Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
Reforço

Novo reforço do Manaus FC, Vitor Gadelha é fera nas águas

Na temporada 2020, o ultramaratonista aquático amazonense Vitor Gadelha, de 22 anos, vai defender as cores do Gavião do Norte



WhatsApp_Image_2020-01-09_at_16.38.52_EA1B359F-5CB1-46DA-89ED-C3E824EC2247.jpeg Foto: Divulgação
10/01/2020 às 09:48

Depois de uma temporada de muita superação – em que teve que enfrentar uma lesão lombar -, o ultramaratonista aquático, Vitor Gadelha, de 22 anos, entra 2020 cheio de novidades. 100% recuperado, o nadador amazonense agora vai representar o Manaus Futebol Clube. Além da nova parceria, Vitor vai se tornar o primeiro atleta a fazer o Amazon Challenge 18k, prova de natação com percurso que sai da praia do Tupé até a Ponta Negra, em Manaus. E ele ainda vai disputar uma ultramaratona na Espanha. Para contar essas novidades, o nadador bateu um papo exclusivo com o portal acritica.com. Confira:

Como surgiu essa parceria com o Manaus FC? Como foi a aproximação com o clube?



O (Luis) Mitoso (presidente do Manaus FC) estava atrás de um atleta da natação que tivesse bons resultados nacionais e internacionalmente e sugeriram meu nome. Meu pai (Pierre Gadelha, criador do Rio Negro e Amazon Challenge) estava próximo a ele e começou esse contato. Aí saiu a confirmação na semana passada, que este ano eu vou estar representando também o Manaus Futebol Clube. 

E quais são os teus principais objetivos para a temporada?

Os principais objetivos para a temporada são o 18k do Amazon Challenge (Tupé-Manaus). Se tudo der certo eu serei o primeiro atleta a estar realizando este desafio no Amazonas. A gente também está esperando o UltraOceanman, que será uma prova de 21 km na Espanha. A previsão é que seja no final de outubro, mas devido a alguns problemas de documentação ainda não está confirmado exatamente o dia, mas a prova está certa. 

Você esteve um período afastado por conta de uma lesão. Conta pra gente como foi esse período, que lesão foi essa, e como foi para superar esse problema?

Ano passado eu tive essa lesão, foi mais ou menos em abriu ou maio. Não me lembro o mês. Passei bastante tempo afastado. Treinava 1k e às vezes até menos e começava a sentir muita dor nas costas, por isso acabei me afastando um pouco das competições, fiquei fazendo fisioterapia para poder voltar. 
Foi uma lesão na região lombar. O Tchesco (Francisco Coelho, fisioterapeuta) me falou que foi uma inflamação devido ao excesso de exercício. Meu fisioterapeuta me ajudou muito.

Para voltar a treinar foram exatamente uns três meses, até encaixar o treino de novo. Foi com muita paciência para poder voltar no mesmo alto nível, mas ainda assim eu fiz os 30k (Amazon Challenge) em revezamento (a equipe Paumaris foi formada por Vitor, Marcello Fonseca e Rogério Airoldi. O nome Paumaris, segundo Vitor, foi de uma tribo indígena que significa “povos das águas” e o recorde estabelecido foi de 6h26min).
Então acredito que foi uma grande superação. Esse ano vai ser melhor. 

Você teve experiências marcantes em provas internacionais. Como é para você representar o Amazonas e o Brasil nas maratonas aquáticas?

Pra mim é uma grande honra estar representando o Amazonas e o Brasil em provas a nível internacional. Fico muito feliz de estar podendo disputar provas deste nível, e como eu tive essa lesão ano passado, esse ano eu queria voltar com tudo.

Fizemos algumas mudanças no nosso treinamento e com certeza a gente pode esperar bons resultados. 

O que a natação de águas abertas, a maratona aquática, representa na tua vida?

O qual é o nível de importância deste esporte para o Vitor Gadelha como pessoa?Eu pratico a maratona aquática há bastante tempo, mas eu considero (a carreia propriamente dita) de 2014 pra cá. 

A maratona me ajudou muito principalmente a questão de me esforçar para conseguir os resultados. Praticamente tudo que eu alcancei eu devo um pouco à maratona. É um esporte que sempre me levou a querer mais, me esforçar mais, sempre estou buscando evoluir. 

A maratona aquática é um esporte que cresce em Manaus de uma forma exponencial. Tens ideia do quanto você inspira as pessoas da terra a praticarem esse esporte?

É até engraçado essa última pergunta porque eu sempre tenho essa discussão com o meu pai. Eu não tenho noção do quanto as pessoas se espelham em mim.
Eu tenho bons resultados na minha carreira, eu tenho troféus, medalhas de todos os tipos, do bronze ao ouro, mas eu não tenho uma certa noção do quanto isso incentiva as pessoas.

Eu fico muito feliz em saber que muita gente tem, não só começado, mas também continuado no esporte por conta disso. Eu sempre estou incentivando os meus amigos a praticarem algum esporte. Eu sempre estou dando alguma palavra de apoio. Eu não tenho noção, mas estou grato por poder ajudar as pessoas a continuarem no esporte. 

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Jornalista, editor-executivo do MANAUS HOJE

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