Quarta-feira, 03 de Junho de 2020
FUTEBOL

Zagueiro do Manaus FC fala sobre carta direcionada à CBF

Junto de outros 15 capitães de clubes da Série C do Brasileiro, Patrick Borges assinou documento que solicita cota para o pagamento dos salários e imagens dos atletas que disputarão a competição



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27/03/2020 às 21:25

Se a paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus já é prejudicial aos clubes com receitas anuais robustas, para os times que estão nas divisões inferiores é pior.

Pensando nisso, capitães de equipes da Série C do Brasileiro encaminharam um abaixo-assinado para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo ajuda especial às finanças dos clubes da terceira divisão nacional.



Donos das braçadeiras de 16 times assinaram na nota, que pede doação de recursos, principalmente, por conta dos clubes da Série C não receberem as cotas televisivas que são distribuídas nas séries A e B do Campeonato Brasileiro,

Na terceira divisão, a CBF é responsável apenas pelos pagamentos de logística, como viagens e hospedagens. 

Manaus FC no movimento

Atual tricampeão amazonense e único time do estado na Série C, o Manaus foi representado pelo zagueiro Patrick Borges nas assinaturas. O atleta, que fez parte da campanha do acesso em 2019, sabe da dificuldade que vem pela frente com a paralisação.

“A realidade da Série C é bem diferente. Já que não temos cotas de televisão, quisemos que a CBF visse quão importante é a terceira divisão, assim como as outras”, relatou o defensor, que se preocupa com o Gavião.

“O Manaus se planejou e no meio do caminho acabou acontecendo essa situação, que, no meu modo de ver, pode se tornar desesperadora. Então é difícil esse período sem jogos, sem renda. Aí que entra a nossa busca por uma cota na CBF, para que não tenhamos reduções salariais e o próprio clube não se perca financeiramente. Isso evitaria até ações judiciais entre atletas e clubes”, explicou Patrick.

Enquanto fica fora das atividades, o defensor, assim como os outros jogadores do elenco, mantém a forma em casa. Antes da paralisação, o Gavião do Norte vinha numa sequência pesada de partidas por conta da Copa do Brasil e Estadual.

“Teríamos um período mais tranquilo, com menos jogos. Estávamos ainda buscando o nosso ideal. A preparação em casa continua, mas a gente sabe que não é a mesma coisa. É manter a forma e voltar bem quando o clube solicitar”, completou o gaúcho.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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