Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
MEIO AMBIENTE

Brasil precisa de resultado concreto na queda do desmatamento, diz Mourão

Declaração foi dada após reunião com empresários que pediram nesta semana, em carta enviada ao vice-presidente, providências urgentes contra o desmatamento ilegal



desmatamento_5D47295A-BCC2-4DA8-A240-96F99D71C614.jpg Foto: Arquivo/Reuters
11/07/2020 às 10:49

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira que o principal problema levantado por empresários durante reunião por videoconferência sobre a política ambiental do governo é o desmatamento, e que a questão estará resolvida se o Brasil apresentar resultado concreto na proteção da floresta.

“O maior problema que foi expressado por todos é a questão do combate ao desmatamento. Na realidade, o que acontece, vamos ser muito claros: se nós apresentarmos resultados concretos de queda do desmatamento, está resolvido o problema. A coisa é simples”, disse Mourão em entrevista a jornalistas após a reunião.



Participaram do encontro por videoconferência com o vice-presidente, que também é presidente do Conselho da Amazônia Legal, representantes de empresas como Natura, Suzano, Shell, Cargill, Marfrig, Itaú e Vale.

Estas e outras empresas pediram nesta semana, em carta enviada a Mourão, providências urgentes contra o desmatamento ilegal e alertaram contra o impacto que a questão ambiental tem na imagem e nos negócios do Brasil no exterior.

O ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, presidente da Indústria Brasileira da Árvore (Ibá), disse que “as mais altas autoridades do país terminam a semana conscientes de que precisam agir com urgência para debelar o desmatamento, as queimadas, o garimpo e a grilagem ilegais da região amazônica”.

“Cuidar da Amazônia é interesse do Brasil e dos brasileiros”, acrescentou.

Os números do desmatamento do mês de junho, revelados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta sexta, mostram que o desmatamento continua acelerando no país pelo 14º mês consecutivo. Em relação a junho de 2019, quando a retirada e mata nativa já havia batido recordes, o avanço foi de 10,7%.

Nos primeiros seis meses do ano, a área desflorestada cresceu 25%, chegando a 3.066 quilômetros quadrados.

Na véspera, Mourão participou de videoconferência com fundos de investimento estrangeiros, que também enviaram carta ao governo, por meio das embaixadas do Brasil, pedindo a abertura de um diálogo com o governo para tratar do desmatamento.


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