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Esportes
DIA DAS MÃES

Unidos pelo esporte: mãe e filho juntos até no triatlo

Rudá Andrade segue os passos da mãe, Francisca Pinto, e hoje, ambos participam de competições de triathlon e corrida pedestre, sempre um incentivando o outro 14/05/2017 às 05:00
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(Foto: Evandro Seixas)
Jéssica Santos Manaus

“Digo que sou um privilegiado, pois não preciso ir longe pra encontrar uma inspiração no esporte, tenho isso na figura da minha mãe todos os dias, com seu espírito de vencedora”, afirma Rudá Andrade, um dos três filhos de Francisca Pinto. Neste Dia das Mães, conheça a história de mãe e filho que são grandes triatletas do Amazonas, e compartilham o amor pelo esporte, além do amor um pelo outro.

Se antes, o esporte era uma fuga, hoje é uma felicidade para Francisca. Isso porque quando ela tinha 35 anos sofreu um grande golpe e encontrou refúgio na corrida. “Minhas filhas gêmeas faleceram um mês após o parto, eu entrei numa depressão profunda, e tive que tomar remédios fortes com indicação de uma psiquiatra. Foi aí que uma psicóloga me aconselhou a buscar um esporte, e acabei procurando a corrida, que já gostava antes. E, depois que fiz minha primeira corrida na esteira, não tomei mais nenhum medicamento”, destacou Francisca.                        

 Ela se tornou corredora e conta que seu filho literalmente seguiu os passos (rápidos) da mãe. “Antes de eu engravidar, saía pra caminhar ou correr, e o Rudá, com sete ou oito anos, chegava da escola, e fazia questão de me acompanhar; ele deixava de jogar bola com os colegas, e íamos correr”, disse ela.

“Era um desafio enorme percorrer distâncias de 5-7 km sendo tão novo; chegava da escola cansado, mas fazia questão de acompanhá-la nos treinos, e era gratificante. Sempre foi inspirador vê-la treinando, tendo essa ligação com o esporte, além do mais, minha mãe sempre foi motivadora, plantando desde cedo a semente do esporte na família”, relembra Rudá.

Hoje, mãe e filho são acostumados a encarar as competições de  triatlons e maratonas juntos, mas Francisca se recorda de como tudo começou. “Lembro do nosso primeiro desafio, quando subimos uma ladeira perto da maternidade Ana Braga (risos)”, conta ela. Após um tempo, Francisca partiu para as disputas nas corridas de rua. “Ele era a minha torcida, e quando comecei a ganhar na minha categoria, ele ficava com vontade de correr também, mas não tinha idade suficiente. Quando completou 16 anos, começou a participar, mas não ganhava de mim, e os meninos bagunçavam com ele, que ficava chateado (risos)”, conta.

Mas a admiração de Rudá pela mãe fez com que ele também seguisse na busca por vitórias no esporte. “Ver minha mãe vencer nas competições é algo que me impulsiona e me motiva sempre, servindo como combustível pra tentar trilhar um caminho vencedor igual o dela”, disse ele.

Desafios de mãe para filho
Mãe e filho seguiam na parceria, até que Francisca começou a buscar novos desafios. “Certo dia, a corrida não era o bastante. O Rudá já nadava, então resolvi fazer natação, e partimos juntos para o triathlon. Ele é o meu melhor parceiro de treino, pena que me vê como uma menina, porque fala pra eu pedalar e correr mais forte, e acompanhar ele (risos)”, afirma ela. “Eu cobro mesmo, e é recíproco. Acredito que seja uma forma de um motivar o outro”, explica Rudá.

Os dois são figurinhas carimbadas em provas em Manaus e em outras cidades. A Corrida de São Silvestre, Campeonato Brasileiro de Triathlon de longa distância, Challenge Amazônia e Maratona de Porto Alegre são algumas das provas em que mãe e filho estiveram em ação. Agora, Francisca afirma que realizou todos os desafios que queria realizar, enquanto o filho sonha continuar fazendo provas de longa duração. “Eu tenho minhas limitações, mas nós pretendemos fazer um Ironman 70.3 na Colômbia, mas eu vou como fotógrafa, e estarei lá para ajudá-lo”, disse Francisca.

 

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