Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Amazônia

A produção e consumo do camarão gera renda e é objeto de pesquisa em Parintins

A pesca do crustáceo pode ser feita em toda a Calha do rio Amazonas. Uma pesquisa começou a estudar a trajetória do crustáceo até o consumidor em 2011 para avaliar os custos e a rentabilidade desta atividade.



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Tacacá, uma das iguarias que mais utiliza o crustáceo
17/01/2013 às 17:25

O município de Parintins (localizado a 315 km de Manaus), tradicionalmente conhecido pelo Festival Folclórico dos bois Garantido e Caprichoso, é um dos principais produtores e consumidores de camarão do Amazonas.

Muito apreciado por fazer parte de iguarias gastronômicas amazonenses, o camarão se constituiu em um produto rentável para comerciantes que resolveram investir na pesca e cultura do crustáceo. Segundo pesquisa, eles chegam a obter até 156% de lucro.

Com uma pesca feita quase que exclusivamente por mulheres, no último trimestre do ano – coincidindo com o período de vazante dos rios – cinco espécies de camarões são encontrados nas águas doces de Parintins. A atividade gera renda extra às comunidades.

Pesquisa

A pesca do crustáceo pode ser feita em toda a Calha do rio Amazonas. Duas delas, as comunidades ‘Cá te Espero’ e ‘Brasília’, localizadas no Baixo Rio Amazonas, foram objeto de estudo do professor do curso de Subsequente em Recursos Pesqueiros, do Campus Parintins do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (CPA/Ifam), Renato Soares.

A pesquisa começou a estudar a trajetória do crustáceo até o consumidor em 2011 para avaliar os custos e a rentabilidade desta atividade.

Após quase dois anos de trabalho, com a ajuda de alunos do curso do qual é professor no Ifam de Parintins, o pesquisador concluiu a pesquisa ‘A Economia da Pesca no Município de Parintins’. Soares constatou que a venda de camarões nos mercados da cidade é mais rentável do se imagina.

O retorno ultrapassa o dobro dos gastos. Para chegar ao resultado obtido, foram incluídos todos os custos desde a gasolina, passando pelas iscas e sal até o gelo para conservar o camarão no deslocamento até os mercados.

Diante dos resultados o professor resolveu dar prosseguimento à pesquisa e, segundo ele, o resultado é pequeno diante de tudo que envolve a pesca de camarões. “Vou dar prosseguimento à pesquisa por mais alguns tempo”, afirmou.

Publicação e financiamento

O projeto recebeu recursos financeiros do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). O resultado da pesquisa será publicado na revista científica Acta Scientiarum, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

 

* Com informações da assessoria de comunicação da Sect/AM


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