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Vasco tenta subir para a Série A no jogo contra o Icasa neste sábado (22), no Maracanã

Com presença maciça da torcida vascaína, Bacalhau faz jogo do acesso contra o Icasa 22/11/2014 às 16:30
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A torcida do Vascão espera fazer a festa para subir para a Série A
Jornal A Crítica ---

Ainda não se completou um ano daquele 8 de dezembro, em que a goleada de 5 a 1 para o Atlético-PR, na Arena de Joinville, decretou o segundo rebaixamento do Vasco e dividiu lugar com outra tragédia, ainda mais deprimente, a das cenas de barbárie entre os torcedores dos dois times na arquibancada. Era o desfecho de um ano terrível e o início de outro tão ou mais complicado, período que o Vasco quer botar definitivamente no passado a partir das 14h20 (horário de Manaus), contra o Icasa, no Maracanã.

Importa pouco, hoje, o título estadual perdido para o maior rival por causa de um erro de arbitragem no último minuto. É irrelevante, nesta tarde, o mau futebol apresentado durante toda a Série B, incluindo a goleada em São Januário para o Avaí (5 a 0). Não estará na cabeça dos torcedores, pelo menos até esta noite, o confuso processo eleitoral e mesmo a troca de comando no clube, a ser novamente dirigido por Eurico Miranda a partir do próximo mês.

Mais de 50 mil vascaínos vão encher o Maracanã neste sábado (os setores Norte, Sul e Leste inferior já estavam esgotados desde ontem e 41 mil já haviam sido vendidos até o fechamento desta edição), certamente não na esperança de ver uma grande exibição futebolística, mas para presenciar e ter participação ativa na virada de página que a história do clube precisa e que se espera que seja definitiva: acabar com o martírio da Segunda Divisão e poder voltar a disputar com seus principais rivais nacionais o maior título do nosso futebol.

O diagnóstico das causas que levaram o Vasco ao atual momento, e mesmo as indefinições sobre o futuro, como a permanência do técnico Joel Santana, ficarão em suspenso para que o time cumpra seu dever.

Não é tarefa das mais difíceis: um empate já garante matematicamente a classificação, que pode vir mesmo com uma derrota, a depender dos outros resultados da rodada.

Joel tem comparado o acesso à importância de um título, tamanho o alívio que trará aos vascaínos. Com o estádio cheio, o treinador demonstra preocupação com a possibilidade de o clima de comemoração pelo “jogo do acesso” passar para os jogadores. E ligou o alerta para cortar o “já subiu”.

“Tenho muito medo do futebol. Já ganhei título no minuto 90, já perdi... Parece que acabou e não acabou, é preciso pé no chão. Temos que ter muito cuidado, e não entrar em clima de euforia”, disse. “Foi um ano de sofrimento, uma angústia de meses, o torcedor não está satisfeito, é claro. Foi um campeonato difícil. Espero que a gente possa contribuir para dar esse alívio ao torcedor. Para que ele acorde no domingo de manhã e pense: “Que bom!”

O treino de ontem no CFZ, uma atividade técnica de menos de uma hora, deu poucas pistas sobre a equipe que vai a campo esta tarde. Joel também não quis revelar o time, e adiantou apenas que Lucas Crispim, recuperado de lesão muscular, reaparecerá no banco de reservas. A tendência é repetir a escalação da vitória sobre o Vila Nova, por 3 a 1, na terça-feira.

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