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Zagueiro do Fast tem duelo marcado com atacante do Princesa pelas semis do Barezão

De quinta opção no sistema defensivo do Tricolor, Thiago Brandão se tornou a “muralha”, que tem como missão impedir os avanços de Edinho Canutama, do Tubarão, na 1ª batalha por uma vaga nas finais 29/05/2015 às 09:56
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Thiago Brandão passou de quinta opção defensiva no Tricolor à titular na zaga do Rolo Compressor.
Denir Simplício Manaus (AM)

Quem observa de longe pode até não dar muita moral para um zagueiro de 1,74 de altura, mas Thiago Brandão se torna um gigante quando encarado de frente pelos atacantes. De quinta opção para a posição, o defensor, de 28 anos, se tornou titular da zaga do Fast Clube e é uma das armas do comandante João Carlos Cavalo contra a velocidade de Edinho Canutama, do Princesa do Solimões, para as semifinais do Barezão.

O defensor Thiago Brandão Barra carrega até no nome a característica de “barrar” os atacantes adversários que tentam invadir seu setor. O zagueiro, que surgiu na base do São Raimundo, é uma verdadeira muralha desde os tempos em que jogava futebol de salão, na quadra do bairro Cachoeirinha, na Zona Sula de Manaus, com os amigos de infância. Com as contusões de Márcio Abrahão e Valnei, o atleta ganhou a chance de entrar jogando diante do Rio Negro e não saiu mais do time principal do Rolo Compressor.

O jogador, que ganhou espaço no Rolo Compressor com a chegada do técnico João Carlos Cavalo, chegou a ficar de fora até do time reserva tricolor nos coletivos, quando a equipe era comandada por Ney Júnior. Hoje, Thiago é titular da zaga ao lado do experiente Ediglê, mas sempre soube que seria muito difícil conseguir estar no time principal do Fast Clube.

“Desde que cheguei no clube no início do ano, eu sabia que a briga por uma vaga ia ser difícil. Mas trabalhei forte e a oportunidade apareceu. Acho que estou indo bem e eu espero poder ajudar ainda mais”, revelou o jogador, analisando a forma de trabalhar de ambos os treinador do Tricolor de Aço na atual temporada. “O Cavalo bate muito na tecla do esquema tático dentro de campo. Se preocupa com o posicionamento. O Ney deixava o time mais solto e não guardava muito a posição”, comentou. 

O zagueiro, que é bicampeão amazonense com o São Raimundo (2006) e Holanda (2008), por pouco não abandona a carreira aos 16 anos. De férias em Manaus, depois de passagem pelo futebol de base do Marcílio Dias, de Santa Catarina, o jogador sofreu grave fratura jogando pelada com os amigos, passando um ano e meio em recuperação.

“Me lembro que minha mãe me disse pra não ir. Que era pra eu ficar em casa e descansar. Mas eu queria mostrar que tava bem depois de tanto tempo longe e fui jogar. Acabei fraturando o tornozelo em dois lugares”, recorda o jogador, lembrando que o médico que o atendeu afirmou que ele nunca mais iria jogar futebol. “Quando falei que era jogador de futebol, o médico disse que era pra eu parar, pois eu nunca mais jogaria. Isso me deixou muito triste. Mas com apoio do meu pai eu voltei e graças a Deus deu tudo certo”, contou Thiago, lembrando que atuou com os zagueiros Rogério e Paulão – hoje aposentados - na Série B do Brasileirão com o Tufão da Colina.

Brandão x Canutama

Mesmo perdendo os dois jogos contra o Princesa do Solimões, Brandão foi peça fundamental no confronto com o Tubarão no returno do Amazonense. Na ocasião, Cavalo escalou o zagueiro na lateral direita para marcar o veloz Edinho Canutama, que é o principal goleador do time de Manacapuru. “O Cavalo me colocou como um falso lateral. Minha função era bloquear mesmo os avanços do Edinho. Tanto que nem cheguei a apoiar o ataque naquele jogo”, explicou o defensor.

Na derrota diante da equipe de Zé Marcos, Edinho Canutama não teve grande atuação e até mudou de lado de campo na tentativa de chegar ao gol do Fast. Thiago Brandão comentou sobre o adversário que voltará a encontrar, agora nas semifinais do Barezão.

“O jogo já começa a passar na cabeça. A gente avalia o ponto forte do adversário. O Edinho é o desafogo do time deles... é onde eles são mais fortes. É um jogador muito rápido, muito objetivo e que não faz firula. Temos que ter cuidado com ele”, lembrou o Thiago, recordando que jogou ao lado de Edinho na equipe do Princesa no ano passado e que mantém uma relação de respeito com o jogador. “Trocamos ideia numa boa. Mas nada de ficar fazendo provocação um com o outro. Existe um respeito da minha parte com ele e ele comigo, só”, disse.

Brandão também analisou outras armas do Tubarão além de Edinho Canutama e acha o adversário do próximo sábado, na Colina, uma equipe muito técnica e que tem na bola parada uma arma quase mortal.

“No time deles tem ainda o Léo Paraíba. Jogador canhoto de muita qualidade. Tem os lances de bola parada que são difíceis de marcar. Eles sempre procuram o Gilson no primeiro pau. Mas estamos treinando muito pra evitar esse tipo de jogada. Tentar evitar essa arma deles”, comentou Thiago, afirmando que o Fast cresceu muito depois do último confronto com o Princesa e que agora a história é outra. “Nosso time mudou depois daquele jogo. Fechamos o time pra vencer os jogos seguintes, pra ganhar moral na semifinal. Agora o campeonato é outro. Não podemos mais perder. Eles não vão mudar as características deles e nós estamos preparados pro jogo”, finalizou.

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