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Vai começar o segundo turno e a disputa pela segunda vaga na Série A de 2015

O Rio Negro já se garantiu na Série A de 2015. A briga agora é pela segunda vaga. CDC, Tarumã, Cliper e Operário estão na luta  17/11/2014 às 21:48
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Galo Rio Negro
Anderson Silva Manaus (AM)

A segunda fase da Série B vai mostrar uma briga acirrada pela segunda vaga de acesso à elite do futebol amazonense. Com o Rio Negro de volta à primeirona com o percentual de 83% de aproveitamento, a corrida pela segunda vaga fica para as equipes do CDC Nova Olinda e Operário, que mostraram qualidade e crescimento dentro da disputa.

Correm por fora Cliper e Tarumã, este último utiliza a competição como experiência para os jovens atletas, que vão disputar a Copa São Paulo Futebol Júnior em 2015 e ainda assim se derem “brecha” vai querer o acesso.

Com o início da primeira rodada marcada para esta quarta-feira (19), o CRAQUE traçou os retrospectos de cada clube na primeira fase e prospecta as disputas de quem vai ser o último a passar pela porta rumo à Série A.

Dragão de olho

Sem dizer ao que veio nas primeiras rodadas, o CDC passou a ser considerado um novato despreparado. Um empate em 0 a 0 dentro de casa, na estreia contra o Cliper, e uma goleada de 4 a 0, sofrida para o Operário na segunda rodada davam indícios de que a equipe não entraria no “hall” de favoritos para o acesso.

“Nos primeiros jogos a gente não jogou completo. Foram muitos desfalques por conta de não conseguirmos regularizar os atletas e ainda tivemos alguns jogadores com contusões. Temos atletas que estão na terceira temporada. Eles sentem”, disse o técnico do CDC, Paulo
Goiano.

A justificativa dado pelo técnico Goiano tem lógica. A folga na terceira rodada fez o  ânimo ficar  renovado para jogo contra o  Tarumã, que deu a equipe uma boa vitória: 5 a 3 em cima do Lobo do Norte. O empate em 2 a 2, com o Rio Negro, pela quinta rodada da competição, fez a equipe  novalindense somar cinco pontos no jogo que garantiu a entrega do Troféu para o Galo e   botou definitivamente a equipe entre os favoritos para o  acesso.

“Nós temos que lutar para conseguir subir. Não deu na primeira fase, pelo menos conseguimos fechar com alguns pontos. Agora no segundo turno é lutar pela segunda vaga”, disse Goiano, que prevê jogos ainda mais difíceis. “Todos os jogos vão ser difíceis, mas teremos dois jogos em casa. O primeiro contra o Rio Negro e o segundo contra o Operário. Serão confrontos diretos”, garantiu.
Sapão  sem favoritismo

Montando cinco dias antes da estreia, e mesmo conseguindo fazer uma boa primeira fase, terminando com sete pontos, o presidente do Operário Roberto Soares não concorda com o favoritismo da equipe. Para o dirigente, a equipe não pode ser favorita por contas das inúmeras dificuldades.

“Não temos apoio da prefeitura de Manacapuru, não temos estádios, os outros clubes contam com jogadores emprestados e nós não temos ninguém. Às vezes treinamos em campo de pelada. Se tivéssemos apoio... é um fusca empurrando o time, enquanto os outros times estão com um trator”, se esquivou.

De olho na Copinha

Com o pensamento voltado somente para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o treinador do Tarumã, Darlan Barroso, já disse usa a disputa como laboratório para os garotos e que acesso não é prioridade, mas... “se der brecha, estamos aí”, avisou o técnico, que soma apenas três pontos na primeira fase, ao vencer o Cliper na última rodada por 3 a 2.

Com uma campanha aquém das realizadas, o técnico do Cliper, Carlos Prata, ainda “bate cabeça” com os jogadores. Com 16% de aproveitamento a Águia Dourada soma apenas dois pontos. “Esperamos começar bem se não estamos fora. Vai começar todo mundo do zero, não adianta só somar pontos. O Rio Negro não vence essa fase. Temos que ir para sermos campeões da fase”, destacou.

Cliper e Tarumã abrem a segunda fase,  nesta quarta-feira (19), às 20h30, no estádio Jornalista Carlos Zamith.

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