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UFC desembarca pela 1ª vez no Norte do País com lutador do AM no card

Amazonense Alan Nuguette vai lutar contra o bósnio Damir Hadzovic no card preliminar. Confronto principal é entre o baiano Lyoto Machida e o americano Erik Anders 03/02/2018 às 15:06
Show nuguette
Foto: Divulgação
Jéssica Santos Manaus (AM)

Demorou mas o UFC chegou ao norte do País, com o UFC Fight Night, que acontece neste sábado (3) em Belém do Pará. O confronto principal será entre o experiente lutador da casa, Lyoto Machida “The Dragon” (ele é baiano radicado no Pará), e Erik Anders “Ya Boy”, que estreou ano passado no UFC. Quem também luta nesta histórica noite é o representante do Amazonas, Alan Nuguette, contra o lutador da Bósnia, Damir Hadzovic, após mais de um ano sem pisar no cage do maior evento de MMA do planeta. Os confrontos iniciam às 22h (horário de Brasília).

O ex-campeão, Lyoto Machida, vive o pior momento da sua carreira, com três derrotas consecutivas no UFC. Portanto, o que ele mais quer é dar a volta por cima, lutando na cidade onde cresceu, com o apoio da sua torcida. Mas superar Erik Anders não será uma tarefa fácil porque o americano possui uma breve, mas vitoriosa história no MMA, e ainda não conhece a derrota. “Falando emocionalmente, é uma luta difícil pelo momento, pela torcida, pela cidade, pelo reconhecimento. É aí que entra o desafio. Eu gosto de me desafiar”, declarou, durante o ‘Media Day’, nesta semana, Lyoto.

Já Anders afirmou não ter feito nenhuma preparação específica para lutar com Lyoto, demonstrando muita autoconfiança. “Acho que a minha pressão vai vencê-lo. Na minha opinião, eu sou o problema desta luta”.

Amazonas no octógono

No card preliminar, também teremos o lutador Alan Nuguette, representante do Amazonas, que vai encarar o lutador da Bósnia, Damir Hadzovic, mais de um ano após o seu último combate no UFC. Em entrevista ao CRAQUE, Nuguette disse que precisou ficar um tempo sem lutar. “Tive que me afastar um tempo, mas foi bom para mim e minha família. Agora estou de volta ao maior octógono do mundo, e louco para conseguir minha terceira vitória no UFC!”, disse.

Para a luta contra Damir Hadzovic, Nuguette espera mostrar o que tem de melhor. “Espero um combate bem movimentado para ambos os lados, e eu vencendo. E ele é um cara da ‘trocação’, e eu vou com meu jiu-jítsu amazonense”, adiantou o lutador. “Treinei na equipe Usina de campeões, com o mestres Pedro Rizzo e Laerte Barcelos, e o meu preparador físico foi o Caio Pisttile. Foram três meses de treino e suor”, relatou.

De volta às origens

O UFC no Pará será histórico, não somente por ser o primeiro da franquia no Norte, mas porque, em Belém, o MMA retorna às suas origens.

Segundo o jornalista e historiador, Marcelo Alonso, e também de acordo com a apuração do historiador amazonense, Rildo Heros, tudo começou há 104 anos, com o encontro de Gastão Gracie e Mitsuyo Maeda, que trouxe o jiu-jítsu japonês para o Brasil.

Foi na praça da República, em Belém, que Maeda teria desafiado e vencido o lutador Alfredo Leconte (conhecido como o lutador de circo, Hércules). A partir daí, foram muitos os desafios feitos por Maeda a lutadores para provar a superioridade do jiu-jítsu sobre outros estilos de luta. Esse hábito do desafio continuou sendo feito pelos irmãos, nascidos em Belém, Carlos (que foi aluno de Maeda) e Hélio Gracie (que refinou a técnica posteriormente, criando o jiu-jítsu brasileiro), e pelos seus descendentes.

Assim foi durante três décadas, até que a família levou, por intermédio de Rorion (filho mais velho de Hélio), a concepção do vale-tudo, o que deu origem ao UFC, em novembro de 1993. E hoje, mais um capítulo da história da luta será escrito em Belém, com o grandioso UFC Fight Night, para todo o mundo ver.

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