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ZONA NORTE

Zona Norte, finalista do Peladão Máster, conta com verdadeiros craques no time

Marinho, que atua como preparador físico, e Pezão, que atua como jogador, fazem a diferença na equipe que busca o título do Máster 26/01/2018 às 15:02 - Atualizado em 26/01/2018 às 15:04
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Marinho busca vivências no futebol, para atuar profissionalmente na área da preparação física e do treinamento esportivo. (Fotos: Evandro Seixas)
Jéssica Santos Manaus (AM)

O Zona Norte é finalista do Peladão Máster, e pode ser considerado um time peladeiro com organização de profissional. No seu elenco, há jogadores conhecidos, incluindo Pezão e Marinho, que atua como preparador físico no time. Os dois veem o campeonato como uma porta aberta para o futuro. A final ocorrerá no dia 3 de fevereiro, a partir das 14h, no estádio Ismael Benigno, no bairro São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus. 

Marcos Pezão, 43, tem uma história vitoriosa no futebol profissional, tendo sido tricampeão da Copa Norte com o São Raimundo e, desde 2014, quando deixou o futebol profissional, vem construindo a sua história também no Peladão. Este ano, ele é finalista pelo time Zona Norte, um dos destaques do time, e afirma que está aproveitando muito a chance de jogar numa equipe “estruturada”, como ressalta ele.

“Esse time não deixa de levar a sério, simplesmente por ser um time amador. Posso dizer que temos a mesma estrutura de um time profissional. Está sendo muito bom jogar na equipe, com vários outros ex-jogadores profissionais, incluindo mais dois, além de mim, que vieram de Rio Preto da Eva. Estou sendo bem recebido e, apesar de sempre estarmos aprendendo, procuro passar algumas das minhas experiências para os outros jogadores”.

Para Pezão, jogar o Peladão é bom, tanto para o jogador que está iniciando, quanto para o jogador que já deixou o futebol profissional. “É um campeonato bom, que revela jogadores para o profissional. Joguei no Peladão antes de ser profissional também. É uma vitrine, e agora, pretendo seguir jogando nesse campeonato, que é tão divulgado e prestigiado, até onde as pernas permitirem, por mais 4 ou 5 anos, se for possível”. 

Mas, agora que a sua equipe vai enfrentar o forte time do Feira do Banana/Almirante F.C., na grande final do Peladão Máster, Pezão e a equipe só pensam em viver o agora, e se superar para alcançar o título. “Vai ser um jogo difícil, um verdadeiro clássico dos bairros, e acredito que vai ser decidido nos detalhes. Estamos preparados, trabalhando, o time da Feira é forte, na verdade, é o favorito, e estamos correndo atrás, porque se der mole, vamos chegar”, garantiu.

De jogador a preparador

Marinho, 38, teve um ano de 2017 com altos e baixos. O jogador fez 16 gols no ano, foi o artilheiro da Série A do Campeonato Amazonense, mas também sofreu uma entorse de tornozelo, ficando sete meses em recuperação e, mesmo assim, jogando na Série B, pelo Holanda, “no sacrifício”, como ele disse. Mas, Marinho, também embarcou, desde o ano passado, no mundo do futebol amador.

“Estou vivendo essa experiência ímpar de atuar no Peladão, na comissão técnica do Zona Norte Máster, e para mim tem sido muito bom, pois sou formado em educação física, com pós-graduação em fisiologia do exercício, e pretendo trabalhar com o futebol, primeiro com a base e, futuramente, com o profissional, então, tô aproveitando para ter essa vivência”.

No Peladão Marinho se orgulha de estar numa equipe organizada. “Foi formada uma equipe de qualidade, e procuramos dar qualidade aos treinos no dia-a-dia, e é como diz meu mestre Paulo Feitoza, procuramos fazer um trabalho semi-profissional com o time, com rotina semanal de treinos físicos, técnicos e táticos, e tudo que a gente tem conquistado na competição é fruto disso”.

Antes do Peladão, na época da faculdade, em 2009, Marinho também atuou como preparador físico da categoria de base do São Raimundo. “Trabalhei com Donizete e Delmo, ídolos do clube, e conquistamos o título de juniores, que o time não ganhava há anos”, conta.

Após quase 20 anos de futebol, Marinho pensa em 2018 como o seu último ano como jogador profissional, e também visualiza novas possibilidades. “Este ano, ainda estou aguardando propostas, tive sondagens, mas não é que eu ‘tenha que jogar’. Prefiro ter paciência para fazer a escolha certa. Mas minha ideia inicial é que 2018 seja meu último ano como profissional, e que eu possa fechar com chave de ouro. Também vou pensar em estar do outro lado, na comissão ou como treinador, e estou me especializando”.

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