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‘Vamos atrás do milagre’, diz presidente do Penarol depois de derrota para o Nacional

Patrícia Serudo não quis comentar declarações do treinador Marcos Piter, que “jogou a toalha” e criticou diretoria. Reunião hoje discutirá desabafo do técnico 01/06/2015 às 11:44
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Presidente do Penarol, Patrícia Serudo, quer levar a equipe ao "milagre" contra o Nacional.
Denir Simplício Manaus (AM)

Um dia após o comandante Marcos Piter, praticamente, “jogar a toalha” no Barezão, o momento é de “lavar a roupa suja” no Penarol. A derrota por 2 a 0 para o Nacional neste domingo (31), no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara, balançou as estruturas do Leão da Velha Serpa e uma reunião na tarde desta segunda-feira (1º) entre diretoria, comissão técnica e jogadores vai discutir, entre outros assuntos, as declarações do técnico.

Patrícia Serudo, presidente do Penarol, disse desconhecer as declarações que o treinador Marcos Piter deu após a derrota do Leão de Itacoatiara frente ao Leão da capital, na primeira partida das semifinais do Estadual. Mesmo fugindo da questão, a dirigente não se furtou de opinar sobre a situação da equipe penarolense, que ficou muito difícil na competição e terá de vencer por três gols de diferença para chegar à grande final.

“Se é de um milagre que o Penarol precisa para chegar à final. Então vamos atrás do milagre”, profetizou a mandatária, taxando de milagre a possível classificação do time à decisão do Barezão 2015 e afirmando que não é hora de desistir da competição.


Logo após o término da partida no estádio Floro de Mendonça, Piter falou à reportagem do CRAQUE e depois de parabenizar o adversário desabafou: “Que sirva de exemplo e no próximo ano que o Penarol venha forte e tenha um pouco de respeito com quem eles estão trazendo para cá (Itacoatiara)”, disse o técnico dando a entender que não recebe apoio da diretoria do Penarol.

“Não sei o que o Piter disse. Mas, sei que não é hora de jogar a toalha. Também não sei a quem ele se referiu. Da minha parte ele sempre teve todo o respeito e todo o apoio”, disse Serudo ao saber da declaração do técnico.

“Já vi o Penarol perder e vencer várias vezes e sei que o time nunca vai se entregar”, afirmou a presidente, explicando que Piter pode ter falado de “cabeça quente”. “Talvez o momento tenha o levado a dar essa declaração. Eu mesma ontem não quis falar. Agora, com mais calma ele vai refletir sobre tudo. Não falamos ainda desde o jogo de ontem”, disse Patrícia Serudo, afirmando que não se encontrou com o treinador após o revés para o Naça.

"Panos quentes" na "roupa suja"?

Uma reunião está marcada para a tarde desta segunda na sede do clube e um dos assuntos da pauta será as declarações do treinador penarolense. Serudo afirmou que pretende ouvir o técnico e também falará com os jogadores sobre a derrota para o Nacional.


“Vamos nos reunir a tarde. Quero conversar com os jogadores, com toda a comissão e tentar animar a equipe. Perdemos apenas 90 minutos do jogo de 180. O Nacional jogou bem em alguns momentos e o Penarol também foi muito bem em outros. Mas futebol é assim: vale a bola na rede”, disse.

Serudo não quis comentar uma possível saída de Piter antes mesmo do jogo de volta da semifinal do Amazonense marcado para o próximo sábado (6). O certo é que o desabafo do técnico não caiu bem na cúpula do Leão da Velha Serpa e colocar “panos quentes” no assunto pode não ser o suficiente para manter o treinador em Itacoatiara.

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