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‘Vamos brigar pelo título estadual’, ressalta Thales Verçosa, presidente do Rio Negro

Aos 64 anos, o presidente do clube do Rio Negro, Thales Verçosa revela os planos para o time da Praça da Saudade na temporada em que o clube retorna à elite do futebol baré 25/11/2014 às 16:35
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Thales Verçosa foi escolhido como novo presidente do clube na noite do dia 14 de janeiro de 2013
Anderson Silva Manaus (AM)

Um início cinzento, nebuloso, cheio de dívidas e de completa indefinição. Esse era o ambiente do Rio Negro assim que o professor de Educação Física, Thales Verçosa, 64, foi aclamado como novo presidente do clube na noite do dia 14 de janeiro de 2013, no Salão Dos Espelhos – local de festejos e glórias do clube Barriga Preta.

A missão quase impossível de fazer o Rio Negro voltar a figurar entre os melhores clubes da cidade, também no futebol, foi um verdadeiro desafio de pânico para o novo presidente - declarado rionegrino desde os nove anos de idade - que “pegou” uma entidade falida e endividada, com o bem mais precioso, a sede, indo a leilão por diversas vezes por dívidas nunca pagas.

Ao fim de mais um ano e com o retorno assegurado à elite do futebol amazonense, o CRAQUE procurou saber do presidente sobre a atual situação do clube centenário e as perspectivas para 2015.

Como estão as dívidas?

Isso já está sendo resolvido. Estamos parcelando e pagando, mas já passou essa fase. Prefiro ainda não falar sobre isso.

Hoje, você está mais aliviado do que antes?

Sim. Mas passei por muito aperto. Tinha dias que não dormia. Só não tive problemas por ter um bom controle emocional que aprendi no vôlei. Se não fosse isso, não teria resistido. Foi muita carga. A questão da sede, naquela época, foi muito difícil.

E a saúde depois dos problemas cardíacos?

Eu tive esse problema em 2008, fiz uma cirurgia, fiz exercícios e estou muito bem. Tenho feito exames e nado todo dia em casa e às vezes na faculdade. Vivo no Rio Negro fazendo o que gosto. O Rio Negro hoje é minha primeira casa. Não consigo passar um dia sem ir ao clube.

A temporada 2015 já está sendo planejada?

Vamos tentar manter a comissão técnica, que se mostrou muito competente. Não temos o melhor time da competição, mas, graças ao trabalho da comissão técnica, a equipe não perdeu a competitividade. Isso pra mim é muito importante.

Quanto à comissão técnica, o que falta definir? É salário?

Já temos uma conversa preliminar. Falta definir salário e realmente saber se querem ficar. Eles são profissionais, se receberem propostas melhores...

E os jogadores emprestados, como ficam?

Vamos devolver. É questão de manter o compromisso. Vamos tentar repor a equipe com atletas que tenham o mesmo padrão e qualidade. Quem vai escolher é a comissão técnica. A diretoria não se intromete.

O que dizer do apoio do maior rival, Nacional, que “ajudou” o Galo a subir?

Recebemos apoio dos nossos coirmãos Nacional e Manaus F.C. O presidente do Nacional, Mário Cortez, é sócio do clube e isso só vem engrandecer nosso esporte.

Parcerias e futuros patrocinadores?

Algumas pessoas já mostraram interesse. No final do jogo da classificação para a Série A já fomos procurados.

Com o acesso, existe estratégia para fortalecer a marca?

Nós estamos com dificuldades em relação às dívidas. A partir de janeiro teremos um departamento de marketing e queremos expandir a marca com vendas de souvenir.

O que falta para o clube abrir uma loja e trabalhar a marca?

Não sei por que não exploraram, mas o que falta é grana para fazer o investimento. Já temos uma equipe vendo isso.

Além do futebol, o clube terá outra modalidade forte?

Vamos continuar investindo na natação e no voleibol. A natação, o futebol e o vôlei sempre foram fortes no Rio Negro.

E o CT Rinha do Galo? O clube ainda tem o terreno?

Este era outro projeto que o clube tinha. Aí, o linhão de energia passou no meio do terreno, e acabamos perdendo a área. Estamos em conversa com a Prefeitura para conseguirmos um terreno no Núcleo 13 da Cidade Nova. Lá podemos criar uma escolinha de base.

Desde 2001 o clube não levanta uma taça. Ano que vem, completará 14 anos de jejum. É possível a torcida sonhar com um título?

Negativo. Já temos duas taças de Série B (risos). Se montarmos uma boa estrutura, vamos brigar pelo título.

Nos últimos anos o clube teve problemas de salários. Teve até torcedor doando alimentação aos atletas...

Isso acabou! Aquilo foi resultado da falta de comprometimento da diretoria que deixou aventureiros comprometerem a imagem do clube.

O Rio Negro possui uma sala de memórias. Existe a ideia de fazer um museu?

Existe. Temos catalogados mais de cinco mil arquivos. São troféus, equipamentos de jogadores, o Livro de Testamento número 1, mais de 20 mil fotos, a faixa de miss Brasil da Terezinha Morango bordado a ouro, cálices do primeiro vinho do Porto da sessão de fundação.

Você já foi vice da Federação Amazonense de Futebol (FAF). O que esperar em termos de melhorias?

Eu acho que a federação tem que funcionar com profissionalismo. Não podemos mais contar com as constantes mudanças de datas. Agora mesmo estou na federação buscando saber por que o jogo da categoria de base passou para outra data. Perguntei ao diretor porque não avisaram antes, e disseram que avisaram. Avisaram nada! Tem que ser profissional.

O projeto de sócio-torcedor vai sair?

Sim. O sócio-torcedor não vai ser um título de proprietário, mas vai dar direito a ingressos mais baratos, rede de lojas com descontos, festas, piscinas e utilização do ginásio.

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