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Vasco enfrenta Oeste na Arena da Amazônia esperando fechar a noite como líder da Série B

A Arena vai ferver com a Série B. Em cena, o Gigante da Colina enfrenta o Oeste. O negócio é vencer e torcer pelo tropeço de Avaí e Joinville. Se isso acontecer o Vasco fecha a noite como líder da Segundona 16/09/2014 às 09:27
Show 1
de São Januário treinou na Arena da Amazônia, onde nesta terça, às 20h50 vai enfrentar o time do Oeste, que luta para não ser rebaixado para a Terceira Divisão
Felipe de Paula e Anderson Silva ---

Mirando no topo da tabela, o Vasco da Gama treinou ontem na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, sob o forte e abafado calor manauara. O time carioca enfrenta o Oeste-SP hoje, às 20h50 do horário local, pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O técnico Joel Santana, que chegou à entrevista coletiva após o treino com o rosto ensopado de suor (e, brincando, até chegou a pedir um espelho para os jornalistas presentes), acredita, por outro lado, que a temperatura não vai desviar o foco do Vasco, que é a vitória.

“(O calor) não influencia nada. Quem quer vencer não fica pensando se está quente, se está frio, se está seco ou se está úmido. Vai ser úmido pros dois, quente pros dois. Vencedor não reclama!”, afirmou com veemência o carismático treinador.

Em campo, o elenco cruzmaltino realizou um treinamento tático e um coletivo que empolgou a torcida presente na Arena: cerca de 50 vascaínos assistiram ao treinamento, que a princípio seria fechado, mas que teve o acesso ao público liberada pela comissão técnica cruzmal

Douglas e Kléber


A novidade ficou para a volta do atacante Kleber (à direita na foto acima) que cumpria suspensão e agora vai reintegrar o elenco titular da equipe, substituindo o jovem Thalles, que deve começar no banco. Ao fim da atividade, o técnico Joel Santana confirmou a presença do Gladiador. “O Kléber é o titular da equipe”, declarou.

Contudo, o Gigante da Colina não irá contar com o defensor Douglas Silva, que recebeu o terceiro cartão amarelo na última rodada e deve cumprir suspensão. Em seu lugar, Joel pode optar por Luan, que já fez dupla de zaga com o Rodrigo durante o Campeonato Carioca deste ano.

Como vai funcionar o trânsito

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) vai realizar um esquema especial para o partida de hoje à noite. Diferente dos jogos da Copa do Mundo, quando as vias de acesso – Constantino Nery e Djalma Batista – eram fechadas, para os jogos, hoje apenas o perímetro onde está localizado a Arena da Amazônia será interditada.

A Avenida Constantino Nery, no trecho entre a Lóris Cordovil e a Pedro Teixeira, sentido bairro/Centro, será interditada a partir das 17h30. Os veículos que se deslocam para o Centro serão desviados para a Lóris Cordovil, Alameda do Samba e Avenida Pedro Teixeira para que possam seguir pela Avenida Constantino Nery.

Cerca de 25 agentes do Instituto vão estar posicionados em postos fixos e com apoio de viaturas e motocicletas. Na dispersão não haverá necessidade de outras interdições.

Perguntas para Joel Santana – Técnico do Vasco da Gama

1º A temperatura alta aqui em Manaus influencia no desempenho do Vasco na partida de amanhã (hoje)?

Não influencia nada. Quem quer vencer não fica pensando se está quente, se está frio, se está seco ou se está úmido. Vai ser úmido pros dois, quente pros dois. Vencedor não reclama!

2º O mando de campo é do Oeste, mas a expectativa é de que a maioria da torcida seja do Vasco.

Quantas mil pessoas teve? 40 mil? Ótimo, pois agora queremos 60! Claro que a gente quer nossa torcida do lado. Nossa torcida é numerosa e está confiante daquilo que podemos fazer. Precisamos desse jogo, precisamos dessa vitória. Só com o calor da torcida é que você pode conseguir. É ótimo que eles compareçam, que venham para nós fazermos uma boa partida.

3º Com a vitória, dependendo de outros resultados, o Vasco pode ficar até no topo da tabela de classificação...

Amigo, esse campeonato é muito difícil. O Vasco era o primeiro colocado e perdeu pro Vila Nova, que era o úlitmo. Esse campeonato oscila muito, o futebol brasileiro está muito equilibrado. O que nós precisamos fazer é jogar bem. Se nos jogarmos bem, com certeza vamos vencer. Futebol é igual a vida, tem que ter equilíbrio em todos os aspectos. Tem que atacar, defender, fazer tudo com equilíbrio. Isso são aspectos de jogo e aspectos da vida.

Cartola do Vasco fala sobre a vinda do time a Manaus

O diretor executivo de futebol do Vasco da Gama, Rodrigo Caetano, é um dos dirigentes mais respeitados do futebol brasileiro. Com carreira discreta como meia-esquerdo em clubes como Grêmio e Juventude, ele se destacou mais como cartola, a ponto de chegar a ser disputado nos bastidores entre dois grandes clubes do Rio de Janeiro: Fluminense e o próprio Vasco da Gama.

Foi no clube de São Januário que ele ganhou mais destaque. Participou da vitoriosa campanha de Série B de 2009, quando o Vasco subiu de divisão a após a pressão de ter caído pela primeira vez. Dois anos mais tarde, comemorou a conquista inédita da Copa do Brasil pelo Vasco da Gama, com sua gestão elogiada até pelos adversários.

De lá, foi para o Fluminense, onde também teve destaque após a conquista do Campeonato Carioca e Campeonato Brasileiro de 2012. Atualmente de volta São Januário, Rodrigo traz na bagagem a experiência de quem já passou por situações de pressaõ bem similares às vividas pelo Vasco hoje na segunda divisão.

Em conversa com a reportagem do CRAQUE, Caetano comentou a mudança na comissão técnica advinda da chegada do treinador Joel Santana, o clima de confiança e responsabilidade entre os jogadores e criticou o que chamou de “brecha” na legislação que permite a clubes pequenos “ganharem dinheiro em cima” de clubes maiores, mas ressaltou a importância do contato com a torcida amazonense, que já lotou a Arena da Amazônia neste ano no jogo entre Vasco e Resende, pela Copa do Brasil, em março abril deste ano.

O mando de jogo é do Oeste, mas embora o Vasco não lucre com a renda do jogo, terá o apoio da torcida, coisa que o Oeste não deve nem cogitar...

Talvez o lado positivo de tudo isso é estarmos jogando ao lado do nosso torcedor que não está acostumado a ver a equipe. Porém, a nível financeiro é péssimo, nós temos despesa, temos o desgaste físico e não levamos nada, enquanto as equipes de menor expressão acabam ganhando dinheiro em cima do Vasco. Eu lamento que isso ainda é possível. Deveria haver uma proteção maior por parte da CBF para que futuramente grandes públicos do futebol brasileiro não sejam lesados por essa parte financeira.

E como foi a liberação “improvisada” dos portões para a torcida que, teimosamente, compareceu à Arena da Amazônia hoje?

Foi uma decisão nossa, até porque por onde nós passamos a gente sempre libera. Então para a nossa surpresa, existia uma determinação anterior de que eles não poderia adentrar a Arena. Quanto mais nós tivermos o nosso torcedor ao nosso lado, passando carinho e respeito a nossos jogadores, assim o faremos. De protestos, de cobrança, isso nós estamos acostumados. O que a gente precisa é de carinho e isso o torcedor felizmente nos traz.

Você estava à frente da gerência de futebol do Vasco da Gama em 2009, quando o clube disputou a Série B pela primeira vez. O que essa experiência lhe traz e agrega para o time?

A gente tem a tranquilidade. Nós em, 2009, tivemos oscilaçõe, muitos jogos sem vencer, muitos definiram como crise. Nós trabalhamos firmes sabendo que tínhamos montado um elenco, assim como agora. Com certeza, trabalho não vai faltar. O grupo está compretido. Mesmo diante de dificuldades financeiras, você não vê nenhuma atleta fazendo corpo mole, todos querem subir com o Vasco.

Nos bastidores, como está o clima entre os jogadores?

Todos estão bastante confiantes. A equipe está bem treinada, independente da mudança da comissão técnica, a equipe anterior preparou bem essa equipe. Os jogadores estão bastante focados da importância e da responsabilidade que a gente tem. Vamos esperar que a nossa estada em Manaus talvez alavanque o Vasco em busca desse acesso, quem sabe o título também. Tomara que o torcedor nos passe isso também.

Joel Santana: o que simboliza esse novo momento para o clube?

É uma figura que tem uma história dentro do clube. Então ele, melhor do que ninguém, tem uma experiência que traz muitos elementos positivos. Ele é um treinador que nesse período, depois de Vasco, adquiriu muita experiência, fora do país, quer dizer, tem método de trabalho. Nos primeiros dias o pessoal tem gostado muito, procurado assimilar o mais rápido possível as orientações dele, mas o elenco é forte e com certeza que ele vai colaborar muito nesse acesso.

Você pode deixar uma mensagem para o torcedor amazonense que irá apoiar o Vasco na Arena hoje?

Se eu pudesse simbolizar numa palavra: gratidão. Gratidão pela fidelidade do torcedor, que não foi só torcedor, que da outra vez que a equipe veio, o torcedor apoiou e vai nos dar o carinho amanhã (hoje). Então, antecipadamente, eu deixo meu muito obrigado, pela fidelidade, pela paixão desse torcedor, que é o que move todos nós e principalmente faz a a gente superar os tantos obstáculos que a gente tem no nossos dia a dia.

Paixão pelo time da Cruz de Malta


O acesso à Arena da Amazônia não tinha sido liberado para os torcedores, mas a presença dos fiéis - e barulhentos - vascaínos nas imediações do estádio fez a diretoria do Vasco da Gama pedir a liberação dos portões para a Fundação Vila Olímpica, que administra o palco da Copa do Mundo da Fifa 2014.

“Por onde nós passamos, nós pedimos que o treino seja aberto, para aproximar os torcedores do contato com o clube. Isso é uma das coisas boas de o time vir para cá”, declarou o diretor executivo do Vasco da Gama, Rodrigo Caetano.

Empolgado, o público fazia muito barulho, gritava o nome dos jogadores e buscava interagir com todos, inclusive até com os membros da comissão técnica. Os mais “badalados” eram os atacantes Kleber e Thalles, o meia Douglas e o volante Guiñazú. O argentino, conhecido pela garra e altivez dentro de campo, atendeu com paciência o público e autografou várias camisas trazidas pelos torcedores.

Aficionados

Os estudantes Adamor Júnior, Emilly Vasconcelos e Harlen Matos, aficionados pelo clube de coração, pareciam encantados com a proximidade com os ídolos. Adamor, que tem marcado presença diariamente na porta do hotel onde está a delegação do Vasco em Manaus, chegou a comprar uma camiseta branca e uma caneta-pincel só para pegar autógrafo dos jogadores.

Emilly Vasconcelos (“que tem Vasco até no nome”, como brincou o amigo Harlen), é apaixonado por futebol e, claro, pelo Gigante da Colina. A paixão é tamanha, conta Emilly, que ela chegou a substituir a tradicional festa de seu aniversário de 15 anos para assistir a um jogo do clube carioca em São Januário, no Rio de Janeiro.

Na arena

“Eu assisti a Vasco e Resende aqui na Arena também”, conta Emilly, provando que não perde uma oportunidade de ver o time de coração. Harlen Matos, por sua vez, tem um motivo ainda mais especial para torcer por uma vitória vascaína hoje. É que é justamente hoje que ele completa 18 anos de idade. O presente, é claro, ele já escolheu: ver um “show ed bola” cruzmaltino diante do Oeste.

Mais de 20 mil ingressos vendidos

A E&L Marketing Esportivo, empresa que organiza a partida em Manaus, vai disponibilizar a venda dos ingressos até a hora do jogo nas bilheterias da Arena da Amazônia. Os ingressos foram disponibilizados para venda desde dia 29 de agosto nas bilheterias do Ginásio Amadeu Teixeira, e cinco dias depois na internet.

Até o momento mais de 20 mil ingressos foram vendidos, dos 44 mil disponíveis. De acordo com o diretor-presidente da E&L Marketing Esportivo, empresa que organiza a partida, Edvaldo Ferraz, os bilhetes serão vendidos até a hora do jogo.

“Vamos manter os postos e utilizar a bilheteria da Arena da Amazônia. Vamos disponibilizar o ingresso para dar mais comodidade ao torcedor”, disse o diretor.

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