Sábado, 14 de Dezembro de 2019
Craque

Transformação: Rede hoteleira do Rio de Janeiro ganha mais 20 mil quartos para as Olimpíadas

No terceiro capítulo da série “Operação Rio 2016”, o CRAQUE analisa os projetos e desafios do setor responsável pelo conforto dos turistas que vão assistir aos jogos olímpicos bem de perto



1.jpg Rede hoteleira da Cidade Maravilhosa deve chegar aos 50 mil quartos até as Olimpíadas
14/12/2015 às 16:56

Os grandes eventos esportivos mundiais realmente estão dando uma nova cara para o Rio de Janeiro. Com a Copa do Mundo e agora as Olimpíadas 2016, a Cidade Maravilhosa se transformou e ainda recebe uma gama de melhorias. Um desses setores que está ganhando uma renovação considerável é a rede hoteleira. No próximo ano mais de 20 mil quartos – chegando aos 50 mil - serão entregues somente para atender a demanda causada pelos Jogos.

O 'boom' no setor, visto pelos empresários com fartura, vai até o mês de setembro – quando encerram as Paralimpíadas, depois disso o cenário é visto com preocupação. O temor pelos quartos vazios e prejuízos futuros, caso não haja novos atrativos para o viajante, preocupam os executivos que já se mobilizam para atrair a clientela pós Olimpíadas.



Neste terceiro capítulo da série “Operação Rio 2016”, o CRAQUE analisa os projetos e desafios do setor responsável pelo conforto dos turistas que vão assistir aos jogos olímpicos bem de perto.

O Setor
A hotelaria do Rio de Janeiro é uma das principais e mais ricas do Brasil. Com uma vasta oferta de hotéis presentes em diversas partes do mundo, as belezas naturais da capital carioca são um convidativo para os turistas. Os números apontam que mais de 886 mil turistas visitam o Rio por ano. O impulso maior ocorrerá a partir agosto.

“Por conta dos grandes eventos, ganhos para a cidade (Copa do Mundo e Olimpíadas), os investimentos estão sendo feitos. Os hotéis investiram. Muitos hotéis estão sendo abertos, reformados e estamos chegando a uma nova abertura de mais de 20 mil quartos. O Rio de Janeiro se beneficiou desses grandes eventos para crescer a cidade”, disse Paulo Michel, um dos vice-presidentes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ).

Somente a Copa do Mundo injetou na economia carioca mais de 4,4 bilhões. Debruçados sobre pesquisas com os prováveis ganhos com as Olimpíadas, os dirigentes hoteleiros buscam captar uma parte do montante, ainda com o momento de instabilidade financeira que vive o país.

“Onde a Olimpíada é realizada ela gera um impacto de 13 bilhões de dólares. Em 2016 chegaremos há mais de 45 mil quartos. Isso na modalidade convencional. Se a gente contar com todos os nossos meios de hospedagens e somar isso tudo: Albergue, pousada, motel... Vamos chegar em 2016 com 60 mil quartos que é uma oferta comparável aos grandes centros”, analisou o gestor, relembrando os tempos de pouca oferta.

Mais capacidade
Se antes a hotelaria do Rio de Janeiro não possuía capacidade de comportar um evento de porte internacional, atualmente as coisas mudaram.

“Hoje o Rio consegue ter uma oferta hoteleira gigantesca. Antes não tínhamos capacidade de receber grandes eventos com os nossos 24 mil quartos. Agora temos uma super capacidade e hoje conseguimos competir e concorrer com outros destinos. Porém precisamos promover esse destino”, comentou.

Desafios após Olimpíadas
No mês de novembro empresário do setor realizaram um encontro na capital carioca. Chamado de ‘Rio de Janeiro Como Destino’, organizadores, representantes dos governos federal, estadual e municipal e participantes promoveram um amplo debate para fazer do Rio rota principal dos turistas.

“Hoje são 68 milhões de viajantes americanos e só 165 mil que vem para o Brasil. Temos que mudar isso. Até abril estamos chegando aos 50 mil quartos. É preciso de entendimento do setor de eventos, companhias aéreas, empresas de turismos, empresas interessadas... Para valorizar a parceria público-privada”, disse o coordenador do evento, Marcelo Conde.


Marcelo Conde (Direita) ao lado de Marcelo Haddad, Diretor Executivo da agência de promoção de investimentos para o Rio de Janeiro, a Rio Negócios (Foto: Divulgação)


Promoção Para o coordenador, o exemplo seguido por outras sedes Olímpicas precisam ser seguidos pelo Rio. “Temos um exemplo de Barcelona (sede das Olimpíadas 1992) recebeu melhorias assim como o Rio de Janeiro e com trabalhos de promoção ao longo de anos, a cidade se transformou no potencial turístico que é hoje”, ressaltou.

Uma dessas promoções e incentivos para atrair mais turistas passa pela divulgação. “Temos muitos exemplos a serem em seguidos, mas precisamos investir na imagem do Rio, dentro e fora do país. É oferecer pacotes turísticos atrativos e fazer com que o turista venha”, explicou.

Visto para o Rio
Considerado uma das principais peças de dificuldades para o ingresso do turista, o visto para as Olimpíadas será isento. No dia 24 de novembro, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que permite que os ministérios do Turismo, da Justiça e das Relações Exteriores possam isentar, de forma excepcional e unilateral, parte dos vistos para as Olimpíadas. A medida vale para países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.

*O Jornalista viajou a convite do “Rio de Janeiro Como Destino”


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