Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
Copa São Paulo

'Vamos enfrentar um gigante', diz Thiago Durante sobre duelo decisivo

Diretor de futebol de base do Amazonas está com a delegação do Nacional, que enfrenta o Red Bull Brasil-SP nesta quinta (09), às 16h (horário de Manaus), no estádio Benitão



Durante_0568BEAD-9D99-4889-9F23-F4ED76E269B6.jpg Foto: Gustavo Muniz
08/01/2020 às 14:05

Após a vitória por 3 a 2 sobre o Velo Clube-SP na última segunda-feira (06), o Nacional depende apenas de si para avançar na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Pela terceira e última rodada da fase de grupos, o Leão da Vila Municipal encara a equipe do Red Bull Brasil-SP. A partida acontece nesta quinta (09), às 16h (horário de Manaus), no estádio Benitão, em Rio Claro.

Para alcançar a segunda fase, algo que o Amazonas conseguiu apenas uma vez (em 2008, com o próprio Nacional), o Mais Querido precisa vencer o Toro Loko, atual vice-campeão paulista da categoria sub-20. Uma tarefa difícil, mas longe de ser impossível.



Acompanhando a delegação do Naça durante a participação do clube na Copinha, o diretor de futebol de base da Federação Amazonense de Futebol, Thiago Durante, concedeu entrevista exclusiva ao MANAUS HOJE. No cargo desde novembro de 2017, o diretor falou a respeito da campanha do Nacional na Copa São Paulo, além de outros assuntos que envolvem os trabalhos de base que são realizados hoje no Amazonas.

O que representa a vitória sobre o Velo Clube?

A vitória sobre o Velo Clube representa muito, pois fazia 4 anos que o futebol amazonense não conseguia vencer na Copa São Paulo. Representa um fortalecimento, em relação ao trabalho que vem sendo realizado pelos clubes amazonenses, nesses últimos anos. Dá-nos uma moral, um ânimo maior, para que a gente continue buscando melhores resultados e continue participando dessa competição, que é a maior competição de base do país. Além disso, mostra para o resto do Brasil que o Nacional, um clube tradicional do futebol brasileiro e que é o maior campeão estadual do Amazonas, está trabalhando a base e pode colocar jovens atletas no cenário nacional.

Houve alguma mudança no trabalho deste ano em relação ao do ano passado, quando o Holanda terminou no último lugar entre todos os 128 participantes da Copinha?

O trabalho de preparação das equipes locais, nos últimos 3 anos, vem sendo aprimorado. Ano passado nós tivemos um trabalho tão bom quanto esse, mas não obtivemos o resultado em campo, pois caímos numa chave complicada. Enfrentamos o São Paulo, que acabou sendo o campeão daquela edição, contando com atletas de uma capacidade incrível (Antony, Gabriel Novaes, Gabriel Sara). Tinha também a Ferroviária, jogando em casa, numa cidade muito envolvida com futebol como é Araraquara. O time deles contava com o atacante Felipe Estrella, que hoje atua no Roma-ITA. Então, era um grupo muito difícil, mas o trabalho realizado pelo Holanda foi de 3 meses, treinando todos os dias com estrutura de comissão técnica, além de passagens compradas para São Paulo com antecedência, para que não houvesse nenhum tipo de desespero por parte dos atletas ou da própria comissão. Esse ano também não foi diferente.

Hoje, o Amazonas conta com 7 campeonatos de base, que vão desde o Sub-9 ao Sub-21. Quão importante foi esse aumento no número de competições, já que antes, havia apenas as categorias sub-16, sub-18 e sub-20?

A partir do sub-16, é impossível que se faça base com qualidade. Você acaba queimando etapas, pois os novos atletas não passam por um trabalho de fundamento correto. Tenho certeza que nós teremos bons frutos a serem colhidos em alguns anos, com esse processo de iniciação da base, através do sub-9, sub-11, sub-13, que é como se faz base. É lá de baixo. A sociedade amazonense, que gosta do futebol de base, tem frequentando cada vez mais os nossos estádios para acompanhar os campeonatos.  Com isso, também aumenta o número de pessoas que dão credibilidade ao nosso trabalho. Estamos no caminho certo, usando da melhor maneira possível todos os recursos deixados pela Copa do Mundo 2014, para o desenvolvimento e formação desses atletas. Existe um auxílio muito grande do Governo do Estado, através do projeto Base Forte, com o apoio de matérias, uniformes, logística, ambulância e arbitragem. Isso facilita um pouco para os clubes, permitindo que eles invistam em outros setores da base, como programa de treinamento.

O que ainda precisa ser melhorado no futebol de base do Amazonas?

A gente sabe que ainda existem muitas dificuldades. A base ficou parada por muitos e muitos anos, sem nenhum tipo de olhar mais carinhoso para que ela pudesse se desenvolver. É um processo longo, e não em curto prazo. Esperamos que os clubes possam nos ajudar. Federação, Governo e clubes, unidos, são capazes de fazer um futebol de base mais forte. Eu tenho certeza que com a ascensão do Manaus FC no futebol profissional, com mais clubes amazonenses na disputa da Série D, e com a participação dos nossos clubes nas competições de base de nível nacional (Copa São Paulo e Copa do Brasil sub-20 e sub-17), iremos desenvolver melhor nossos atletas e teremos mais ferramentas para que a gente possa melhorar ainda mais o nosso futebol.

Voltando pra Copa São Paulo, o que o torcedor pode esperar da partida diante do Red Bull Brasil-SP?

Vamos enfrentar um gigante. O Red Bull é o atual vice-campeão paulista da categoria sub-20. Um clube com um investimento gigantesco na sua categoria de base e agora no futebol profissional. Mas o Nacional já provou aqui que pode sim fazer um bom jogo. Os meninos estão muito focados, empenhados em trazer para o Amazonas uma classificação para a 2ª fase, algo que não ocorre há mais de 10 anos. Espero que todos possam torcer por nós.


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