Sábado, 19 de Setembro de 2020
Enfim na Série C

Vice-presidente do Manaus fala sobre trajetória até a terceirona

Após bater na trave duas vezes para subir à Série C, com América, em 2010, e o próprio Manaus, em 2018, o dirigente Giovanni Silva, finalmente, chegou à terceira divisão do futebol nacional



WhatsApp_Image_2020-08-07_at_15.18.17_5882E910-2FCB-4CC0-B61D-F4BCD2C9A845.jpeg Foto: Aguilar Abecassis
07/08/2020 às 15:28

A experiência dentro do futebol é um aspecto importante para a conquista do sucesso. Se jogadores fazem a diferença dentro de campo, é importante existir um apoio fora dele. Seguindo o especial de matérias sobre a estreia do Manaus na Série C, o CRAQUE conta a história do vice-presidente do Gavião do Note, Giovanni Silva, que após bater na trave em duas oportunidades, com América, em 2010, e o próprio Manaus, em 2018, enfim vai disputar a terceira divisão do futebol brasileiro.

“São momentos surreais. Primeiro, você está no América, um clube humilde da cidade de Manaus, da família do seu Amadeu Texeira, que não tinha a ajuda de ninguém, não tinha força nenhuma. Ali, eu e os meus filhos, junto da Bruna (neta de Amadeu Teixiera e presidente do América, à época) corríamos para cima e para baixo para tentar conseguir dinheiro. Eu tirava recursos da minha empresa para pagar o salário dos jogadores, a gente pagava as passagens para viajar do próprio bolso. Mesmo assim, a gente conseguiu ser vice-campeão da Série D. Perder a vaga, da maneira tão violenta que foi, no tribunal, foi um golpe muito grande”, recordou o dirigente do Manaus.



À época, o ‘Mequinha’ não ficou com a vaga na Série C de 2011 por uma escalação irregular. Oito anos após o imbróglio como diretor de futebol do América, Giovanni teve mais uma oportunidade de subir para a Série C. Desta vez, com o Manaus FC, clube que ajudou a fundar junto com o atual presidente do Gavião, Luis Mitoso.

“Em 2018, a gente já havia começado a preparação no final de 2017. Foi o único clube que fez isso no futebol amazonense naquele momento. Fizemos uma Copa do Brasil que, infelizmente, batemos na trave para passar de fase. Fizemos uma boa campanha na Copa Verde e depois veio a Série D. Disputávamos pela primeira vez, fizemos uma boa trajetória e quis o destino que a gente não conseguisse subir naquele momento”, disse Giovanni, recordando do ano em que o Manaus caiu nas quartas de final, nos pênaltis, para o Imperatriz-MA. A campanha, porém, fortaleceu a ligação entre a torcida e o clube.

 A Consagração

Passar pelas duas experiências de ‘quase Série C’ não tirou a confiança de Giovanni. O dirigente contou como foi se manter persistente para tentar de novo no ano de 2019, quando enfim o histórico acesso aconteceu. 

“Depois da ‘batida na trave’, ficamos naquela situação: ‘será que agora vai dar certo?’. Chegamos a ir para o sinal vender rifa, o time estava com alguns problemas no início da temporada, mas conseguimos superar isso. Chegamos forte na Série D, tivemos jogos complicados como aquele contra o São Raimundo-PA, depois a guerra contra o Caxias, obtivemos recordes de público na Arena da Amazônia e subimos para a Série C, mesmo não conseguindo o título, que seria a cereja do bolo. Mas a ‘taça’ foi conquistar o acesso”, completou Giovanni Silva.

Repórter de A Crítica

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