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Boca do Acre (AM) decreta estado de calamidade pública

Devido enchente dos rios da região, Defesa Civil do Estado reforçou ações de ajuda humanitária. Nível das águas do rio Purus está em 20m30cm 11/03/2015 às 14:58
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Vinte e cinco mil pessoas foram afetadas pela cheia
ACRITICA.COM ---

O município de Boca do Acre, na calha do Purus, decretou Estado de Calamidade Pública nesta terça-feira (10) por conta da enchente. O aporte de ajuda humanitária do Governo do Amazonas será reforçado na cidade, segundo informou a Defesa Civil do Estado.

O nível do rio Purus no município está hoje em 20 metros e 30 centímetros. Ano passado, quando Boca do Acre também decretou Calamidade Pública, o nível máximo chegou a 19 metros e 48 centímetros.

Estado de Calamidade Pública é quando os serviços essenciais começam a ser interrompidos e há danos humanos, materiais ou ambientais para a localidade, além de prejuízos econômicos.

Boca do Acre, o primeiro do Amazonas em decretar Calamidade em 2015, já recebeu 36 toneladas de alimentos não perecíveis, além de colchões, mosquiteiros, redes, kits de higiene pessoal, filtros de água e hipoclorito de sódio, segundo a Defesa Civil.


Divulgação/Defesa Civil do Estado

“Outras 189 toneladas de alimentos serão enviadas ainda hoje também para Boca do Acre, além de Tapauá, Canutama e Pauiní, todos no Purus. Vamos enviar ainda a primeira remessa de água potável a esse município em Calamidade Pública. Estamos reforçando a atuação do Estado aqui”, enfatizou o secretário da Defesa Civil, Roberto Rocha, que está em Boca do Acre.

Em Boca do Acre, 25 mil pessoas estão afetadas pela enchente e 63 famílias estão alojadas em abrigos humanitários da Defesa Civil do Estado. Os hospitais públicos estão funcionando, porém os postos de saúde estão fechados.

Devido à elevação do rio, 100% dos moradores estão sem água potável, já que o sistema de bombeamento e distribuição do Sistema de Abastecimento de Água e Saneamento de Boca do Acre (SAASBA) foi danificado e precisou ser desligado. 


Divulgação/Defesa Civil do Estado

As informações também foram confirmadas pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM). Além disso, pelo menos 193 famílias tiveram que deixar suas casas e 86 escolas da rede pública estão com as aulas suspensas, deixando 8,6 mil alunos sem aula. 

Segundo a Defesa Civil, todas vítimas da cheia recebem alimentação diariamente da Prefeitura de Boca do Acre e ainda contam com o aporte de cestas básicas e filtros de água do Governo do Estado. O município também presta assistência médica e social.

De acordo com o prefeito de Boca do Acre, Iran Lima, os bairros isolados pela água são Centro, Praia do Gado, Antônio Jorge Tavares, Horta, São Paulo, Fortaleza e Maria Leopoldina, todos da parte baixa do município.

“A cheia atinge também as comunidades rurais. Além de isolados, os moradores dessas áreas tiveram perdas de grandes portes em de produção agrícola e na criação de animais”, afirmou Iran Lima.


Divulgação/Defesa Civil do Estado

O serviço de telefonia móvel está altamente prejudicado pela inundação, deixando os aproximadamente 30 mil moradores de Boca do Acre ainda mais isolados, conforme a AAM.

Estado de Calamidade Pública: Boca do Acre-Purus.

Situação de Emergência: Itamarati (Juruá), Guajará (Juruá), Ipixuna (Juruá), Eirunepé, Envira, Canutama (Purus), Tapauá-Purus, Carauari (Purus), Pauiní (Purus), Humaitá (Madeira).

Situação de Alerta: Tabatinga (Alto Solimões); São Paulo de Olivença (Alto Solimões), Santo Antônio do Iça (Alto Solimões), Tonantins (Alto Solimões) e Benjamin Constant (Alto Solimões).

*Com informações das assessorias de imprensa

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