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Torcedores de Vasco e Naça fizeram uma bela celebração

As torcidas fizeram festa de um lado e de outro no estádio Roberto Simonsen, Clube do Trabalhador, Sesi, na Zona Leste 21/08/2013 às 08:11
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O clima foi pacífico nas arquibancadas do Sesi
Paulo Ricardo Oliveira ---

Como era de se esperar, as torcidas de Vasco e Nacional fizeram festa de um lado e de outro no estádio Roberto Simonsen, Clube do Trabalhador, Sesi, na Zona Leste. Com lotação para além do máximo, que foi de 6.050 pagantes, houve quem subisse na árvore em frente ao estádio para não perder um lance do jogo.

Do lado vascaíno, o torcedor incentivou, xingou, cantou, vibrou. Teve até quem invadisse o campo, tamanha era a empolgação pela vinda do clube da Colina à capital amazonense, a exemplo de Eulissandro Henrique Martins, 18, que invadiu o gramado após o segundo gol, marcado pelo equatoriano Tenório. Ele foi detido pela PM e levado à delegacia para depoimento. “Eu só queria dar um abraço no Pedro Ken”, explicou.

Não menos apaixonada, a torcida do Nacional também não deixou de apoiar seu clube em momento algum, respondendo à altura às provocações dos amantes da Cruz de Malta. Mas foram os vascaínos que saíram com o sorriso aberto do Sesi. A vitória por 2 a 0 sobre o Leão da Vila fez bater mais forte o coração de gente como a administradora Laura Anguizani, 26, mineira radicada em Manaus há quatro anos, que foi ao Sesi assistir seu clube pela primeira vez ao vivo em Manaus. “Foi uma grande emoção poder assistir ao vivo aqui (Sesi) essa vitória do Vasco. Eu já fui a jogos em São Januário (estádio do Vasco), e no Maracanã. Hoje foi especialmente importante”, disse a torcedora cruzmaltina que, por ironia do destino, está noiva de um flamenguista, Aragão Neto, que torcia pelo Nacional.

Um exemplo de amor pelo Vasco passado de geração para geração é o do auxiliar administrativo Anderson Lima, 32, e seu filho Isaac, de 9 anos, tão vascaíno quanto o pai, que por sua vez foi influenciado também pelo pai Aristóbulo, que chegou a jogar pelo Nacional, segundo ele. “É uma paixão que não tem explicação e nem limite, cara. Meu pai é assim, eu sou assim, meu filho é assim. Somos Vasco na vitória ou na derrota”, disse.

Houve também quem estivesse com o coração dividido, mas torcendo pelo clube da Cruz de Malta. A assistente social Darlene Tavares, 40, viajou de Manacapuru (a 84 quilômetros de capital) para prestigiar seu clube de “fora”, mas sem esquecer o de “dentro”. Enquanto torcia pela vitória vascaína sobre o Nacional, Darlene exibia a bandeira do Princesa do Solimões, atual campeão amazonense. “Eu sou Vasco, estou feliz com a vitória sobre o Nacional, mas não posso esquecer o Princesa, que é da minha terra.

Cleane Saldanha, 25, líder da organizada Ira Jovem do Vasco, era sorriso de orelha a orelha com o desempenho de Pedro Ken e companhia dentro de campo. “A vitória vai dar moral inclusive para o Brasileirão”.

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