Segunda-feira, 19 de Abril de 2021
EXPECTATIVAS

Uruguaio Acosta fala sobre expectativas para o Barezão

Após conquistar o título da Seletiva de 2020, o Leão da Velha Serpa estreia neste domingo, às 15h, contra o Iranduba



IMG-20210307-WA0001_D30ECB2F-921B-4778-9320-43C0FA52CB09.jpg Fotos: Janderson Balbi/Penarol
07/03/2021 às 08:29

O Penarol Atlético Clube foi fundado em 1947 após um grupo de jovens de Itacoatiara se encantarem ao ver o time do Peñarol, do Uruguai, treinar na Velha Serpa, em uma curta passagem durante uma excursão pelo Brasil. 74 anos após a visita do time uruguaio, outro jogador do país – e que já atuou pelo time aurinegro – desembarcou para vestir a camisa do Leão: Beto Acosta. Aos 44 anos, o jogador está no seu 20º clube, onde conquistou mais um título: o Campeonato Amazonense de 2020, título levantado 19 dias após desembarcar na Velha Serpa, no dia 11 de fevereiro.

O tempo entre achegada ao time do Penarol e a conquista da primeira taça é bem curto, considerando que a competição se deu de forma condensada, mas essa corrida contra o tempo, também representou para Acosta um desafio: estar bem fisicamente para ficar à disposição do técnico Edmilson de Jesus.



“Vim conversando com o professor que é difícil pra mim porque, por mais que eu me cuide, eu tenho 44 anos. Eu me cuido, cuido da alimentação e tudo,mas claro é um pouco difícil, ainda mais que estávamos jogado praticamente a cada 48h e aí joga, descansa e joga de novo e eu não havia feito pré-temporada, não havia feito nada e ainda estou pegando ritmo de jogo, mas tô trabalhando bem e agora que vai começar esse campeonato, vamos ter um pouquinho mais de tempo para fazer preparo físico e vai melhorar muito”, contou o jogador que garante sua melhora física a cada jogo. Essa melhora no rendimento também pode ser fundamental para o desafio que vem pela frente: o de um campeonato mais longo e com adversários fortes. 

O primeiro desafio é neste domingo (7) contra o Iranduba no Floro de Mendonça, às 15h.

“A expectativa é grande, pois a gente conquistou o titulo de 2020 e a expectativa é fazer um bom trabalho e ir jogo a jogo, mas esse campeonato é um pouquinho diferente do outro. O outro foi mais rápido e esse vai ser mais longo, tem mais jogo, mais viagem. Então tem que ir jogo a jogo e fazer um bom trabalho para ser campeão de novo. Sei que vai ser difícil, já tem outros times com mais estrutura, mas estamos trabalhando pra fazer um bom campeonato e, se Deus quiser, ganhar de novo”, comentou Acosta.

Apesar dos adversários de calibre, o atleta acredita que muitos times considerados favoritos irão respeitar mais o time da Velha Serpa após o desempenho da equipe durante o torneio passado. Sobre isso,inclusive, Acosta escreveu em suas redes sociais após a conquista do título, onde disse que “faltou humildade” por parte de alguns adversários.

“Até postei no Instagram que acho que faltou um pouquinho de respeito. Os jogadores,tanto do Amazonas quanto do Manaus, chegaram achando que iam atropelar, que já tava ganho. O Amazonas veio aqui achando que:vamos ganhar dos caras e ganhamos deles por 3 a 0. O Manaus achava que seria campeões por terem maior estrutura e salário, eles até jogaram melhor que a gente, mas tem que entender que no futebol tem que respeitar e que se ganha em campo porque aqui tinha um time que queria vencer”, revelou.

Comemorações

Mas nem tudo foi desabafo na rede social. Acosta, que tem passagens por times brasileiros como Náutico, Santos-AP, Corinthians e Brasiliense,disse que mesmo tendo jogado várias competições importantes,comemorou o título amazonense como se fosse o primeiro.

"Falei para os meninos que já havia jogado Copa do Brasil, Campeonato Paulista, fui campeão candango, campeão no Uruguai pelo Peñarol também. Ganhei muitos títulos, mas esse para mim é especial porque já sou mais experiente e eu vejo todo o sofrimento dos meninos aqui, então eu tô feliz por eles. É uma sensação muito linda, acho que tem uns 25dias que tô aqui e já sou campeão. Ganhei outros títulos e não comemorei tanto como comemorei como esse título aqui”.

Natural de Montevidéu, Beto Acosta cresceu apoiando as cores do Peñarol, do Uruguai. Nos primeiros anos da carreira, passou por outros clubes como Defensor Sporting, Cerrito e Platense até se transferir para o time do coração, onde jogou entre 2005 e 2007 e conquistou a Copa Montevideo, em 2006. Coincidência dos caminhos da bola, ou não, 15anos depois, Acosta acabou parando no xará, Penarol, que foi batizado assim em homenagem à equipe uruguaia e o primeiro jogo foi justamente contra o Nacional. Uma versão baré do clássico de maior rivalidade do Uruguai.

“É um pouco diferente. Quando jogam Peñarol e Nacional, no Uruguai é um grande clássico, então a cidade para e vai muita gente para o jogo. Assim que cheguei aqui, todo mundo me falou que tem uma rivalidade [entre Penarol e Nacional-AM) e me foquei muito para jogar esse jogo. Entrei e não fiz gol, mas foi um bom jogo, uma sensação muito boa que lembrou um pouco quando joga Peñarol e Nacional. Eu tive a chance de jogar uns cinco ou seis clássicos no Uruguai e Deus me deu a oportunidade de fazer um gol e foi uma sensação muito linda e pra mim, que sou torcedor desde pequeno, é melhor ainda”.


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