Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020
DENÚNCIAS

Batalhão Ambiental apreende dois tracajás e um jiboia em Manaus

Como prova do crime ambiental, os policiais militares ainda encontraram filhotes de rato que serviam para alimentar a jiboia. 



WhatsApp_Image_2020-10-10_at_13.16.01_F1CFA38C-4E70-49A6-8E73-03073CABB54C.jpeg (Foto: Maria Luiza Dácio)
10/10/2020 às 13:48

Após denúncias anônimas, três animais silvestres foram apreendidos na manhã deste sábado (10), na rua São Cristóvão, na comunidade João Paulo, no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus. 

A ocorrência foi atendida inicialmente por policiais militares da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que receberam informações da existência de dois quelônios e uma cobra jiboia em cativeiros. 



No local, dois tracajás foram encontrados dentro de uma carcaça de geladeira com água. Já a espécie de serpente e não peçonhenta, estava presa em uma gaiola tipo vitrine. 

Como prova do crime ambiental, os policiais militares ainda encontraram filhotes de rato que serviam para alimentar a jiboia. 

Segundo informações do sargento Vivaldo Lima, da 30ª Cicom, o proprietário do imóvel alegou desconhecer que manter animais silvestres em cativeiro fosse crime ambiental. 

"Ele disse que muitos animais aparecem na casa, vindos da mata. No entanto, alegação dele não é convincente, pois há provas que o mesmo mantinha os animais silvestres em cativeiros. O proprietário do imóvel foi denunciado após uma briga familiar", disse. 

Ao A CRÍTICA, o subtentente S. da Costa, do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) informou que os animais silvestres foram apreendidos e destinados à Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), órgão gerenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no bairro Distrito Industrial, na Zona Leste da capital. 

"Os animais ficaram na Reserva Sauim Castanheiras, do Cetas, para cuidado e reabilitação, sendo posteriormente devolvidos à natureza. Caso estejam debilitados ou maltratados, os animais ficaram por mais tempo até que tenham condições de retornarem ao ambiente de origem", destacou. 

Já Hell de Ângelo Souza Carvalho, 35, que mantinha os animais silvestres em cativeiros, foi conduzido para os procedimentos cabíveis no 30° Distrito Integrado de Polícia (DIP).


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