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Vitória: Nacional derruba time da Série A!

Naça se defende bem, suporta pressão, leva apenas um gol e entra para ahistória ao eliminar o Coritiba em pelo Estádio Couto Pereira. Agora, o representante amazonense pega a Ponte Preta 24/05/2013 às 09:26
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Jogadores festejam, em campo, a vaga sobre o Coxa
Augusto Costa Curitiba, PR

Jogando uma partida quase perfeita taticamente, o Nacional suportou a pressão do Coritiba, calando os mais de 14 mil torcedores do Coxa, ontem à noite, em pleno Estádio do Couto Pereira, entrando para a história ao eliminar pela primeira vez na Copa do Brasil uma equipe da primeira divisão do futebol brasileiro.

Apesar da derrota por 1 a 0, com um gol marcado por Geraldo, aos 29 minutos do primeiro tempo, o Naça, que podia perder até por dois gols de diferença, está classificado para a terceira fase da competição e vai encarar a Ponte Preta, em data a ser definida. 

Empurrado pela sua torcida, o Coritiba começou impondo um ritmo forte e logo aos 52 segundos chegou com Geraldo, que cabeceou para fora. O Naça tentava sair em contra-ataques puxados por Danilo Rios, mas esbarrava na forte marcação do adversário. Sem receber marcação individual, Alex armava as principais jogadas ofensivas do Coxa, explorando a velocidade dos atacante Geraldo e Deivid.

Aos sete minutos, o Nacional respondeu com perigo. Danilo Rios lançou Leonardo em profundidade, que cruzou para Felipe perder ótima chance de gol, chutando para fora. Aos 29 minutos, boa triangulação entre Robinho e Alex, que levantou na cabeça do atacante Geraldo, que subiu entre os zagueiros do Naça e tocou sem chances para Jairo, no fazendo 1 a 0 Coxa, para delírio dos torcedores que passaram a acreditar na classificação. O Coritiba pressionava, mas não conseguiu alterar o placar do primeiro tempo.

Na segunda etapa, para deixar o time do Coxa mais ofensivo, o técnico Marquinhos Santos colocou o atacante Zé Rafael, que quase marcou aos dois minutos, chutando para fora. A partir daí, a partida ficou dramática, com pressão total do time do Coxa, que tinha três atacantes (Deivid, Geraldo e Zé Rafael), enquanto o Nacional passou a explorar os contra-ataques com Leonardo e Felipe.

Aos 20 minutos, Zé Rafael entrou na área e cruzou. A bola bateu no braço de Lídio e o árbitro marcou penalidade máxima. Alex se preparou para a cobrança e, na hora do chute, escorregou. A bola bateu no travessão e foi para fora, para sorte do Naça.  O Coritiba ainda teve umas três oportunidades claras de gols, mas o goleiro Jairo, em noite inspirada, fez grandes defesas, evitando o segundo gol do Coxa. No final, como o gol não saia, o Naça passou a tocar bem a bola, com direito a gritos de “olé” por parte da irritada torcida do Coritiba. O Naça administrou o placar e conquistou a classificação histórica para a terceira fase da Copa do Brasil.  

O volante Roberto Dimamite dedicou a classificação aos torcedores do Amazonas. “Eles (do Coxa) não acreditaram no nosso time e achavam que iriam eliminar o Nacional aqui. Jogamos com garra e conquistamos esse importante resultado, nos classificando para a terceira fase. Dedico essa conquista aos torcedores amazonenses que sofreram e acreditaram junto com a gente”, disse emocionado.

Superação e felicidade

Além de suportar a pressão do time do Coritiba, os jogadores do Nacional foram vitimas da discriminação por parte do jogador Júnior Urso, que chamou o atacante Garanha de índio e de macaco durante a partida, segundo o atacante amazonense. “Estou muito emocionado pela conquista inédita do Nacional. Estou encerrando o contrato agora dia 30 e queria sair com esta classificação. Durante a formação da barreira numa falta, o Júnior Urso disse que futebol do Amazonas era amador e que éramos índios e macacos”, desabafou Garanha, já no vestiário.

Independente das provocações, o meia-atacante Danilo Rios era só alegria. Ele disse que a classificação na Copa do Brasil dá moral ao Nacional para reverter mais um desafio contra o Princesa do Solimões, pelo Estadual, no domingo. “Tivemos o merecimento. Mais uma vez jogamos bem, seguramos a pressão deles e conseguimos a nossa classificação. Agora, temos um novo desafio contra a Ponte Preta e a Série D do Campeonato Brasileiro. O Nacional está fazendo um grande na ano”, disse.

O líbero Edigle destacou o resultado por 4 a 1 conquistado em Manaus, que foi fundamental para garantir a classificação e o time jogar mais tranquilo em Curitiba. “Sabíamos que iríamos sofrer muita pressão aqui, mas o mais importante foi a classificação e estão de parabéns todos os jogadores e a diretoria do Nacional, que tem investido no futebol”, avaliou.

Frustração no Paraná: naça subestimado

Antes da partida, a imprensa paranaense dava como certa a classificação do Coritiba. Os comentários nos corredores do Couto Pereira era que o Coxa iria “ensacar” o Nacional. No fim da partida, o mais criticado foi o técnico Marquinhos Santos, antes exaltado pelo título estadual.

Opinião

Leanderson Lima - editor do CRAQUE

"O triunfo do Nacional não deve ser comemorado apenas pela torcida do Leão. Isso seria pouco demais para um feito de tamanha magnitude. A classificação do time da Vila Municipal  deve ser celebrado  por todos! Pelos torcedores do Rio Negro, Fast, São Raimundo e até do Princesa do Solimões, que vai decidir o título do Amazonense diante do próprio Nacional. Por que devemos comemorar tanto? Respondo! Porque, por pelo menos por um dia, o Leão vingou a nossa pequenice futebolística. Vingou o nosso status  de inferioridade permanente. Por pelo menos um dia, o Nacional expurgou o nosso negativismo e mostrou que existe luz no fim do túnel. Que é possível. Amigos, o Nacional eliminou um time da Primeira Divisão! Não foi qualquer coisa. Foi o maior feito de um time do Amazonas nesta competição. Foi o banquete dos famintos. O banquete dos mendigos. O Leão  chutou a porta de um restaurante cinco estrelas. Sentou na mesa dos grafinos, pediu o prato mais caro... Comeu, tomou vinho e ainda arrotou bem alto.  No fim, cruzou as pernas em cima da mesa, palitou os dentes na frente das madames e disse: hoje eu pago a conta".

Notas Nacional

Meia: Danilo Rios (nota 9)

Teve uma excelente atuação armando as principais jogadas no ataque.

9)  Jairo - Seguro  como sempre, fez grandes defesas no momento que foi exigido. Não teve culpa no gol que levou.

7) Erick - Apoiou com eficiência e também ajudou na marcação.

8) Márcio Abrãao - Um gigante na marcação. Entrou com personalidade e conseguiu salvar o Nacional quando o Coritiba pressionava.

8) Rafael Morisco - Mais uma vez saiu vencedor no duelo contra o atacante Deivid.

7) Wesley Bigú - Apoiou com velocidade e puxou contra-ataques perigosos pelo lado esquerdo.

8) Ediglê - Eficiente na função de líbero, cobriu bem as subidas dos laterais.

6) Denis Santos - Não comprometeu, mas não conseguiu repetir as boas atuações e foi substituído.

8)   Roberto Dinamite - m leão dentro de campo. Marcou, apoiou e defendeu com muita garra no meio-de-campo.

8) Leonardo - importante na função tática de prender os zagueiros do Coritiba. Infernizou a defesa do Coxa puxando contra-ataques com velocidade.

7) Felipe - Lutou muito entre os zagueiros do Coritiba e tentou atacar. Não comprometeu.

7) Garanha - Entrou quase no final do segundo tempo, mas contagiou o time com muita raça. Jogou com disposição.

7) Lídio - Entrou no lugar de Danilo Rios e fechou a entrada da área do Nacional. Não tece culpa no lance do pênalti.

7) Eliezio - Entrou quando o Nacional era pressionado e segurou os atacantes velozes do Coritiba.

9) Técnico Aderbal Lana - Provou toda a sua experiência e deu um nó tático no técnico do Coritiba. Com o time bem armado taticamente, segurou a pressão do adversário.






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