Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
Craque

Virose atrapalha vida de jogadores de clubes do Amazonas

Inverno amazônico vem se transformando em um verdadeiro drama para os jogadores que atuam nos times que disputam o Estadual



1.jpg Virose ataca jogadores
07/03/2013 às 14:37

Ela não atua na defesa, mas pode muito bem derrubar quem vem pela frente. Não se trata de um volante, todavia tem marcação implacável. Também não é atacante, mas tem potencial para te deixar numa rede. A virose vem sendo, literalmente, uma das principais dores de cabeça nos departamentos médicos dos clubes que disputam o Campeonato Amazonense deste ano e já acometeu pelo menos 47 jogadores desde o início da pré-temporada.

Para alguns preparadores físicos, não há prevenção para a doença, que às vezes é ignorada pelos times e os atletas concordam em jogar no sacrifício. Normalmente, a doença é contraída por conta da instabilidade no clima da região nesta época do ano, onde o cenário é de frequente revezamento entre o calor e as chuvas fortes, bem como a transmissão via mosquito.

Cidade mais populosa e urbanizada da competição, Manaus contabiliza o maior número de casos recentes, totalizando 31. No interior, o Princesa do Solimões, de Manacapuru (a 60 quilômetros de Manaus), foi o que mais sofreu com o diagnóstico do vírus, tendo oito jogadores afetados. Na capital, o Sul América lidera a lista das vítimas, com 12 infectados.

Com oito casos de virose desde a pré-temporada até agora, o Nacional aposta em procedimentos comuns para tratar a doença. “A gente toma aqueles cuidados que qualquer pai e mãe de família conhecem: tentar evitar trabalho em períodos de chuva e próximo de terrenos com retenção de água. A gente evita expor os atletas em situação de risco”, explica o médico do Nacional, Rafael Beloniel.

Quando o atleta é acometido, o recomendável é a liberação para descanso, conforme observa o preparador físico do Iranduba, José Said.

“A gente recomenda uma semana de descanso, tiramos o atleta do treinamento. Só nas últimas três semanas, tivemos três jogadores com virose e o procedimento foi esse, de indicar para o clínico e evitar que o contato possa contaminar os demais atletas”, disse Said.

Com o elenco reduzido, o Rio Negro segue na “contramão” do que é recomendado. “Aqui, uns quatro tiveram problema, mas eles jogam no sacrifício porque temos poucos atletas”, admitiu o auxiliar técnico Carlos Prata.


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