos). Principalmente quando a situação está meio difícil”, brinca o veterano torcedor.

Seu Damasceno ora pelo Naça aos pés de Nossa Sra. da Conceição (Foto: Evandro Seixas)

Além de rezar pelo Naça, seu Damasceno tem outras manias em relação ao clube que é apaixonado que antecedem os duelos do Leão. “Não uso camisa do Nacional no dia do jogo de jeito nenhum. Tenho uma camisa que é da minha escola de samba e é com ela que assisto os jogos. Na véspera do jogo eu já não gosto de usar a camisa do meu clube. É mais ou menos um ritual que sempre faço. Diz o pessoal que isso é chatice (risos). Mas eu gosto dessa chatice”, comenta o aposentado.

Nacionalino desde os oito anos de idade, seu Damasceno falta até festejo em casa, mas não perde um jogo do Nacional. “Quando não estou doente, vou a todos os jogos e não perco nenhum de jeito nem qualidade. Até quando tem aniversário de família em casa e cai  no dia do jogo pode ficar o aniversário pra lá que eu tô no estádio”, afirma o torcedor declarando sua paixão ao Leão da Vila.

“Sou otimista, sou nacionalino. Às vezes falo isso a e as pessoas não entendem. Na derrota, no empate ou na vitória sou torcedor do nacional. Não sou torcedor só nas vitórias e isso é o que é importante pra mim, ser nacionalino”, comenta seu Damasceno crente que esse ano o acesso virá.

“Estou torcendo, não só eu, mas como a grande massa nacionalina está pedindo isso. Estamos nos agarrando à tudo, a alguma coisa pra ver se o Nacional sobe porque já chega. Já chega desse negócio de estar só na Série D, a gente tem que pelo menos chegar na Série C”, concluiu.

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