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Após denúncia, Ipaam fiscaliza igarapé por trás do IML em busca de dejetos de necropsia

Análise dirá se a água é realmente destino dos necrochorumes. Ação acontece para apurar a denúncia de que detritos do tipo são despejados no igarapé. Diretora do Instituto acha pouco provável 22/05/2015 às 11:32
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Técnicos do IML disseram que é impossível que resíduos cadavéricos sejam jogados no igarapé que fica atrás do IML
joana queiroz Manaus (AM)

A diretora do Instituto Médico Legal (IML), Maria Margareth Vidal, disse nesta quinta-feira (21) que acha pouco provável que dejetos da sala de necropsia e autópsia estejam sendo lançado em igarapés ou  no solo sem antes passar por tratamento. “Estou há dois meses na direção do IML e eu não tenho essas informações”, disse.  A suspeita começou a ser especulada depois de uma visita de rotina de  membros do Ministério Público Estadual (MPE)   ao IML ocorrida em dezembro do ano passado  quando um deles  procurou saber que destino era dado aos dejetos e o então diretor do instituto, Sérgio Machado, respondeu que desconhecia.

Ontem, o promotor João Gaspar disse que depois da visita ele solicitou uma fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para verificar o destino dos dejetos e se não estavam comprometendo o meio ambiente. Até ontem o promotor ainda não tinha recebido o resultado e estava aguardando para poder indicar as providências. “A olho nu não dá para dizer se está tendo contaminação do meio ambiente”, disse João Gaspar.


Técnicos do IML disseram que é  impossível que  resíduos sólidos, ou seja, parte de cadáver, ou de qualquer outro seguimento de corpo  esteja sendo lançado diretamente no solo ou no igarapé que passa por trás do órgão.

Eles explicaram que há uma  estação  de tratamento e que os dejetos passam por quatro fases de tratamento. O primário, que é a retenção de todo resíduo sólido; no tratamento secundário  é feita a filtração  de partículas;  na terceira fase acontece a decantação;  e por último passa por uma clorificação para só então a água, já tratada, pegar o curso do esgoto comum.

A diretora explicou  que quando é  retirado algum órgão de um cadáver para algum  estudo ou exame é colocado  de volta no corpo, portanto  não há risco de passar fragmento  de corpos para o solo ou igarapé.  De acordo com Margareth,  o que sai da sala de necropsia  é o necrochorume, uma  mistura de sangue com água.  Esse é o dejeto  dos corpos que são necropsiado e tem um cheiro característico, mas que não exala para o entorno do instituto.


Maria Margareth Vidal, diretora do IML

Moradores próximos do IML disseram que não sentem mau cheiro vindo de lá. A diretora acredita que se alguma vez alguém sentiu mau cheiro  de podridão, provavelmente é quando chega algum corpo em adiantado estado de decomposição.

O autônomo Aldemir Alves da Conceição, 49, é o vizinho mais próximo do IML. Ele disse que mora alí há mais de 30 anos e que nunca teve problemas com o mau cheiro. Ele reclama da poluição do igarapé, onde na infância, ele tomava banho e hoje, apesar da água estar aparentemente limpa, há muito lixo, dentre os quais é possível encontrar  luvas cirurgícas.

Mais gavetas

A diretora do IML, Maria Margareth Vital, disse que além da ampliação e reforma do prédio do instituto, hoje há uma necessidade da aquisição  a quantidade de gavetas na câmara frigorífica. Atualmente há 22 e para atender a demanda a necessidade ideal seria, no mínimo 60.


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