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'Amazônia não pode perder a capacidade da captura de carbono', diz secretário da ONU

Durante a visita do secretário da ONU a Manaus, ele se reuniu com representantes do Inpa, SecTi-AM, Fapeam e Embrapa 07/06/2013 às 12:59
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Thomas Stelzer chegou à capital amazonense no dia 05 e retorna à Nova York na noite desta sexta (07)
Laynna Feitoza Manaus, AM

“As mudanças climáticas são o maior desafio do mundo hoje”, enfatizou o secretário geral adjunto da Organização das Nações Unidas (ONU), Thomas Stelzer, que esteve em Manaus durante a Semana do Meio Ambiente para conhecer e debater ações voltadas à promoção da sustentabilidade e desenvolvimento científico e tecnológico no Amazonas, entre elas a prevenção de incidentes naturais e captura de carbono.   

Na tarde dessa quinta-feira (06), em visita ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) – citado como referência –, Stelzer concedeu entrevista ao acritica.com. Ele informou que é a terceira vez que vem a Manaus; as visitas anteriores tiveram fins turísticos.

Thomas afirmou que diagnostica como um dos principais embates da Região Amazônica hoje a capacidade da captura de carbono. Segundo ele, isso influencia nas configurações ambientais do mundo inteiro.

“Globalmente falando, se a Amazônia perder a capacidade de captura de carbono, deve haver maior dificuldade de controlar as mudanças climáticas, o que é o maior desafio no mundo hoje”, concluiu.

Cheia

Ao ser questionado sobre o olhar da comunidade internacional acerca das enchentes - uma das principais problemáticas vivenciadas pela Amazônia atualmente - Stelzer informou que as enchentes fazem parte de um dos programas brasileiros da ONU que visa catástrofes naturais e suas possíveis soluções.

“Nós precisamos estar preparados para possíveis incidentes naturais (incluindo as enchentes, obviamente) no contexto de mudanças climáticas, e a expectativa (tendo em vista a situação atual) é de que esses eventos continuem a ocorrer”, disse o secretário que destacou ainda que é necessário estar consciente das problemáticas para a elaboração de soluções mais efetivas.

O secretário geral adjunto da ONU apontou que os membros da comunidade internacional têm se reunido com o intuito de se preparar cada vez melhor para tais eventualidades, investindo na atenuação e adaptações necessárias para a ocorrência de fenômenos deste porte.

“É preciso se preparar de acordo com o local onde você está. Pode ocorrer um tornado, um furacão, uma enchente, e até terremotos, e o que nós estamos tentando reportar aos países membros é a importância e quão útil pode ser o investimento em prevenção de catástrofes”, ressaltou Thomas.

Reunião

Durante a visita do secretário da ONU a Manaus, ele se reuniu com representantes do Inpa, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas (SecTi-AM), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Dentre os tópicos destacados pelo secretário, estão a forma com a qual as unidades voltadas à conservação ambiental e promoção tecnológica local têm trabalhado. Stelzer chegou à capital amazonense na última quarta (05) e retorna à Nova York na noite desta sexta (07).

Diretrizes futuras

O diretor substituto do Inpa, Estevão Monteiro de Paula, afirmou que a visita do representante da ONU ao instituto aproxima a comunidade internacional das pesquisas feitas na Amazônia, estabelecendo diretrizes para futuras ações em cooperação.

“A ONU como instituição internacional está interessada em conhecer ações que promovam a sustentabilidade e o uso de ferramentas que possam gerar renda e desenvolvimento. O Inpa possui pesquisas que estão nessa linha como a criação de peixe em canal de igarapé, o desenvolvimento da farinha de pupunha, do uso racional da madeira para, por exemplo, confecção de instrumentos musicais como ocorre em Manacapuru (município do Amazonas)", confirmou Estevão.

Ainda de acordo com o diretor, o Inpa possui uma coordenação específica para as cooperações externas. “A reunião desta quinta (06) serviu para ter esse primeiro contato, para alinhavar as propostas inclusive de cooperação com outros países amazônicos", finalizou Monteiro de Paula.



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