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'Botão' participa da Maratona Aquática neste sábado (6)

A Campanha Alerta Vermelho participa de duas atividades esportivas em prol dos botos neste final de semana 05/09/2014 às 15:20
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Campanha pretende alertar para a necessidade de proteção ao boto cor-de-rosa
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A Campanha Alerta Velho marca presença em duas atividades esportivas em Manaus com apelo para a conservação dos botos da Amazônia, neste fim de semana. No sábado (6), o boto inflável de 12 metros de comprimento estará na Ponta Negra durante a Maratona Aquática do Amazonas, e, no domingo, os ativistas da campanha seguem para o 1º Torneio de Pesca Esportiva Amigos do Tarumã.

Idealizada pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), a campanha busca impedir a matança do boto-vermelho (Inia geoffrensis), usado como isca para a pesca da piracatinga (Calophysus macropterus) também conhecida como douradinha.

Na Maratona Aquática, a réplica gigante do boto vermelho volta à Praia da Ponta Negra para lembrar aos competidores e à população da importância de se proteger e conservar o mamífero aquático, que é um patrimônio da Amazônia.

No dia 27 de julho último, o boto gigante também esteve na Ponta Negra e no início desta semana, em Brasília, onde foi entregue a assinatura de 55 mil ativistas. Eles que pedem o adiantamento da moratória da pesca da piracatinga prevista para iniciar em 1º de janeiro de 2015, com validade de cinco anos.

A campanha também está junto com os pescadores esportivos do Brasil, neste domingo, no 1º Torneio de Pesca Esportiva Amigos do Tarumã, no Sítio Recanto dos Curiós, com largada às 06h30 e chegada às 12h, neste domingo (7). O acesso terrestre ao sítio pode ser feito pela estrada da Vivenda Verde, enquanto água, o local fica quase em frente ao flutuante Peixe-boi.

Uma das peculiaridades da competição é o cunho ambiental, além do esportivo. Com trabalho em duplas, os participantes devem capturar três peixes e recolher a maior quantidade de lixo reciclável dispostos na orla do Tarumã-Açu.

Durante o evento, um estande com materiais informativos será montado com o intuito de sensibilizar os participantes sobre a matança dos botos. Pesquisadores afiram que se a mortandade continuar na mesma proporção, em pelo menos 30 anos, a espécie pode desaparecer. “As taxas reprodutivas baixas, o longo período de cuidado parental aliados à ameaça sem trégua dos caçadores, dos pescadores ilegais têm fragilizado a espécie”, explica a pesquisadora do Inpa e coordenadora do Projeto Boto do Inpa, Vera Silva.

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