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De volta a Manaus, Wladimir Araújo fala sobre suas metas com o Manaus FC em 2018

Responsável em comandar o Manaus FC na temporada 2018, o ex-zagueiro do Goiás se destacou como treinador do Gurupi-TO, em 2017, e promete levar o Gavião a voos mais altos 30/12/2017 às 15:40 - Atualizado em 01/01/2018 às 11:05
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Quase uma década depois, Wladimir Araújo volta a trabalhar no futebol baré (Foto: Emanuel Siqueira/Manaus FC)
Denir Simplício Manaus (AM)

“Foi em 2009, praticamente nove anos. Tenho lembranças muito boas da cidade... e espero ter melhores lembranças aqui no Manaus FC em 2018”. Quem lê a declaração do novo comandante do Gavião do Norte, Wladimir Araújo, 48, pode até se assustar, mas é verdade, o treinador já trabalhou no futebol baré. Contratado há pouco mais de um mês, o goiano foi técnico do Nacional em 2009, onde ajudou o Leão da Vila Municipal a vencer o primeiro turno daquele certame. 

Quase uma década depois, Wladimir Araújo retorna ao Amazonas para tocar ousado projeto do Manaus FC na temporada 2018. Na nova casa, o ex-zagueiro do Goiás reencontrou velhos amigos, como os presidentes Luis Mitoso (de honra) e Giovanni Silva (atual), os mesmos mandatários, mas que na época conduziam o Nacional. Algoz de Fast Clube e Princesa do Solimões no Brasileirão da Série D de 2017 no comando do Gurupi-TO, o técnico campeão tocantinense com o Interporto este ano, tem o desafio de substituir nada mais, nada menos que Aderbal Domingos Lana, atual campeão amazonense e maior detentor de títulos do Barezão.

No comando do clube caçula do Amazonas, Wladimir já toca os treinamentos visando a temporada 2018, onde o Gavião, além de defender o título do Estadual, terá pela frente as disputas da Copa Verde, Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D. Entre um treino e outro, o novo treinador do Manaus FC conversou com o CRAQUE, onde falou do desafio de substituir Aderbal Lana no comando do time. O técnico, que “pendurou as chuteiras” no Marília-SP e lá iniciou a carreira de treinador, também falou das lembranças da última passagem pelo Amazonas, dos adversários nas estréias da Copa do Brasil e do Barezão 2018, além de afirmar empenho na luta pelo acesso à Série C do Brasileirão.

Como aconteceu o convite para assumir o Manaus FC? Imagino que haviam outras propostas em jogo, o que te fez escolher o Amazonas?

O convite aconteceu pelo conhecimento que tenho com o Giovanni (Silva, atual presidente do clube) e o Mitoso (Luis, presidente de honra do Manaus FC) desde a época que estive no Nacional, em 2009. E ele me acompanhou nesses jogos contra o Princesa e o Fast (Série D). Tivemos uma ligação boa, eles conversaram comigo e me passaram a situação do projeto do Manaus pro ano de 2018, e isso foi o que me chamou atenção. Pela organização do clube, pelo projeto, pela vontade de chegar na Série C, e foi por isso que escolhi a equipe do Manaus. Claro que tinha propostas de outros times, principalmente do estado de Goiás e do Tocantins, mas achei melhor ter voltado aqui pra Manaus, e também, na época que estive aqui no Nacional, o presidente era o Mitoso e eu acabei deixando o Nacional por uma proposta melhor do Crac lá de Goiás. Então, assim, por uma obrigação de retornar e terminar meu trabalho aqui e conquistando o título, que é o meu pensamento pra 2018. 

Você retorna ao futebol amazonense após quase uma década. Quais as principais lembranças da sua passagem pelo Nacional, da cidade de Manaus e do futebol do Amazonas?

As lembranças são boas. Foi em 2009, praticamente nove anos. Tenho ótimas lembranças dos amazonenses, que é um povo muito hospitaleiro e, com certeza, do presidente (Luis Mitoso). Na época, o presidente era o Mitoso (do Nacional), junto com o Giovanni, que era o diretor, e hoje os dois são presidentes aqui do clube.  Tive uma passagem vitoriosa aqui, não tive como terminar a competição, mas deixei a equipe do Nacional numa situação muito boa naquele ano, que acabou conquistando o primeiro turno. E espero ter melhores lembranças agora aqui no Manaus FC em 2018.

Você substitui um ícone do futebol amazonense, Aderbal Lana, o qual levou o Manaus FC ao primeiro título profissional de sua história. Qual o tamanho desse desafio? 

Isso aconteceu comigo em Tocantins também. Quando cheguei no Interporto substituí o Roberto Oliveira, que é um treinador respeitado, o maior vencedor lá do estado, se não me engano, com seis títulos. Cheguei lá e com muito respeito a ele, assim como estou respeitando o Aderbal (Lana), que é um grande treinador, que tem história aqui e em Goiás e onde passou... uma grande pessoa, um grande profissional. A gente sabe que as possibilidades são grandes, mas confio no meu trabalho e lá no Tocantins eu acabei conquistando o título, fui campeão. Depois acabei assumindo o posto do Roberto (Oliveira) na Série D, no Gurupi-TO. Penso que estou preparado pra assumir essa responsabilidade aqui no Manaus e espero conseguir o bicampeonato amazonense e fazer belas campanhas na Copa Verde e na Copa do Brasil e, com certeza, levar a equipe à Série C que é o nosso pensamento. O Lana é um grande treinador e um grande profissional que respeito bastante, além de um grande amigo que tenho, onde o vejo a gente conversa bastante.

Nesta temporada você enfrentou Fast Clube e Princesa do Solimões no Brasileirão da Série D. Nesses confrontos deu pra avaliar qual o nível do futebol jogado no Amazonas atualmente? 

Acho que evoluiu bastante nessa última década. Deu muito trabalho pro Gurupi tirar o Fast e o Princesa, principalmente o Princesa (da Série D). Realmente, tivemos bastante sorte no jogo em casa onde fizemos o gol nos acréscimos, mas com certeza o futebol amazonense evoluiu muito. Acredito que vai ser um campeonato bastante disputado, bastante forte. O Rio Negro, com a presença do Aderbal (Lana) é muito forte. O Nacional, com o Arthur Bernardes, que eu conheço, foi meu treinador na época que jogava no Goiás, também é uma equipe que deve vir forte. Tem o Penarol, o próprio Fast, o São Raimundo que subiu, e temos de respeitar todas as equipes porque o nível realmente evoluiu muito. Com certeza vai ser uma grande competição e a gente vai se preparar pra buscar esse bicampeonato.

No calendário de 2018 o Manaus FC disputará o Barezão, Copa do Brasil, Copa Verde e Brasileirão da Série D. Você pretende priorizar alguma dessas competições?

A gente não vai priorizar nenhuma competição. As quatro são importantes pro clube. Primeiramente, vamos pensar no Amazonense e buscar o bicampeonato. A gente respeita todos os adversários, mas a gente vai trabalhar pra conseguir esse objetivo. A Copa Verde também é uma competição interessante e importante pro clube e vamos trabalhar pra que possamos disputar esse título. Tem a Copa do Brasil e é a primeira vez na história que o clube vai disputar e a gente sabe a importância pelo lado financeiro e a projeção nacional pro clube também. Então a gente vai trabalhando em cada competição, mas em todas temos um só pensamento que é chegar e ter boas participações. Além do principal objetivo que é a Série D, onde  a gente espera ter sucesso e chegar à Série C porque assim a gente teria um calendário interessante em 2019. A gente não abre mão de nenhuma delas e não vamos priorizar nenhuma e é pra isso que a gente vai trabalhar com essas três iniciais: Amazonense, Copa Verde e Copa do Brasil, uma em cima da outra. Só a Série D que temos depois de abril, que já é priorizada nesse sentido por não haver mais competições (no período, Copa do Brasil segue caso o clube avance de fases) e pretendemos fazer um grande trabalho em 2018.

Na Copa do Brasil o adversário é o atual campeão da Série C, o CSA-AL. O que você conhece do time alagoano? Consegue avaliar as chances do Gavião nessa competição?

Com certeza é um adversário difícil, é o atual campeão da Série C, a gente sabe que é uma equipe forte. Das dez (equipes) que eram pra cair pro Manaus pegar, acho que é a mais qualificada. A gente tem de respeitar bastante, mas jogando dentro de casa, a gente tem de contar com o fator casa, e buscar passar de fase. Jogamos pelo empate, mas vamos trabalhar pra que a gente possa conseguir a vitória. O CSA tem um grupo que teve reformulação, mas também teve uma base mantida. Já temos algumas informações da equipe deles, mas vamos buscar mais porque é interessante pra gente passar pro nosso grupo. Vamos respeitar muito, mas temos condições de fazer um grande jogo e passar de fase porque vai ter um rendimento pelo lado financeiro interessante pro clube, um valor interessante pra que a gente possa ter tranquilidade no segundo semestre na disputa da Série D. Então é trabalhar com muito afinco pra que a gente possa buscar essa vaga na segunda fase da Copa do Brasil.


 

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