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Tufão perde três mandos de campo por torcida criticar arbitragem local

Um dos motivos para a penalidade foi a invasão de um torcedor no campo e agressão do mesmo no árbitro Edmar Campos da Encarnação 11/04/2013 às 11:38
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Torcida do Tufão protestou com faixa contra a arbitragem
Paulo Ricardo Oliveira ---

O Tribunal de Justiça Desportivo do Amazonas (TJD-AM) entrou em ação e puniu o São Raimundo pela invasão de um torcedor em campo e agressão deste ao árbitro Edmar Campos da Encarnação, além de aplicar pena por uma faixa de protesto da torcida organizada Furacão Azul com o seguinte dizer: “Senhores árbitros, se forem roubar, roubem com moderação”.

A primeira infração aconteceu no dia 23 de março nas semifinais contra o Fast Clube. A segunda ocorreu durante a partida contra o Nacional, dia 9 de março na fase de classificação do primeiro turno. O Tufão foi multado, respectivamente, em R$ 1 mil e três partidas com portões fechados. O ouvidor da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Labibio André de Lima, terá a função de investigar o nome do torcedor, apresentar o Boletim de Ocorrência feito por Edmar e ainda indicar o tribunal em que o infrator foi intimado, tudo conforme exigência do Ministério Público Estadual (MPE). “O conteúdo da mensagem na faixa ofende o moral da arbitragem da FAF”, justifica o secretário-geral do TJD-AM, José Roberto Rocha.

Campeão do primeiro turno, o Princesa do Solimões também não ficou livre de punição: vai ter que desembolsar R$ 1 mil pela ausência de um médico  na partida de volta das semifinais contra o Penarol em Itacoatiara. Na mesma partida, o preparador de goleiros do Tubarão, Carlinhos, ameaçou e xingou o árbitro Antônio Carlos Pequeno Frutuoso, o que custou mais R$ 500 ao clube. “Há uma cultura no futebol local que a arbitragem passou a ser culpada até pela derrota do clube. Isso tem que mudar”, explicou Roberto.   

15 jogos sem expulsão

Apesar das penalidades aplicadas pelo TJD-AM, o secretário-geral da FAF chama a atenção para os 15 jogos sem ter havido sequer uma expulsão até agora no Estadual 2013. “As infrações graves foram cometidas fora de campo e não dentro. Isso é um recorde na história da entidade a ser comemorado”, explica José Roberto, para quem o nível técnico dos jogadores e o maior comprometimento dos dirigentes são fruto da questão disciplinar da competição em campo.

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