Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
iniciativa

Acordo de pesca para ordenar recursos pesqueiros em Beruri é validado

A medida da Sema faz parte das ações do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia



imagem_E714079B-4127-4693-B4B5-E5F806BC30B3.JPG Foto: Divulgação / Sema
28/09/2019 às 15:16

O acordo de pesca do entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu Purus foi validado, nesta semana, em atividade da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) com pescadores da região. O encontro foi realizado entre os dias 25 e 27 de setembro, na comunidade do Surara, em Beruri, município distante 249 quilômetros de Manaus. A medida faz parte das ações do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia e busca ordenar a pesca na região.

A RDS Piagaçu-Purus já possui todas as regras específicas para o uso dos recursos por meio do plano de gestão da reserva. No entanto, a área no entorno da unidade sofre intensa pressão de pesca, e por isso a Sema está trabalhando na definição de um acordo de pesca. Integram o acordo de pesca moradores das comunidades Surara, Nossa Senhora do Carmo do Ipiranga, Santa Luzia do Ubim e Boas Novas.



De acordo com a engenheira de pesca da Sema, Larissa França, a agenda desta semana contou com apoio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e promoveu a validação de todas as discussões já realizadas para construção do acordo de pesca da área. “Durante esse encontro tivemos a oportunidade de firmar todos os critérios discutidos pelos próprios comunitários para o acordo de pesca do entorno da RDS”, explicou.

Manejo do pirarucu

A atividade de manejo sustentável do pirarucu pode ser realizada apenas em unidades de conservação ou áreas com acordo de pesca regulamentado pelo Estado. Por isso, a Sema vem trabalhando em ações de ordenamento pesqueiro, que garantem a manutenção dos estoques de peixe e melhores condições para os pescadores.

Neste mês, a Sema esteve presente também nos municípios de Tapauá e Canutama para o acompanhamento do manejo do pirarucu. “Nós demos todo o apoio técnico exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pois os peixes precisam ser pesados e medidos após a despesca”, destacou.

Durante o acompanhamento da atividade nos municípios de Tapauá e Canutama, foi realizada também a identificação das fêmeas de pirarucus. Por meio disso, é possível avaliar o seu estágio gonadal, descobrindo se o peixe está desovando. “É uma exigência do Ibama que seja identificado se os pirarucus são macho ou fêmea, e este é um dos apoios que damos aos manejadores”, reforçou Larissa França.

*Com informações da assessoria de imprensa da Sema.

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