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Esportes
Vai perder o lacre?

Argentina chega à final contra o Chile tentando quebrar jejum de 23 anos

Chile e Argentina se encontram novamente na final da Copa América. O Chile tenta o bi, a Argentina tenta quebrar um tabu que nem Messi conseguiu 25/06/2016 às 22:44 - Atualizado em 26/06/2016 às 10:30
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Messi tentará ganhar o primeiro título com a camisa da seleção principal da Argentina (Foto: Reprodução/AFA)
Camila Leonel Manaus (AM)

Antes mesmo da final contra o Chile começar, a Argentina já se vê pressionada e não estamos falando da seleção de Juan Antonio Pizzi. A pressão é extra-campo. Torcida, imprensa e até o maior ídolo do futebol argentino, Diego Maradona, querem ver a atual geração acabar com o jejum de 23 anos sem títulos. Uma geração que ganhou quase tudo quando era da base, até o ouro Olímpico, mas desde que subiram para o profissional não conseguiram chegar ao topo do pódio. Terão uma nova chance neste domingo (26), às 20h (horário de Manaus), no MetLife Stadium, East Rutherford, New Jersey.

“Domingo ganharemos, com certeza. E se não ganharmos, que eles não voltem”, disse o ex- jogador Diego Maradona durante uma entrevista sobre a comemoração dos 30 anos de seus gols na Copa do México.

Se de fora Maradona dá seus pitacos, o técnico Tata Martino confirma que existe uma pressão pelo título e está ciente de que a geração atual pode não ter o seu valor reconhecido caso não consiga ser campeão. “Não nos serve pensar que somos os melhores da Copa América. A resposta temos que dar no domingo. Eu acho que o time não será reconhecido se não ganhar. Gostaria de ser mais generoso, mas não coincidiria com o que penso, porque também o vi de fora, quando a Argentina chegou à final da Copa do Mundo no Brasil. Esse time fez um bom jogo contra a Alemanha e não foi reconhecido”, disse o treinador.

A pressão tem motivo. A Argentina não vence um Campeonato com a sua seleção principal desde 1993. Em 23 anos, foram 15 torneios oficiais, seis finais, todas com o mesmo desfecho: jogadores argentinos com a frustração estampada no rosto e a medalha de prata no peito. Em 2014, foram vices da Copa do Mundo, no Brasil, ano passado foram vices da Copa América contra o mesmo Chile, que até a final contra a Argentina, tinha a fama de ser uma seleção que não “ganha nada”.

E apesar do ídolo, Lionel Messi, ter cinco bolas de ouro, títulos importantes como Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol, Mundial de Clubes, Copa do Rei da Espanha, os títulos são todos pelo Barcelona, com a camisa alviceleste, o jogador ainda não conseguiu levantar um caneco sequer. Será esta a primeira vez de Messi com a camisa da Argentina?

O rival da final é conhecido, inclusive foi derrotado pelos hermanos por 2 a 1. A partida foi equilibrada, mas os tentos de Di Maria e Banega, decretaram a vitória. A Argentina chegou à final invicta vencendo todos os cinco jogos.

Já do lado chileno, o técnico Antônio Pizzi destacou que a pressão fica para a Argentina e destaca que conta com o apoio da torcida chilena para vencer mais uma vez.“Todos sabem a necessidade deles e o respaldo que têm na final. Mas nós sentimos o apoio dos 17 milhões que sofrem e mandam boas energias. Usaremos essa energia para competir con uma das melhores seleções do mundo”, disse.

Arturo Vidal, capitão do Chile fala que muita coisa mudou de um ano para cá, por isso, a final deve ser diferente do que foi no Chile, em 2015.“Tudo está mudado, o que passou no Chile foi espetacular para nós, mas já passou um ano. Creio que vai ser uma final diferente desta vez porque as equipes chegam muito melhor desta vez. Quando jogamos da maneira que sabemos. Pode acontecer o que aconteceu contra o México”, completou o capitão chileno.

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