Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Banco Mundial vai doar mais de R$ 2 bilhões para a Amazônia

Novo 'Fundo Amazônia' vai ser anunciado nesta segunda-feira (23) durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque



banco_mundial_41AD7968-75D0-4D8D-B6C9-D2769B0BC8F3.jpg Foto: Nações Unidas
23/09/2019 às 10:32

O Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a ONG Conservação Internacional decidiram doar US$ 500 milhões (R$ 2 bilhões de reais) para o reflorestamento da Amazônia brasileira, anunciou a presidência francesa nesta segunda-feira (23). 

O anúncio formal deve ser feito durante a reunião sobre a Amazônia durante a abertura da  Assembleia Geral da ONU em Nova York, com a presença de vários chefes de Estado, como o presidente da França, Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel e os líderes do Chile, Colômbia e Bolívia, com a ausência do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Fundo Amazônia

A doação ocorre três meses após a Alemanha e a Noruega, que mantém o Fundo Amazônia, responsável pelo financianciamento de projetos de preservação na maior floresta tropical do mundo, anunciar a suspesão dos repasses ao governo brasileiro.  O rico país escandinavo criticou o Brasil por ter quebrado o acordo que tinha com os doadores do fundo de preservação, ao qual Oslo já enviou R$ 3,673 bilhões desde sua criação, em 2008.  

"O Brasil quebrou o acordo com a Noruega e a Alemanha desde que o país suspendeu o conselho administrativo e o comitê técnico do Fundo Amazônica", declarou o ministro do Meio Ambiente e do Clima, Ola Elvestuen, ao jornal norueguês Dagens Naeringsliv (DN). "Eles não podem fazer isso sem que a Noruega e a Alemanha estejam de acordo", destacou. 



Os repasses anuais da Noruega variam de acordo com os resultados obtidos na luta contra o desmatamento, calculados por um comitê técnico. 

De acordo com esses dados ainda provisórios, baseados nos registros de desmatamento em 2018, Oslo deveria repassar a Brasília 300 milhões de coroas, o equivalente a R$ 133 milhões, neste ano - o que o país se recusa a fazer. 

"O que o Brasil fez mostra que eles não querem mais interromper o desmatamento", afirmou Elvestuen.

Em alerta pelos dados que apontam uma intensificação do desmatamento desde a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, o governo alemão também anunciou neste sábado a suspensão de uma parcela de suas doações.

Berlim decidiu bloquear € 35 milhões, ou R$ 155 milhões, até que os dados sobre desmatamento voltem a ser encorajadores, embora tenha continuado a contribuir com o Fundo Amazônia. 

Os últimos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o desmatamento em julho deste ano foi quase quatro vezes maior que no mesmo mês de 2018.

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