Publicidade
Esportes
Craque

UGP traça estratégia para torcida aproveitar Arena após último dia de Copa em Manaus

Depois da partida, restará ao torcedor amazonense, que não tiver condições financeiras de viajar para as outras sedes, seguir o evento pela televisão 25/06/2013 às 11:04
Show 1
Curto período de Copa do Mundo em Manaus gera preocupação
André Viana ---

Daqui a exato um ano, Manaus encerrará sua participação na Copa do Mundo. Com apenas quatro jogos agendados para a Arena da Amazônia, a cidade dirá adeus ao maior torneio de futebol do planeta ainda na fase de grupos, no 13º dia de competição. Depois desta partida, restará ao torcedor amazonense (que não tiver condições financeiras de viajar para as outras sedes que seguirão acolhendo os jogos) seguir acompanhando o evento da forma que acostumou desde que a transmissão via satélite começou a ser utilizada: pela televisão.

A partida derradeira da história da participação da Arena da Amazônia na Copa do Mundo de 2014, porém, tem tudo para ser a de melhor nível técnico entre as quatro, pois será a única com a presença de um cabeça de chave (do Grupo E). A despedida da Arena da Amazônia da competição será numa quarta-feira, às 15h. O nome da seleção de ponta, assim como as demais que virão para a capital amazonense, só será conhecido em dezembro, quando acontecerá o sorteio dos grupos.

Antevendo a inevitável sensação de vazio, após quase duas semanas (menos tempo do que dura a Copa das Confederações) de intensa movimentação de torcedores locais e estrangeiros, imprensa e jogos que se eternizarão na história, é inevitável a pergunta: como será o amanhã daqui a 365 dias?

Seja pelo clima quente de Manaus ou pelo desejo do coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa do Mundo (UGP-Copa), Miguel Capobiango, uma “era glacial” está descartada. “Nossa vontade é colocar a Arena da Amazônia a disposição do torcedor manauara em dias de jogos do Brasil para que eles possam assistir às partidas pelos telões que existirão nela”, adianta Capobiango.

Para a vontade do coordenador virar realidade, ele precisa da autorização da Fifa, que, por contrato, é a administradora de todos os 12 estádios construídos nas cidades-sedes, até o encerramento do torneio. “Solicitamos este pedido ao Comitê Organizador Local (COL) e ele encaminhou à Fifa. Ainda não obtivemos resposta. Mas falta muito tempo. Estamos otimistas. Seria uma festa e uma forma das pessoas que não foram aos jogos conhecer a Arena da Amazônia, e aos que foram, retornar ao local”, explicou Miguel, que somente após – e se tiver – o aval da Fifa, pensará se o acesso à Arena será livre, ou terá um valor cobrado. Pelo rigor costumeiro da entidade máxima do futebol mundial - e a indignação que a população brasileira tem demonstrado a ela, é pagar para ver.

Publicidade
Publicidade