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Bio-óleo será produzido no Amazonas

A unidade de produção da Seikin está em fase final de construção. A operação começa nos próximos trinta dias. A usina de bio-óleo terá a capacidade de produzir 400 toneladas por mês do composto 24/06/2013 às 09:51
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A Seikin tem o segundo maior faturamento do Brasil no ramo de tratamento de água e resíduos
Adan Garantizado Manaus, AM

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Procurar energias renováveis tem sido um dos maiores desafios da ciência moderna. Com a iminente escassez de petróleo, várias fontes alternativas são testadas pelo mundo inteiro. No Amazonas, apesar de todos asdificuldades para se realizar pesquisas científicas, uma empresa de Manaus ganha destaque nessa área. A Seikin da Amazônia deve colocar até o mês de agosto uma nova matriz energética no mercado: o bio-óleo.

A unidade de produção da Seikin está em fase final de construção. A operação começa nos próximos trinta dias. A usina de bio-óleo terá a capacidade de produzir 400 toneladas por mês do composto.

O bio-óleo é obtido através de resíduos de caixas de gordura (coletados em sua maioria das empresas do Polo Industrial de Manaus) e de fritura. A empresa trata seu produto como uma espécie de “petróleo sintético”.

O bio-óleo pode ser aplicado na fabricação de lubrificantes, querosene e até mesmo da gasolina. Além disto, ele ainda pode ser utilizado em caldeiras de altíssima temperatura, presentes em boas partes das indústrias do PIM. Quem agradece é o planeta, já que a utilização do bio-óleo reduz em até 60% a emissão de poluentes no ar, em comparação como óleo diesel.

Para se chegar ao bio óleo, a Seikin precisou dominar uma técnica chamada de “craqueamento de gordura”. O processo consiste em primeiramente separar a gordura da água e de outros resíduos e cozinhá-la apenas à cerca 420 graus com nitrogênio.

“Existem caixas de gordura de 8 mil litros que só geram 500 litros de gordura pura. O restante é água”, explicou Fernando Garcia, sócio-fundador da Seikin e que está à frente do projeto da matriz energética. Apenas uma empresa trabalhava o craqueamento no Brasil: a Petrobras. Com isto, a Seikin da Amazônia é a primeira empresa privada do país a conseguir produzir através do craqueamento.

Os investimentos na usina de bio-óleo são de cerca de R$ 6 milhões. Destes, R$ 2,8 milhões saíram da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam). A Seikin conta hoje com 40 funcionários e deve ter o quadro ampliado em 20% após a inauguração da unidade de produção.

Negociações com várias empresas

A Seikin da Amazônia aguarda a definição do plano de resíduos sólidos do Município para colocar em ação outra parte de seu projeto com o bio-óleo. A intenção da empresa é aplicar o composto na incineração controlada de lixo e resíduos urbanos, reduzindo assim o volume do aterro sanitário de Manaus.

A Seikin da Amazônia também já negocia seu produto comdiversas empresas. A inauguração da usina de bio-óleo estava prevista para acontecer somente no próximo ano. Mas precisou ser ampliada diante das demandas que lhe foram apresentadas pelo mercado.

“Havia uma empresa que fazia o tratamento de gordura nasproximidades da Avenida das Flores. Este complexo, porém, precisou ser fechado para a construção da nova via. Com isto, o Polo Industrial de Manaus ficou sem ter para onde escorrer sua gordura. Buscamos então o fomento com o Estado e todas as licenças possíveis para a ampliação da usina. Hoje, somos a única empresa do Amazonas que possui autorização para receber essa gordura oriunda do PIM”, lembrou Fernando Garcia.

A Seikin da Amazônia também atua em outros ramos além da estocagem de gordura, além da produção de bio-óleo. A empresa fabrica e instala estações de tratamento de água e de resíduos de saneamento para empresas públicas e privadas e tem, entre seus clientes, a construtora Camargo Corrêa,Petrobras, Andrade Gutierrez, Aliança e Capital Rossi.

A tecnologia desenvolvida pela Seikin para os empreendimentos locais já foi empregada na produção de Estações de Tratamentode Água (ETA), hoje instaladas nas obras de construção da  Usina Hidrelétrica de Belo Monte (Pará). No total, a empresa fabricou 28 estações de água e de esgoto (ETE) para os canteiros da hidrelétrica, que atendem a 30 mil trabalhadores. A empresa também atuou no Gasoduto Urucu-Coari-Manaus.


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