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Esportes
Legado cidadão

Valores cultivados com o esporte ultrapassam os limites da competição

Lições deixadas pelos jogos olímpicos servem de inspiração para atletas e educadores 22/08/2016 às 17:33
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Talento da natação amazonense, Luísa Marillac tem 16 anos e já está no 3º período de enfermagem / Foto: Divulgação
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Determinação, confiança, disciplina e superação são alguns dos valores promovidos pelo esporte que vão muito além das competições. Para a professora Eva Vilma Alves da Silva, do curso de Educação Física da Estácio, a Olimpíada do Rio 2016, que chegou ao fim no domingo, deixará como lição a importância do verdadeiro espírito esportivo e a comunhão dos povos.

Imagens de comemorações das vitórias e do choro sofrido de derrotas comoveram, diariamente, quem acompanhava o esforço dos atletas. “O esporte tem esse poder de nos fazer encarar as conquistas e os fracassos. A pessoa que pratica vai aprendendo a lidar com isso e é um ensinamento que serve para todas as áreas da vida. Somos seres humanos. Ter altos e baixos faz parte da história de todos nós, então, esse fortalecimento psicológico que o esporte proporciona é fundamental para o equilíbrio pessoal”, destacou Vilma.

A educadora observa ainda que, principalmente nos casos de atletas de alto rendimento, o abalo psicológico de uma derrota ou da impossibilidade de competir em decorrência de uma lesão pode ser transformado em superação. Ela cita o ginasta brasileiro Diego Hypólito e o nadador norte-americanos Michael Phelps, que enfrentaram a depressão, investiram nos treinos e conquistaram medalhas nessa Olimpíada. “Esses maus momentos podem ser usados para buscar um melhor resultado. A pessoa pode pegar aquele aprendizado e se tornar mais forte e determinada. Com as quedas, vamos aprendendo a nos levantar. O esporte trabalha muito isso”, ressaltou, acrescentando que, embora muito se fale da importância da prática esportiva para crianças e adolescentes, nunca é tarde para começar. “O ser humano sempre é capaz de aprender, em qualquer fase da vida, especialmente se tiver  acompanhamento adequado”, completou.

Para a professora, outro recado que o maior evento esportivo do mundo deixa é a tolerância e a convivência pacífica entre diferentes culturas. “Esporte é isso. Olimpíada é isso. Não é que vamos esquecer todas as coisas ruins pelas quais nosso País vem passando, mas é saudável respirar essa boa atmosfera. É bonito ver atletas de diferentes nacionalidades competindo com respeito, ver as pessoas do Brasil acolhendo outros povos. Independemente da torcida e do resultado, é o momento do atleta, é o reconhecimento do esforço dele, de anos de treino. Isso é gratificante”, afirmou.

Eva Vilma lembra que o esporte também pode ser um dos caminhos mais eficazes para tirar crianças e jovens de situações de risco social. “Vemos atletas que vieram de ambientes onde tinham tudo para se envolver com a criminalidade, mas, no esporte, viram exemplos de superação e alcançaram o sucesso. Esse espelho que os esportistas representam pode influenciar positivamente muitas pessoas”, observou.

A abertura de novas oportunidades é um dos pontos destacados pela nadadora amazonense Luísa Marillac, que, aos 16 anos, concilia a rotina de treinos com as aulas do 3º período do curso de Enfermagem na Faculdade Estácio, em Manaus. Desde 2013, a instituição mantém um programa, o Estácio no Esporte, que concede bolsas de estudo a atletas, além de atuar na promoção de alguns dos principais eventos esportivos do Brasil. Em todo o País, atualmente, o projeto apoia mais de 300 esportistas brasileiros e Marillac está entre eles. “Fui bolsista durante o Ensino Médio e, agora, na Estácio. O esporte, além de todos os valores que nos passa, tem o poder de dar oportunidades que, muitas vezes, uma criança não teria, como cursar uma boa escola, uma boa faculdade e viajar. Esporte é bom demais”, defendeu.

A rotina disciplinada faz parte da vida da jovem universitária, que ganhou familiaridade com as piscinas aos 3 anos de idade. Hoje, além das atividades acadêmicas, ela destina seu tempo à corrida, treino na água, academia, pilates e aula de idiomas. “Quando você pratica esporte, tem tempo definido para tudo. Tem a hora de acordar, de estudar, de treinar, de dormir, tudo é planejado. É preciso ter muita disciplina e, sobretudo, espírito de superação. Todo mundo tem problemas, mas  o esporte te ensina a não desistir, a se dedicar e acreditar que vai dar certo”, finalizou.

Sobre o Estácio no Esporte

O programa Estácio no Esporte existe desde 2013 e é um dos pilares do Programa de Responsabilidade Social Corporativa da instituição, ao lado de Cultura, Cidadania e Escola. São mais de 300 atletas patrocinados e apoiados por meio de bolsas de estudo,  envolvimento na promoção de alguns dos principais eventos esportivos do Brasil, bem como parceria com diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) e instituições esportivas. A Estácio também é signatária do Pacto pelo Esporte.

Gustavo Kuerten é o embaixador do programa Estácio no Esporte, que conta com atletas como Adriano Mineirinho (surfe), Bruno Soares (tênis), Teliana Pereira (tênis), Barbara Leôncio (atletismo), Laís Souza (ginástica) e Daniele Hypolito (ginástica) entre outros. Presente nos Jogos Rio 2016, a Estácio é a primeira instituição de ensino apoiadora olímpica e, por meio de sua área de soluções corporativas, foi a provedora dos serviços de seleção e capacitação dos 140 mil voluntários e 6000 colaboradores dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

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